<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340</id><updated>2011-04-22T00:26:54.512+01:00</updated><title type='text'>Crónicas da Terra</title><subtitle type='html'>O mundo n&amp;#227;o ï?½?ï?½?ï?½?ï?½?ï?½?ï?½?ï?½?ï?½ a preto e branco. A m&amp;#250;sica n&amp;#227;o ï?½?ï?½?ï?½?ï?½?ï?½?ï?½?ï?½?ï?½ apenas anglo-sax&amp;#243;nica. &lt;br&gt;&lt;br&gt;"Cr&amp;#243;nicas da Terra" convida-o a navegar pelos sete mares da diversidade cultural. &lt;br&gt;&lt;br&gt; N&amp;#227;o vale a pena trazer a b&amp;#250;ssola. Aqui, a tradiï?½?ï?½?ï?½?ï?½?ï?½?ï?½?ï?½?ï?½&amp;#227;o confunde-se com a modernidade.
&lt;br&gt;&lt;br&gt;Se perder o Norte, &lt;a href=mailto:cronicasdaterra@netvisao.pt&gt;escreva-nos.&lt;/a&gt;&lt;br&gt;
</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>145</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-106573603110970194</id><published>2003-10-09T22:47:00.000+01:00</published><updated>2003-10-13T04:08:36.183+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;&lt;strong&gt;NOVA CASA DAS CRÓNICAS DA TERRA&lt;/strong&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt; 

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=5&gt;&lt;a href=http://www.cronicasdaterra.weblog.com.pt&gt;WWW.CRONICASDATERRA.WEBLOG.COM.PT&lt;/a&gt; &lt;/FONT&gt;&lt;/fONT&gt;


 

&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-106573603110970194?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/106573603110970194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/106573603110970194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#106573603110970194' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-106511479634608176</id><published>2003-10-02T18:13:00.000+01:00</published><updated>2003-10-03T03:13:10.910+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;&lt;strong&gt;BAU&lt;/strong&gt; HOJE À NOITE NO B.LEZA&lt;/font&gt;&lt;/font&gt; 

&lt;img src=http://www.attambur.com/Imagens0/Banco32/Bau1m.jpg&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Bau, esse enorme instrumentista de Cabo Verde, volta hoje aos palcos portugueses para apresentar no B.Leza o seu mais recente trabalho, “Silêncio”, às 23h30m. 
O quinto registo, bastante diferente, mas complementar ao anterior “Blimundo”. O violino deixou de ter protagonismo, após uma homenagem íntima à obra e espírito de Travadinha. A guitarra e o cavaquinho, construídos pelo próprio músico, voltam a ser os principais protagonistas de uma viagem universal, tão serena quanto turbulenta, por outras músicas, tendo sempre como cenário a Ilha de São Vicente.  Enquanto não ‘posto’ um duplo artigo-entrevista mais extenso sobre Bau (e também sobre a Voz de Cabo Verde), ora leiam sff &lt;a href=http://jornal.publico.pt/2003/09/27/Cultura/C10.html&gt;o texto que o Nuno Pacheco publicou no Público &lt;/a&gt;, no dia do espectáculo d Aula Magna.   

Durante o mês de Outubro, é a seguinte a programação do B.Leza:

14 - &lt;strong&gt;Celina Pereira &amp; Amigos&lt;/strong&gt; - Uma das maiores divulgadoras da cultura de Cabo Verde. A tal que conta de forma belíssima a história do tambor no &lt;a href=http://www.pessoal.blogger.com.br/&gt;Pessoal e... Transmissível&lt;/a&gt;. 

21 - &lt;strong&gt;Ana Firmino e Nancy Vieira&lt;/strong&gt; - Ana Firmino cantora que já nos habituou a noites de festa pela  sua alegria em palco e Nancy Vieira, uma voz nova para os amantes da musica de Cabo Verde que para além de interpretar os estilos Morna e Coladeira, também passa pelo San Jon, Funana, Batuque;

28 - &lt;strong&gt;Netas D`Nha Bibinha &lt;/strong&gt;- Dia 28 (Terça) Um grupo de senhoras que numa tentativa de não deixar morrer a sua tradição "Tabanka", se junta duas vezes por semana para tocar. Foram as vencedoras do 1º concurso de música tradicional africana do B leza.

Novembro

6 - &lt;strong&gt;Tcheka&lt;/strong&gt; - Jovem musico de Cabo Verde, apresentará oseu 1º  CD “Argui” em Lisboa, gravado para a editora Lusafrica. Trata-se de um projecto que vem dar nova vida ao batuque, mantendo-se, no entanto, fiel às características do “tchabeta”, o ritmo favorito no “terrero”, dança tradicional de S. Tiago. Ilha onde os sons e ritmos de África encontram a sua mais fértil expressão.


e ainda...

Quintas Feiras - &lt;strong&gt;Maria Alice&lt;/strong&gt;

Sextas Feiras - &lt;strong&gt;Dany Silva&lt;/strong&gt;

Terça a Domingo - &lt;strong&gt;Banda B Leza&lt;/strong&gt;






O B.Leza situa-se no Largo do Conde Barão, nº50, 2º, na zona de Santos (Lisboa).
Contacto: 21 396 37 35 &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;





&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-106511479634608176?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/106511479634608176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/106511479634608176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#106511479634608176' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-106502793879971615</id><published>2003-10-01T18:05:00.000+01:00</published><updated>2003-10-01T18:06:24.203+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;AND &lt;strong&gt;GIACOMETTI&lt;/strong&gt; FOR ALL...&lt;/font&gt;&lt;/font&gt; 

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Uma notícia verdadeiramente interessante. O Museu Nacional de Etnologia (MNE) concluiu o processo de digitalização de todo o espólio das recolhas sonoras de Michel Giacometti. Ao todo, são ‘3353 fonogramas que cobrem quase toda a extensão do território nacional’, além de ‘uma parcela respeitante a Documentos Sociais e Políticos’ disponíveis para consulta pelo público em geral, a partir de hoje, entre segunda a sexta-feira, das 9h30m às 17h15m, na Mediateca do MNE. &lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;

&lt;em&gt;‘O espólio de MG contempla as regiões de Trás-os-Montes, Minho e Douro Litoral, Beira Alta, Beira Litoral, Beira Baixa, Alto Alentejo, Baixo Alentejo e, na classificação do próprio colector, Documentos Sociais e Políticos. A estas recolhas correspondem três conjuntos de bobines: 127 bobines, originais a 19 cm/s; 268 bobines, cópias a 38 cm/s e 133 bobines, cópias a 19 cm/s, os conjuntos foram designados respectivamente por "A", "B" e "C". Os fonogramas que agora disponibilizamos ao público foram digitalizados a partir do conjunto "B" (cópias a 38 cm/s); esta escolha tem presente três objectivos: a preservação dos originais, a qualidade do som e facto deste conjunto corresponder a uma cópia montada segundo indicação de Michel Giacometti, o que tornou a tarefa de corte e numeração de fonogramas mais eficiente.
A digitalização, que consiste na passagem de som em formato analógico para formato digital foi feita com uma taxa de amostragem de 48 000KHz e 16 bit, sem filtragens ou equalizações.
Juntamente com as bobines o MNE recebeu um conjunto de fichas dactilografadas correspondendo à transcrição dos fonogramas e uma listagem que discrimina os fonogramas (título; género, data e código de local).’&lt;/em&gt;
 
&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Mais informações no site do &lt;a href= http://mnetnologia-ipmuseus.pt/&gt;MNE&lt;/a&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;

&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-106502793879971615?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/106502793879971615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/106502793879971615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#106502793879971615' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-106481222965736754</id><published>2003-09-29T06:10:00.000+01:00</published><updated>2003-09-29T06:10:29.670+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt; AS SETE VIDAS DOS &lt;strong&gt;DAZKARIEH&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt; 

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;
Não sei onde é que eles foram arranjar o nome. Mas na capa do disco de estreia deste colectivo lisboeta, pode ler-se que Dazkarieh é “uma palavra mágica de origem praticamente desconhecida. Talvez signifique o arrebatar de energias que se dá quando vários mundos, essências e influências se tocam, capaz de nos fazer fluir por entre momentos intimistas e outros de grande expansividade”. Palavras certeiras que funcionam como um adequado “Mission Statement” da banda. Quem os viu a semana passada ao vivo no antigo Cine Plaza da Amadora e quem escuta o seu disco de estreia, é levado pelo ar, por vários universos, como se tivesse sido arrebatado por um furacão que passa repentinamente pelo Mediterrâneo, pela Europa de Leste e por África. A música dos Dazkarieh sente o pulsar do universo. É apátrida e intemporal. Vagueia por todo o lado, por várias épocas, não se fixa em lado nenhum. É um encanto e um arrebatamento de contradições. Assenta na comunhão entre a veia tribal de Filipe Neves, comandante de uma ‘orquestra’ de percussões africanas e a criatividade e a delicadeza harmónica Vasco Ribeiro Casais, em bouzouki, flauta e gaitas. Louve-se o risco e a ambição de criar a música de raiz pelas próprias mãos, sem qualquer repertório de recolha, louve-se a ousadia de nada ecoar a portugalidade (apesar de Vasco prometer explorar as nossas tradições no próximo álbum que está neste momento a preparar). Mas nem tudo o que luz é ouro. Por vezes, os confrontos entre o tribalismo negro e o ‘classicismo’ da folk europeia ao serviço das antigas casas de dança, é inevitável. Não tanto em disco. Mas mais visível ao vivo. Isso desculpa-se, se atendermos ao facto de os Dazkarieh apresentarem na passada semana sete novos elementos (de onde se destaca o fulgor à irlandesa do violino de Maria Gonçalves), restando apenas os dois elementos e principais mentores do projecto, já referidos. No final do espectáculo houve quem os congratulasse por se parecerem com os Dead Can Dance. Também, mas essa faceta é apenas uma pequena porção do puzzle sonoro que os Dazkarieh apresentam. Há vozes femininas oníricas, que nos levam a deitarmo-nos nas nuvens e a contemplar a terra (qual LisaGerrard em Clÿ). Mas a ligação ao solo, quer através de um certo xamanismo, quer através do poder do tambor e da fantasia medieval-celto-mediterrânica (um pouco ao estilo de Ghalia Benali), ávida de tecnologia para ser o ingrediente perfeito numa pista de dança de dança trance / house, provoca-nos estados de espírito bem mais turbulentos. Um projecto com uma grande margem de progressão que precisa apenas de tornar um pouco mais consistente o seu espectro sonoro, balizando um pouco melhor o raio de inspiração. 
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-106481222965736754?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/106481222965736754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/106481222965736754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#106481222965736754' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-106479427016490373</id><published>2003-09-29T01:07:00.000+01:00</published><updated>2003-09-29T01:11:10.230+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt; ENCONTROS DE MÚSICAS DO MUNDO NO &lt;strong&gt;AGITO&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt; 

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;As &lt;strong&gt;Crónicas da Terra&lt;/strong&gt; vão sair à rua. O repto já foi dado na lista de discussão. Este blogue vai pôr os seus leitores a ouvir a música sobre a qual fala. Todos os meses, marcamos encontro no bar &lt;strong&gt;Agito (ao Bairro Alto, Lisboa) &lt;/strong&gt;para darmos conta das novidades discográficas na área da folk / músicas do mundo. O primeiro encontro ocorre já no próximo fim de semana. Ou na sexta-feira, ou no sábado. Entre as 18h e as 20h. Vocês decidem. 
Para se inscreverem, basta escreverem “Eu vou” nos comentários deste “post”. Já agora ajudem-nos a escolher o melhor dia e a música para se escutar. Nesse mesmo “post”, mencionem qual o melhor dia para a realização dos encontros e quais os discos que constam da lista abaixo discriminada que têm maior curiosidade em conhecer.    

Lista de possíveis audições no encontro de músicas do mundo (Bar Agito, 1ª semana de Outubro):

&lt;strong&gt;Skatalites&lt;/strong&gt; – From Paris With Love
Vários – &lt;strong&gt;Electric Gypsyland&lt;/strong&gt; (temas de Taraf de Haidouks e Kocani Orkestar remisturados por Señor Coconut, DJ Dolores, Juryman, Arto Lindsay, Shantel, entre outros)
&lt;strong&gt;Cordel do Fogo Encantado&lt;/strong&gt; – O Palhaço do Circo sem Futuro
&lt;strong&gt;Voz de Cabo Verde&lt;/strong&gt; – Ao Vivo
&lt;strong&gt;Sainkho &lt;/strong&gt;– Who Stole the Sky?
&lt;strong&gt;Klezmatics&lt;/strong&gt; – Rise Up!
&lt;strong&gt;Debabish Bhattacharya &amp; Bob Brozman &lt;/strong&gt;– Mahima
&lt;strong&gt;Joyce &amp; Banda Maluca &lt;/strong&gt;– Just a Little Bit Crazy
&lt;strong&gt;Bau &lt;/strong&gt;– Silêncio
&lt;strong&gt;Cesária Évora &lt;/strong&gt;– Voz D’amor
&lt;strong&gt;Pedro Caldeira Cabral &lt;/strong&gt;– Memórias da Guitarra Portuguesa
&lt;strong&gt;Faltriqueira &lt;/strong&gt;- Faltriqueira
&lt;strong&gt;Sam Mangwana &lt;/strong&gt;– Cantos de Esperança
&lt;strong&gt;Africando &lt;/strong&gt;- Martina
&lt;strong&gt;Parissa &amp; Ensemble Dastan &lt;/strong&gt;– Shoorideh
&lt;strong&gt;Ipanemas &lt;/strong&gt;– Afro Bossa
&lt;strong&gt;Anders Norudde &lt;/strong&gt;- Med Hull Och Har
&lt;strong&gt;The Poozies &lt;/strong&gt;– Changed Days, Same Roots
&lt;strong&gt;L’Ham de Foc &lt;/strong&gt;– Canço de Dona I Home
&lt;strong&gt;Batata Y Su Rumba Palenquera &lt;/strong&gt;– Radio Bakongo&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-106479427016490373?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/106479427016490373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/106479427016490373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#106479427016490373' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-106424691777176761</id><published>2003-09-22T17:08:00.000+01:00</published><updated>2003-09-23T11:09:45.553+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt; &lt;STRONG&gt; SONS EM TRÂNSITO II &lt;/STRONG&gt; EM NOVEMBRO, AVEIRO É CAPITAL NACIONAL DAS MÚSICAS DO MUNDO&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;

&lt;img src=http://www.susheelaraman.tv/gallery/images/colorpub2.jpg&gt;
Susheela Raman

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;O festival de músicas do mundo &lt;B&gt;Sons em Trânsito&lt;/b&gt; quer entrar definitivamente no parco circuito obrigatório nacional que tem em Sines, Sendim e Seixal (vamos lá a ver o que é que nos reserva 2004) como pontos de passagem obrigatórios da celebração multicultural. 

Os norte-americanos &lt;b&gt;Klezmatics&lt;/b&gt;, a ‘sami’ norueguesa &lt;b&gt;Mari Boine&lt;/b&gt;, a indiana &lt;b&gt;Susheela Raman&lt;/b&gt;, o finlandês &lt;b&gt;Kimmo Pohjonen&lt;/b&gt;, o guineense &lt;b&gt;Manecas Costa&lt;/b&gt;, a brasileira &lt;b&gt;Cibelle&lt;/b&gt;, os catalães &lt;b&gt;Ojos de Brujo&lt;/b&gt; e o projecto nacional &lt;b&gt;At-Tambur&lt;/b&gt; dão corpo a um cartaz suculento e apetitoso. 
A segunda edição do &lt;b&gt;Sons em Trânsito&lt;/b&gt; terá lugar, entre 20 e 30 de Novembro, no teatro Aveirense. Em breve, as &lt;b&gt;Crónicas da Terra&lt;/b&gt; farão uma antevisão do festival com uma análise à discografia de cada interveniente.

O alinhamento do festival está assim ordenado:

20 - &lt;strong&gt;At-Tambur&lt;/strong&gt;
21 - &lt;strong&gt;Cibelle&lt;/strong&gt;
22 - &lt;strong&gt;Ojos de Brujo&lt;/strong&gt;
27 - &lt;strong&gt;Manecas Costa&lt;/strong&gt;
28 &lt;strong&gt;- Kimmo Pohjonen&lt;/strong&gt;
29 - &lt;strong&gt;Susheela Raman + The Klezmatics&lt;/strong&gt;
30 - &lt;strong&gt;Mari Boine &lt;/strong&gt;+ Actuação de &lt;strong&gt;dj´s &lt;/strong&gt;de músicas do mundo


&lt;/font&gt;&lt;/font&gt; 
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-106424691777176761?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/106424691777176761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/106424691777176761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#106424691777176761' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-106406988341324889</id><published>2003-09-20T15:53:00.000+01:00</published><updated>2003-09-20T15:59:55.163+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt; &lt;STRONG&gt; AGENDA&lt;/STRONG&gt;'&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;

&lt;strong&gt;RODRIGO LEÃO&lt;/strong&gt;
Hoje e amanhã (22:00h): Teatro Tivoli -Lisboa


&lt;strong&gt;DAZKARIEH&lt;/strong&gt;
Hoje (21:30h): Recreios da Amadora
22SET03 (17:30): Almada (Pr da Liberdade)


&lt;strong&gt;TUCANAS&lt;/strong&gt; 
Hoje: Entroncamento
Amanhã: Famalicão
01OUT03: Fonoteca de Lisboa 


&lt;strong&gt;CHOCALHOS 2003 – CAMINHOS DA TRANSUMÂNCIA NO FUNDÃO&lt;/strong&gt;
Hoje e amanhã – Fundão
Mais informação &lt;a href=http://www.attambur.com/Noticias/20033t/chocalhos2003.htm&gt;aqui&lt;/a&gt;

&lt;strong&gt;BAU + VOZ DE CABO VERDE&lt;/strong&gt;
27SET03 (21:30h): Aula Magna – Lisboa


&lt;strong&gt;BAU&lt;/strong&gt;
24SET03 (18:00h): Auditório da RDP - Lisboa
30SET03 (21:30h): FNAC Colombo
01OUT03 (21:30h): FNAC Almada
02OUT03(18:00h): FNAC Chiado
03OUT03(19:30h): FNAC Cascais Shopping


&lt;strong&gt;CORO DOS TRIBUNAIS: TRIBUTO A ADRIANO CORREIA DE OLIVEIRA&lt;/strong&gt;
&lt;em&gt;Com Manuel Rocha, Zeca Medeiros, Sérgio Mestre, João Domingos, Gil Alves, Paulo Borges, Luís Simões, Rogério Pires e Manuel Portugal&lt;/em&gt;
03OUT03 (21:45h): Auditório do CEFAS - Águeda
Mais informação no site da &lt;a href=http://www.dorfeu.com&gt;Associação Cultural d’Orfeu&lt;/a&gt;


&lt;strong&gt;GAITEIROS DE LISBOA &lt;/strong&gt;
05OUT03 (21:30H): Ovibeja, Beja


&lt;strong&gt;CARLOS DO CARMO&lt;/strong&gt;
11OUT03: Coliseu Dos Recreios – Lisboa
&lt;em&gt;celebração de 40 anos de carreira com a participação de Sinfonieta de Lisboa, Carlos Bica, Júlio Pereira, Ricardo Dias, Ricardo Rocha e Walter Hidalgo&lt;/em&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-106406988341324889?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/106406988341324889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/106406988341324889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#106406988341324889' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-106398346146717321</id><published>2003-09-19T15:57:00.000+01:00</published><updated>2003-09-19T16:05:09.686+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;'HELLO, I'M&lt;STRONG&gt; JOHNNY CASH&lt;/STRONG&gt;'&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;


&lt;img src=http://image.guardian.co.uk/sys-images/Guardian/Arts_/Pictures/2003/09/18/fridayrev.jpg&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;É sempre assim. Morre o artista e chovem chorrilhos de textos predominantemente biográficos sobre a vida e a obra de quem merece a imortalidade. Johnny Cash, merece o céu. Haja alguém que nos dê uma visão mais íntima deste sofrido trovador. Sylvie Simmons do Guardian passou cinco dias com Cash na sua residência, pouco tempo antes da sua morte. Foi a última jornalista que falou com o ‘homem de negro’. &lt;a href= http://www.guardian.co.uk/arts/fridayreview/story/0,12102,1044605,00.html&gt;Indispensável&lt;/a&gt;.&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-106398346146717321?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/106398346146717321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/106398346146717321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#106398346146717321' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-106377100156586307</id><published>2003-09-17T04:51:00.000+01:00</published><updated>2003-09-18T14:38:59.393+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;&lt;STRONG&gt;AT-TAMBUR:&lt;/strong&gt;A VELHA (NOVA) EUROPA&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;

&lt;img WIDTH="400" HEIGHT="250" src=http://www.attambur.com/cd/teste5212.jpg&gt;

At-Tambur, teatro Gil Vicente, 13 de Setembro

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Gostei de ver os At-Tambur no passado Sábado em Cascais. Além de me ter sido dado a oportunidade de conhecer mais um teatro histórico (o Gil Vicente, tão bonito quanto o Lethes de Faro), o projecto mostrou em palco todas as credenciais de se tratar, actualmente, de uma das mais interessantes propostas nacionais de miscigenação de várias correntes e épocas da folk europeia. Longe vão os tempos em que se limitavam a servir de banda de animação de bailes de música tradicional, popularizados pelo Festival Andanças. Nessa noite assistimos a uma banda personalizada. Que sabe muito bem planear um espectáculo. Foi bonito ver-se a coreografia de duas bailarinas em “Arabesca” e o sapateado à ‘River Dance’ (às três dançarinas só faltou mesmo uma posição mais hirta e conseguirem chegar com os pés à altura das suas cabeças) em “Jig Horizonto / Dança do Urso”. 
Um jig? Um scotish? Um bourre? Uma mazurca? Não os podem acusar de não serem portugueses. Nem tão pouco de serem irlandeses, suecos ou franceses. Tudo soa a At-Tambur. Com os defeitos e as virtudes relevados em disco e confirmados em palco. Não é por acaso que um projecto que trabalha sobre uma matriz de música tradicional granjeia facilmente a simpatia de uma rádio como a Antena 2, sendo uma presença assídua no programa da manhã de Vítor Nobre. Os At-Tambur, tem uma abordagem clássica do seu repertório, influenciada, certamente, pela rígida formação de alguns músicos, que os torna algo formais. No entanto, a postura em palco de um certo distanciamento, não condiz com a sua vontade de inovar, de reescrever à sua imagem uma dança klezmer (‘Israelita’). Sérgio Crisóstomo (violino) e Tiago Costa-Freire (Flautas), dois dos músicos mais bem formados (na escola clássica), foram os principais transgressores do formalismo que o projecto respira. Sérgio, o ‘carregador de piano’ e o principal pirómano, foi impulsionador mor das saudáveis explosões que fizeram levantar o público das cadeiras. Tiago, o criativo que tem asas – ele voa, voa, voa – é o músico vagabundo, de toque nervoso e mais rápido que a sombra. Anda por toda a parte. Ele é uma das principais almas dos At-Tambur. Escute-se os aerofones em “Arabesca” e “Sueca”. Por aqui passa a sede que o colectivo tem de revolução. O Tiago é, pois, a candeia que os ilumina. 
Mais discretos, mas não menos importantes, de realçar também o interessante trabalho da dupla bateria e contrabaixo que, em registo jazzístico, estendem o tapete rítmico, com uma grande dose de classe e subtileza, contribuindo decisivamente para a idiossincrasia dos At-Tambur. A cereja em cima do bolo. &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;          
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-106377100156586307?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/106377100156586307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/106377100156586307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#106377100156586307' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-106372751401610789</id><published>2003-09-16T16:51:00.000+01:00</published><updated>2003-09-16T18:40:05.280+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;&lt;STRONG&gt;BREVES&lt;/strong&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;&lt;strong&gt;ATLANTIC WAVES. O português de Londres&lt;/strong&gt;

A delegação londrina da Fundação Calouste Gulbenkian promove na capital britânica, entre 27 de Outubro e 29 de Novembro, a terceira edição do Festival Atlantic Waves. Sem dúvida, a mostra mais significativa e ecléctica de artistas portugueses que ocorre fora de portas. Mais uma vez, damos os parabéns ao programador Miguel Santos (já aqui havia referido o seu trabalho, a propósito da &lt;a href=http://www.cronicasdaterra.blogspot.com/2003_06_29_cronicasdaterra_archive.html&gt;reportagem da Folk Roots em Lisboa&lt;/a&gt;) que tem sido um verdadeiro embaixador dos artistas portugueses em Inglaterra. 


&lt;strong&gt;Mariza&lt;/strong&gt;
the new queen of fado
Monday 27 October 2003 8pm Royal Festival Hall £25 £20 £10
 
&lt;strong&gt;The Raincoats
Lula Pena&lt;/strong&gt;
raw rock and urban fado
Saturday 01 November 2003 7pm Union Chapel £12 £10 conc.	 
 
&lt;strong&gt;Spaceboys (live set)
Ian Simmonds (Juryman, UK) (DJ set)
Mike Stellar (Journeys, Portugal) (DJ set)&lt;/strong&gt;
dancefloor and funky beats 
Thursday 06 November 2003 7.30pm 93 Feet East £10 £8 conc.
 
&lt;strong&gt;Rui da Silva (live set)
Chris Coco (Radio 1/The Blue Room, UK) (DJ set)
DJ Jiggy (Portugal) (DJ set)&lt;/strong&gt;
tribal/progressive/hypnotic house
Wednesday 12 November 2003 8pm Cargo £5
 
&lt;strong&gt;Blasted Mechanism&lt;/strong&gt;
dancefloor beat rock
Friday 14 November 2003 8pm Cargo £5 b4 9pm, £9 after
 
&lt;strong&gt;Zé Eduardo Unit with Peter King and Martin Shaw
Rodrigo Amado with Paul Dunmall, Dave Kane and Acácio Salero&lt;/strong&gt;
cinematic jazz 
Sunday 23 November 2003 7pm The Vortex £12
 
&lt;strong&gt;Pedro Carneiro with Drumstruck!&lt;/strong&gt;
contemporary percussion
Monday 24 November 2003 7.30pm Purcell Room £12 £10 conc.	 
 
&lt;strong&gt;@c with Andy Gangadeen + Lia&lt;/strong&gt;
Vitor Joaquim with Scanner + Pure 
powerful laptops night
Thursday 27 November 2003 7pm 93 Feet East £10 £8 conc.
 

&lt;strong&gt;Royal Scottish Academy Brass
The Galliard Ensemble&lt;/strong&gt;
contemporary brass and winds
Saturday 29 November 2003 3.30pm Purcell Room £12 £10 conc.	 
 
&lt;strong&gt;Katia Guerreiro 
António Zambujo &lt;/strong&gt;
seductive young fado singers
Tuesday 02 December 2003 7.30pm Purcell Room £15	 
 
&lt;strong&gt;Pangeia Instrumentos with Max Eastley and Heitor Alvelos 
Rephlex DJs in the bar until 1am&lt;/strong&gt;
experimental music and visuals
Saturday 06 December 2003 8pm ICA £10 £9 conc. £8 ICA members	

Mais informações no &lt;a href=http://www.atlanticwaves.org.uk&gt;site do Atlantic Waves.&lt;/a&gt; 


&lt;strong&gt;ELLENA LEDA. O erotismo das danças do sul.&lt;/strong&gt;

Não fui a Castro Verde este fim de semana. Com um certo arrependimento. Mas já estava escaldado de ter perdido a Lula em Monte Gordo. É Pena que o Fernando Malhalhães também a tenha perdido. Mas o &lt;a href=http://jornal.publico.pt/2003/09/16/Cultura/CCM.html&gt; texto sobre Ellena Leda &lt;/a&gt;merece ser lido.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;




&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-106372751401610789?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/106372751401610789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/106372751401610789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#106372751401610789' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-106364503034453552</id><published>2003-09-15T17:57:00.000+01:00</published><updated>2003-09-15T18:04:07.823+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;&lt;STRONG&gt;BREVES&lt;/strong&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;&lt;strong&gt;ÍNTIMA FRACÇÃO. O Fim?&lt;/strong&gt;

Já vai sendo um hábito. A &lt;a href=http://www.intima.blogspot.com&gt; Íntima Fracção &lt;/a&gt;, após quase duas décadas de vida, corre o risco de figurar no Panteão dos programas de rádio de autor, lado a lado com uma série de bons nomes que a rádio formatada e automatizada tem condenado à morte. Ou, quanto muito, a um redutora existência de cinco minutos diários. Outras Músicas (Rádio Nova), Horas Funktásticas (Rádio Nova), Costa a Costa (Antena 3), O Menino é Lindo (Voxx), Som dos Pedais (TSF), os espaços de Aníbal Cabrita e, posteriormente, Ricardo Saló na TSF, deixam-nos cada vez mais órfãos da rádio com algo para dizer, dar a conhecer e fazer sentir.  É pena que os ditos programas de autor sejam uma espécie rara ameaçada de extinção. A rádio, que quase ninguém ouve em casa. Que se escuta apenas na ida para o trabalho e no regresso a casa, poderia privilegiar mais este tipo de programação dirigida às classes (A, B), que a televisão generalista tem ignorado. 
De realçar o trabalho de luta incansável dos blogues como a &lt;a href=http://www.janela-indiscreta.blogspot.com&gt;Janela Indiscreta &lt;/a&gt;e &lt;a href=http://www.retorta.net&gt;Retorta &lt;/a&gt; em prol da manutenção da Íntima Fracção na TSF. Receio que todo esse esforço seja uma gota de água num oceano. Resta-me a esperança e o desejo que o Francisco Amaral leve o programa para outras ondas hertzianas. A propósito, para quando a rádio on demand?


&lt;strong&gt;PESSOAL E... TRANSMISSÍVEL. A continudade.&lt;/strong&gt;

Nem tudo são más notícias. Lê-se que a nova direcção da TSF irá implodir a anterior programação e construir uma nova a partir do zero. Estarei a exagerar? No meio dos escombros, há sobreviventes com vida. Um deles é o &lt;a href= http://www.pessoal.blogger.com.br/ &gt;Pessoal e... Transmissível&lt;/a&gt; de &lt;a href= http://www.outro-eu.blogger.com.br/&gt;Carlos Vaz Marques&lt;/a&gt;. Hábil na condução de entrevistas a figuras que cruzam a política, as artes, o desporto e o ensino, sempre com um cunho próprio de boa disposição, à-vontade e exímia preparação. Para quem não conhece este espaço ao fim-da-tarde na TSF, recomenda-se a pesquisa do &lt;a href= http://tsf.sapo.pt/online/primeira/dossiers/tsf/historico/pessoal/programas.asp&gt;histórico de programas &lt;/a&gt;e, sobretudo, a audição da história do tambor contada por Celina Pereira. A escutar ainda Susana Baca, Nuno Rebelo, Kátia Guerreiro, Mariza, Carlos do Carmo, Cristina Branco, Pedro Caldeira Cabral e António Prata da Ronda dos Quatro Caminhos, entre outros. Será que o Carlos Vaz Marques que leva para o estúdio da TSF “gente que faz a diferença” não pensou ainda em entrevistar o Barnabé?  


&lt;strong&gt;BARNABÉ. Não há coincidências.&lt;/strong&gt; 

“O que é que tem o Barnabé que é diferente dos outros?”. Desde o passado Sábado, dia 6 de Setembro, após a apresentação ao vivo do projecto CantAutores, que esta música de Sérgio Godinho não me sai da cabeça. O mais engraçado é que, poucos dias depois, tomava conhecimento de um novo blogue de Daniel Oliveira (antigo colaborador do &lt;a href= http://blog-de-esquerda.blogspot.com/&gt;Blog de Esquerda&lt;/a&gt;). Chama-se, simplesmente, &lt;a href= http://www.barnabe.weblog.com.pt/&gt;Barnabé&lt;/A&gt;. Será mesmo que ainda existem Barnabés por aí?&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-106364503034453552?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/106364503034453552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/106364503034453552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#106364503034453552' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-106338771463656881</id><published>2003-09-12T18:28:00.000+01:00</published><updated>2003-09-12T18:28:36.256+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;&lt;STRONG&gt;FESTA DO AVANTE:&lt;/strong&gt; DOMINGO, 7 DE SETEMBRO&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;&lt;strong&gt;RONDA DOS QUATRO CAMINHOS. Entre o céu e o inferno.&lt;/Strong&gt;

Ver a Ronda dos Quatro Caminhos apresentar ao vivo o disco “Terra de Abrigo” é já motivo mais do que suficiente para nos deslocarmos à Quinta da Atalaia. No entanto, é pena que, devido a questões puramente logísticas e de organização, um espectáculo que em circunstâncias normais seria sublime, acabou por se tornar numa frustrante experiência. 

É admirável a forma como a Ronda conseguiu com “Terra de Abrigo” abanar a toda a sua estrutura e os tiques de música “pumba” (expressão inventada por António Pires do Blitz) à volta do ressoar dos bombos e das omnipresentes chulas. Não foi um prédio que caiu e outro que se ergueu dos escombros de uma certa acomodação tradicional-urbana de banda de bar, que se vinha a notar nos últimos discos. Remodelou-se, porém, uma nova fachada, com materiais semelhantes, mas com outras cores bem mais vivas. Não sendo tão ambiciosos no espectáculo como foram no disco – faltaram outras vozes como a Katia Guerreiro e Amina Alaoui, além de uma maior aproximação à música árabe-andaluz – a Ronda cumpriu aquilo que lhe competia fazer. Trouxe para o palco uma orquestra clássica – a Sinfonienta de Lisboa – para proporcionar ao cante alentejano uma maior aproximação entre o céu e a terra. Um puro exercício de levitação que a Ronda arbitrava. Aqui e ali, lá impunha as marcas do passado. Lá vinham as chulas e a dispensável voz de João Oliveira que, apesar de tudo, se conseguia tolerar. 

Completamente inexplicável foi a decisão da organização da Festa em programar um concerto destes no pequeno palco do Auditório 1º de Maio. Será que o palco 25 de Abril estaria assim tão inacessível a um projecto responsável por um dos melhores discos de 2003 na área da música tradicional? Apesar de tudo, deu-se um milagre de física. Sessenta pessoas em palco, bem aconchegadas entre si, não foram suficientes para partir o estrado. A bancada da assistência também não caiu por acaso. No meio dos palavrões e dos encontrões (por sorte não chegaram a vias de facto) que alguns membros da assistência de meia-idade iam trocando entre si, devido a questões mínimas do deixa ou não deixa passar lá para cima, não se conseguia escutar NADA. Primeiro, porque estes singelos cidadãos – aptos de imediato a criticar a ‘malta jovem’ do seu mau civismo, seja por que razão for – perturbaram, com um burburinho ensurdecedor, durante mais de um quarto de hora (tempo que demoraram a chegar os Seguranças), todos aqueles que estavam no interior do recinto. Segundo, porque o som também tinha as suas debilidades. As vozes demasiado elevadas, a orquestra demasiado baixa. Além disso, quem estava cá atrás – não se podia ir para a frente dado que a assistência deixou-se ficar sentada, não se levantando para permitir aqueles que ficam engalfinhados na entradas, pudessem também ir lá para dentro – levava com um som enrolado, de lata.  Resta-nos a expectativa de vermos este espectáculo numa sala apropriada para a dimensão do projecto, com condições técnicas decentes e com um público minimamente educado. Tenho esperança que isso aconteça no CCB, no princípio do próximo ano. 


&lt;strong&gt;REALEJO. A menina dança?&lt;/strong&gt;

A seguir à Ronda, foram os Realejo que, apenas com cinco elementos, encheram e de que maneira o palco do Auditório 1º de Maio. Parece que Fernando Meireles concretizou aquilo que deixara subentender no tema final do primeiro disco “Sanfonia” (a “Cantiga 216”) e que desenvolvera a espaços no álbum seguinte, “Cenários”. O Realejo deixou a carapaça de frágil projecto folk de câmara, para se tornar numa banda de dança semi-acústica. A filiação Blowzabella continua a mesma. A inspiração subversiva dos Hedningarna assume-se de vez. A portugalidade no meio das composições de folk europeia para Sanfona também continua bem vincada, sobretudo nas mãos de Amadeu Magalhães. A grande surpresa que os Realejo agora apresentam é a ausência do violoncelo de Ofélia Ribeiro e a inclusão de um baixista que não se limita a marcar passo. Ele torna a música do Realejo muito mais “swingante”. Houve quem dissesse que o Realejo parecia os Shooglenifty. As raízes de ambos são bem distintas. Contudo, o projecto de Coimbra ganhou uma certa cavalgada rítmica, semelhante à desses escoceses. Pena é que o espectáculo não tenham durado mais do que uns míseros trinta e tal minutos. Soube a muito pouco. 


&lt;strong&gt;GALANDUM GALUNDAINA E CRISTINA PATO. A desorientação à portuguesa&lt;/strong&gt;

Houve, por parte da organização, uma tentativa desenfreada de cortar a direito, apesar dos atrasos habituais que vinham de trás. Esta não deixou a Ronda fazer o encore (o que motivou assobiadelas por parte da assistência), limitou o tempo de actuação do Realejo que acabaram de tocar às 17h25. A ideia era que não houvesse nenhuma actividade durante o discurso de Carvalhas que começou às 18h. Até aqui tudo bem. Horários são para cumprir e há que cortar a direito para recuperar o tempo perdido. O próximo concerto nesta sala começava às 19h30. Só que, a essa hora e, até às 20h30, não houve direito ao programado concerto de Galandum Galundaina. Houve sim sound checks dos músicos que vinham a seguir aos mirandeses. O facto de estes só começarem a tocar uma hora depois do previsto, alterou substancialmente aquilo que tinha programado: ver Galandum até pouco depois das 20h e ir para o palco 25 de Abril assistir a parte substancial de Cristina Pato. Tive azar. Se o Auditório 1º de Maio manteve nos três dias atrasos de uma hora, o 25 de Abril foi sempre certinho. Acabei por ver uns dez ou quinze minutos do primeiro e mais uns dez da segunda. Tive pena de ter perdido o resto de Galandum, porque exibiram a sua habitual genuinidade. O falar mirandês, a raça bruta das gaitas, do tamboril, dos bombos e das flautas pastoris. Levaram também consigo uma sanfona para interpretarem romances (dado inédito). Não tive pena nenhuma da Cristina Pato e arrependi-me de ter vindo para cima. A menina que ainda é muito verde (não de cabelo, que desta vez exibia a cor natural, mas de cabeça – isso notava-se no discurso dela) é bem pior em palco do que nos discos. Já sabia que fazia um misto de rock com folk galego. Só que há folk rock e folk rock. Resentidos e Siniestro Total são uma coisa, aquilo que Cristina Pato apresentou é outra. Bem distinta. Rock FM dos anos 80, pesado, xunga e sensaborão, ao serviço dos solos da gaiteira. Imaginem o cruzamento entre os Def Leppard e o Carlos Núñez. Prefiro mil vezes a Susana Seivane. &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;


 &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-106338771463656881?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/106338771463656881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/106338771463656881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#106338771463656881' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-106320408518479779</id><published>2003-09-10T15:28:00.000+01:00</published><updated>2003-09-12T18:36:01.303+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;&lt;STRONG&gt;FESTA DO AVANTE:&lt;/strong&gt; SÁBADO, 6 DE SETEMBRO&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;

&lt;img WIDTH="400" HEIGHT="250" src=http://sapp.telepac.pt/amar/blog/oscantautores_avante.jpg&gt;
CantAutores


&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;&lt;strong&gt;DANÇAS OCULTAS. A magia das concertinas&lt;/strong&gt; 

No Sábado, cheguei e já os Danças Ocultas estavam em cima do palco do Auditório 1º de Maio. Perdi Segue-me À Capela. Mas a cerca de meia-hora que assisti do espectáculo das quatro concertinas encheu todas as medidas. São mágicas estas oito mãos. Como quem não quer a coisa, lá vão deambulando entre uma contemplação nostálgica de travo klezmer, servida entre um excerto sensual de bel-musette parisiense, ou entre uma composição mais lúdica que nos remete para a memória do espírito experimental e folião dos Verd e Blu da Gasconha. Volta e meia, puxa-se pelo fole, retira-se-lhe o sopro, marca-se o ritmo com a concertina como se esta fosse um baixo. Dá gosto ver a coordenação em palco dos quatro músicos. Parecem uma equipa profissional de ciclismo. Um a um, cada elemento vai à frente do pelotão puxar por ele. O esforço é bem doseado. Sabem revezar-se. Tudo isto com uma linearidade notável, embuído num espírito hipnotizante de chill-out. Damos por nós e perguntamo-nos: - O quê, já tocaram meia-hora? A ‘máquina’ é orgânica, bem oleada, contemporânea e global. É, talvez, o projecto-lusitano-extra-vozes-de-fado que mais facilmente pode rodar pelos principais festivais europeus de músicas do mundo. 

&lt;strong&gt;BRIGADA VÍTOR JARA. Metais de baixa&lt;/strong&gt;

Foi dos poucos espectáculos que vi no palco principal (o 25 de Abril), gozando excepcionalmente de um concerto a começar à hora certa. Como sempre, Manuel Rocha exibiu todos os seus dotes de orador nato. Na Festa estava como peixe dentro de água, explicando (mais uma vez) a génese do nome do projecto que comemora o seu 30 aniversário, com a história do cantor chileno Vítor Jara que morreu nas garras de Pinochet. Foram, uma vez mais tudo aquilo que já tinha referido no rescaldo do &lt;a href=http://www.cronicasdaterra.blogspot.com/2003_04_06_cronicasdaterra_archive.html#92223059&gt;Intercéltico do Porto &lt;/a&gt;. A única diferença é que o Sexteto de Tomás Pimentel estava tão lá atrás do extenso palco, que mal se escutava. Parecia que o som das percussões (sobretudo estas) e dos restantes instrumentos da Brigada estavam muito mais alto do que o dos metais. Perderam-se os pequenos grandes pormenores que fizeram da actuação no Intercéltico um espectáculo memorável. De facto, uma sala ou um técnico, fazem uma grande diferença.

&lt;strong&gt;CANTAUTORES: O nervo da canção&lt;/strong&gt;

De novo no Auditório 1º de Maio e com um certo atraso. Que agradável surpresa foram os CantAutores. O álbum homónimo que lançaram este ano através da Associação Cultural D’Orfeu, com sede em Águeda, é um bom cartão de visita que reflecte bem o espírito do projecto em Palco. Repescando repertório de José Afonso, Fausto e Sérgio Godinho, Luís Fernandes (o director musical) evita os lugares comuns destes ícones da canção portuguesa, optado por um repertório maioritariamente menos divulgado. Sem serem muito inovadores, denota-se um certo cuidado nos arranjos orquestrais, ora mais clássicos, ora mais jazzísticos (às vezes, algo inspirados pela bossa nova – o começo de “Europa Nova Europa”). Salta ao ouvido a proximidade tímbrica entre Luís Fernandes e Fausto e entre Miguel Callaz e José Afonso, o bom gosto dos “vientos” (que expressão engraçada inventada pelos espanhóis): fagote, clarinete, trombone e flautas. Tudo isto regado com uma atitude de entrega ao espectáculo louvável, sobretudo da parte de Luís Fernandes, a transcender-se na interpretação da balada “Por Que Me Olhas Assim” e, sobretudo, em “Sete Mulheres do Minho” (que, infelizmente, não faz parte do alinhamento do disco), fazendo levantar da terra boa parte da assistência que se encontrava sentada. Um espectáculo sempre em crescendo que teve o seu climax maior com “um Homem Novo Veio da Mata”, no encore. Outros destaques: “Barnabé” e “O Rei Vai Nu” (ambos de Sérgio Godinho). 
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-106320408518479779?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/106320408518479779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/106320408518479779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#106320408518479779' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-106316581962832842</id><published>2003-09-10T04:50:00.000+01:00</published><updated>2003-09-10T04:51:43.293+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;&lt;STRONG&gt;FESTA DO AVANTE:&lt;/strong&gt; SEXTA-FEIRA, 5 DE SETEMBRO&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Já não ia à Festa do Avante há alguns anos. A falta de nomes internacionais que me motivem a sair de casa tem sido uma constante. Este ano não foi excepção. Só que, esta 27ª edição dava-me a oportunidade de ver num só fim-de-semana uma mão cheia de grupos portugueses. Conhecer finalmente as Tucanas e os CantAutores. Ver pela primeira vez em palco a magia de Danças Ocultas. Reviver bons momentos do Cantigas do Maio e do Intercéltico do Porto, com as algarvias Moçoilas e a Brigada Vìtor Jará, acompanhada do sexteto de metais de Tomás Pimentel. Saborear ao vivo aquele que é um dos grandes discos da colheita de 2003 de música portuguesa: ?Terra de Abrigo?, da Ronda dos Quatro Caminhos?. Verificar a evolução do Realejo que, além de ter sofrido mudanças na sua formação, tem trilhado caminhos mais dançáveis, pondo de lado a anterior estética mais classicista.

&lt;strong&gt;TUCANAS. No início era o tambor.&lt;/strong&gt;

A noite de sexta-feira foi aziaga. Tinha saído de casa pouco antes das nove, com esperança de ainda ver a Filipa Pais. Só que a ponte 25 de Abril e a falta de estacionamento na Amora não me deixou chegar antes das dez e meia. Mesmo a tempo de ver as Tucanas de início. Elas que arrastam consigo uma considerável audiência que sobrelotou o Auditório 1º de Maio, onde era dificílimo de entrar, em parte, por culpa daqueles que se sentavam no chão, roubando espaço ao interior e provocando um ajuntamento caótico nas saídas. Uma constante nos restantes dias. 
Com uma agenda de concertos sobrecarregada e sem qualquer disco gravado, as Tucanas constituem um verdadeiro fenómeno de popularidade, construída palco a palco. O ?grupo de percussão criativa?, como elas próprias se autodefinem, apresenta-se extremamente bem oleado. Irrepreensíveis ao nível coreográfico. Sente-se que há trabalho de casa exaustivo (e quilómetros de estrada em cima), quer quando estão a bater na chapa e no plástico, quer quando vêm para a frente do palco e percutem com as mãos nas pernas, no peito e nos braços umas das outras. Bonito de se ver. O projecto é  ambicioso. Explora ritmos tribais do coração de África. Resgata aos anos 80 o espírito pós punk e industrial de Neubauten e de Test Dept. Ecoa a Japão, através dos tais bidons de plástico, tocados como se fossem gigantes taikos. O ritmo é tribal, é ancestral, é primário, é agressivo e arrebatador. É lúdico, inocente e infantil. Como conceito é excelente. Só que, nestes moldes, dificilmente farão um disco audível do princípio ao fim, a não ser que convidem outros músicos, com outros instrumentos (aerofones e cordofones). Ah! Já agora, trabalhem mais essas vozes, sff! 


&lt;strong&gt;MOÇOILAS. O encanto rural &lt;/strong&gt;

Injustamente, as Moçoilas foram vítimas dos atrasos e do mau alinhamento do palco do Auditório 1º de Maio, tocando para dezenas de pessoas, num espaço que pouco antes tinha rebentado pelas costuras. Os resistentes,  esses, regozijaram com a graça das Mêçoilas na sua interpretação idiossincrática da tradição de repertório oral, maioritariamente, oriundo da Serra o Caldeirão. Singelas, donas de um divino encanto rural, de um delicioso sotaque do sul e um humor fresco e alcoviteiro, as quatro vozes enchem todo o palco. Instrumentos para quê? Não Precisam. Elas entram de mansinho, metem a primeira, segunda, terceira, quarta, quinta e disparam com um corridinho. Além de recuperarem repertório regional, as Mêçoilas chegam mesmo a adaptar versos para a realidade urbana actual (dando conta de vizinhas que vêem o canal 18) e propositamente para a Festa do Avante, cantando uma espécie de cartão de visita. Que pena não ter a letra aqui à mão. Levem-nas para o estrangeiro que elas merecem.     


&lt;strong&gt;MARIA ALICE para quê complicar?&lt;/strong&gt;

Não gostei de Maria Alice, apesar da calorosa voz desta. O desfilar de mornas e coladeras provenientes sobretudo do seu último disco, ?Lágrima e Súplica?, foi frio e distante do pouco público. Nota-se que há bons músicos, mas a atitude destes é demasiado previsível. Tentam construir uma sonoridade sumptuosa. Para quê um baterista e um percussionista na mesma banda? É que o som é demasiado linear para tanto aparato. De vez em quando, lá se chega à frente o guitarrista. Com um solo excessivamente cerebral, pouco emotivo. É a típica banda de animação nocturna, cujo fraque que envergam prende-lhes os movimentos. Oxalá perdessem metade da ?cagança? e tocassem com os pés descalços e de fato de macaco. &lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;





&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-106316581962832842?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/106316581962832842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/106316581962832842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#106316581962832842' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-10631142189800626</id><published>2003-09-09T14:30:00.000+01:00</published><updated>2003-09-09T14:31:26.223+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;&lt;STRONG&gt;FESTA DO AVANTE&lt;/strong&gt; NÃO HÁ DESILUSÃO COMO ESTA&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Mais uma Festa do Avante se passou. Mais um ano em que o principal motivo de interesse que me fez sair de casa foram uma mescla de nomes nacionais. Para já, ficam as estrelas daquilo que tive oportunidade de ver:

Tucanas ***1/2
Moçoilas *****
Maria Alice ***
Danças Ocultas *****
Brigada Vítor Jara ***1/2
CantAutores ****
Ronda dos Quatro Caminhos ****
Realejo *****
Galandum Galundaina **** (do pouco que vi)
Cristina Pato ** (do pouco que vi)

Mais logo, serão publicadas as apreciações aos espectáculos e a todo o folclore que envolveu uma festa com muito amadorismo e instinto capitalista à mistura. &lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-10631142189800626?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/10631142189800626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/10631142189800626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#10631142189800626' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-106277113247808225</id><published>2003-09-05T15:12:00.000+01:00</published><updated>2003-09-05T15:21:28.286+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;A CLASSE ECONÓMICA DE &lt;STRONG&gt;KEPA JUNKERA&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;


&lt;img src=http://perso.wanadoo.es/mceltawr/InFocus/KepaJunkera/23022002_01p.jpg&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Finalmente escrevo sobre o concerto de Kepa Junkera que ocorreu no passado fim de semana, na Fábrica da Pólvora. Não há dúvida que a Internet veio revolucionar a forma como se comunica e se informa. Poucas horas após o evento já circulava pela lista de discussão das Crónicas da Terra várias opiniões ao concerto do Kepa, muito tempo antes de qualquer jornal poder exibir o seu artigo (curiosamente, coisa que não vi em nenhuma publicação). 
Daí que, passado quase uma semana e após várias críticas e refutação de críticas de assinantes e das opiniões veiculadas em blogs como a &lt;a href=http://www.janela-indiscreta.blogspot.com&gt;Janela Indiscreta &lt;/a&gt;e o &lt;a href=http://www.juramentosembandeira.blogspot.com&gt;Juramento Sem Bandeira&lt;/a&gt;, a minha visão acaba por ser muito redutora e complementar. No entanto, há muitos aspectos extra do concerto-de-sábado-à-noite que merecem ser abordados. Vamos por pontos.

1.	Foi um concerto em crescendo, que não acrescentou nada àquilo que já tínhamos visto em outros palcos.  Começou morno, acabou menos morno. Kepa continua a exibir todo o seu virtuosismo, mas desta vez houve menos gozo (além de o ouvir) em vê-lo tocar. Na Fnac, nos showcases que deu por altura do lançamento de &lt;em&gt;Bilbao 00:00h&lt;/em&gt;, foi muito mais acutilante e imprevisível. Tocava com muito mais nervo. Sozinho, com a sua trikitixa, oferecia-nos um espectáculo simples, mas cheio de vitalidade e espontaneidade. Um regalo para os nosso olhos e ouvidos. Aquilo que se viu no Sábado, parece ter sido mais um (entre tantos outros) concerto de um músico cansado, acompanhado por outros músicos (à excepção da dupla de percussão basca  - txalaparta - Oreka TX. Vale a pena ler o que o &lt;a href=http://www.juramentosembandeira.blogspot.com&gt;Vítor Junqueira &lt;/a&gt;escreveu sobre eles) senão cansados, vulgares, que se limitaram apenas a encher o palco e a música. Apesar de ter logo aos primeiros acordes o público consigo, Kepa abusou da interacção com o público. Momentos houve de uma certa graça quando ele, ao fazer de maestro, conseguia coordenar as palmas do público com o ritmo do baixo e da bateria (outro facto bastante comentado na lista de discussão). Mas devia tê-lo feito com brevidade. A sua acção arrastou-se, o que quebrou, de certa forma, o crescendo que se sentia no concerto de Kepa, enquanto belíssimo instrumentista.  


2.	A Fábrica da Pólvora tem sido palco em outros anos de espectáculos menos conseguidos de outros nomes que já tocaram por diversas vezes em Portugal. Estou a lembrar-me, por exemplo, do espectáculo do ano passado dos Rádio Tarifa. Não gostei mesmo nada. Além do vento insuportável que batia nos microfones, a guitarra eléctrica estava demasiado alta, comparativamente com o resto dos instrumentos. Em Maio deste ano, em Mértola, voltei a conciliar-me com a Rádio Tarifa. Por que será?

3.	É certo que as Câmaras Municipais não nadam em dinheiro. Ao programarem concertos, tentam fazê-lo pagando o mínimo cachet possível. As bandas, porque necessitam de vender concertos para sobreviverem, aceitam. 

4.	Como o Nuno Barros dizia na lista de discussão, trazem ?uma versão portátil? daquilo que habitualmente fazem. Eu digo que se trata de uma versão económica. Há quem prefira em Portugal tocar apenas duas vezes por ano e cobrar três ou quatro mil contos por concerto. São opções. Mas a realidade dos músicos mais rodados da folk europeia é bem contrária. É obrigatório tocar, no mínimo, 200 a 300 vezes por ano, tendo de suportar um pouco de tudo: más condições técnicas, maus cachets, público que não sabe ao que vai, etc, etc, etc. Um desgaste tremendo que facilmente origina noites menos conseguidas.

5.	Apesar da actuação de Kepa Junkera ter sido a que foi. A possível. Pena é que não tivesse havido interesse de nenhum jornal em cobrir o evento. Além de Kepa ser uma das principais figuras da folk europeia, acabou de lançar um duplo álbum ao vivo, denominado &lt;em&gt;K&lt;/em&gt; que é, seguramente, o melhor disco da trilogia marítima &lt;em&gt;Bilbao 00h00&lt;/em&gt;-&lt;em&gt;Maren &lt;/em&gt;-&lt;em&gt;K&lt;/em&gt;. Porque é o consumar do espírito exploratório dos dois anteriores álbuns. Onde há mais coesão e menos desequilíbrios. É estranho que isso aconteça a quem já recebeu elogios rasgados por diversos órgãos de imprensa nacional em &lt;em&gt;Bilbao 00h00&lt;/em&gt;. Provavelmente, a editora ainda não enviou o disco para as redacções, nem marcou entrevistas.

&lt;img src=http://www.lahiguera.net/musicalia/imagesnov/10552019103ee51a760ea80-g.jpg&gt;

6.	Na lista de discussão, argumentou-se a falta do bandolim e do contra-baixo como uma das razões de um concerto menos conseguido nessa noite. Argumentou-se ainda que os músicos que tocam em Espanha são os mesmos que tocaram em Portugal. Isso poderá acontecer em alguns casos, no entanto, há concertos e concertos de Kepa. Depende da classe. Se é económica (como acima foi referido) ou se é executiva (como aconteceu nas três noites de Bilbao, onde &lt;em&gt;K&lt;/em&gt; foi gravado). Quem o viu no sábado ficou com uma pálida ideia do que é o duplo álbum &lt;em&gt;K&lt;/em&gt;. 

&lt;img src=http://www.lachacona.com/instrumentos/wimus-3.JPG&gt;
O instrumento Alboka

7.	Pelo que me foi possível escutar de &lt;em&gt;K&lt;/em&gt; (alguns temas sacados no Soulseek), existe uma séria tentativa de criação de uma orquestra étnica (bem conseguida em muitos casos), como ponto interessante de disfarçar a limitação da trikitixa enquanto instrumento reconhecida pelo intérprete. Brilhantes os metais dos canadianos Bottine Souriante em &lt;em&gt;Herrik Shaw&lt;/em&gt;. Interessante o duelo trikitixa vs mandolin com Patrick Vaillant (que tem habitualmente tocado em duo com um outro intérprete de concertina, o italiano Riccado Tesi). Onírico, a conjugação das vozes búlgaras (que talvez tenham demasiado protagonismo ao  longo dos dois discos), com o Grupo coral basco Donostia e a Orquestra de Cordas Alos Quartet. Destaque ainda para a sonoridade da alboka de Ibon Koteron, mais um instrumento tradicional basco. Aerofone pastoril, constituído por dois chifres de vaca, com um conjunto de buracos entre eles e que produz uma sonoridade &lt;em&gt;drone&lt;/em&gt;, tão ressonante quanto a sanfona. A propósito de Alboka, vale a pena conhecer um outro colectivo basco que se apresenta com o mesmo nome do instrumento. A escutar os álbuns de Alboka, &lt;em&gt;Bi Beso Lur &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;Lorius&lt;/em&gt;. &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-106277113247808225?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/106277113247808225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/106277113247808225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#106277113247808225' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-106215684585391299</id><published>2003-08-29T12:34:00.000+01:00</published><updated>2003-08-29T12:41:31.710+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;ONDE ESTAVA &lt;Strong&gt;LULA PENA&lt;/strong&gt;, EM MONTE GORDO?&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;
&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;

&lt;img src=http://www.7sois7luas.com/foto/pena.jpg&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Nunca gostei de festivais itinerantes, espalhados por diversas cidades. Pelo menos, dos exemplos que temos, ou tivemos, no nosso país. Os &lt;strong&gt;Encontros Musicais de Tradição Europeia&lt;/strong&gt;, apesar de terem apostado em programas que privilegiavam a ousadia e a qualidade dos artistas (Mari Boine, Hedningarna, Taraf de Haidouks, Marilis Orionaa, Mestre Ambrósio), nunca conseguiram impor-se verdadeiramente. Por várias razões. Dificilmente um evento desta natureza, que depende do investimento de várias Câmaras Municipais, consegue ganhar consistência e progressivamente conquistar cada vez mais público. Nos Encontros Musicais de Tradição Europeia todos os anos caiam e eram adicionadas localidades ao cartaz. Mudavam-se à pressa certos locais de eventos. Ainda me lembro de ter andado, durante mais de uma hora em Oeiras, à procura do local onde os Hedningarna deveriam ter tocado. Só no dia seguinte soube que eles tinham actuado em Paço d’Arcos (ou terá sido Algés?). Além disso, a promoção do festival sempre deixou muito a desejar. Várias foram as edições cujo programa era divulgado em cima das datas dos espectáculos. Claro que as Câmaras Municipais sempre foram os principais agentes do caos. Ora agora queriam, ora depois já não queriam. Como é costume, cada vez tentavam pagar menos por semelhante ou melhor qualidade. E a logística? Alguns dos palcos, além de um PA sofrível, nem camarins de apoio aos artistas tinham. 

Depois desta frustrante experiência, a Etnia mostrou com sucesso como se realiza um festival de média dimensão com uma muito boa programação: O &lt;strong&gt;Multimúsicas &lt;/strong&gt;de Lisboa que, infelizmente não durou mais do que três edições. Mudam-se as cores políticas, muda-se a vontade de continuar a apostar neste tipo de eventos que reúnem muita ‘freakalhada’, muitos fumadores de charros. Enfim...

O &lt;strong&gt;Festival Sete Sóis Sete Luas&lt;/strong&gt;, que aposta num modelo semelhante aos dos Encontros Musicais de Tradição Europeia, com a única diferença de se estender a outros países europeus (Espanha, Itália e Grécia), parece sofrer das mesmas maleitas já aqui referidas. É um evento que ninguém dá por ele. Anualmente, muda alguns dos locais nacionais no seu cartaz que, na maior parte dos casos, permanecem fora do limitado circuito (Lisboa e Porto) dos repórteres de jornais. Os únicos artigos que anulamente leio sobre o “Sete Sóis”, prendem-se única e exclusivamente com reportagens em Pontedera (Itália). Por que será?

No Sábado passado tive uma experiência semelhante aquela de há uns anos em Oeiras e que me impossibilitou de ver os Hedningarna, numa altura em que tinham acabado de lançar o álbum “Kaksi”. Estava em Alcoutim e desloquei-me a Monte Gordo (é este o local que está referenciado no site www.7sois7luas.com) para ver a &lt;strong&gt;Lula Pena &lt;/strong&gt;que, parece, tem estado a trabalhar num novo álbum de arranjos electrónicos. Só que, num Sábado à noite e em Agosto, Monte Gordo parece-se com o Centro Comercial Colombo durante os fins-de-semana de Dezembro que antecedem o Natal. Anda-se na principal avenida ziguezaguendo, contornado múltiplos obstáculos que se atravessam a todo o momento na nossa direcção. Depois desta tortura, o palco nem vê-lo. Não o encontrei na principal avenida. Somente me deparei músicos andinos, vários acrobatas de circo e new agers celtas que vendiam Cds a dez euros. Onde estava então &lt;strong&gt;Lula Pena &lt;/strong&gt;? No Casino? No Campo de Futebol? No parque de campismo? Em algum Cine-Teatro situado fora da principal zona turística e prestes a ser demolido? Se calhar seria mais fácil encontrar Wally. Ainda entrei em alguns bares na esperança de encontrar ‘flyers’ que indicassem o local exacto do concerto, mas nada. Nessa altura já deveria passar das onze e, provavelmente, se tivesse havido concerto, já deveria estar a acabar. Será assim tão difícil à organização do evento colocar o nome da sala na programação do festival? O mais engraçado é que os promotores do evento até são italianos, o que impossibilita afirmar ser esta mais uma organização “à portuguesa”. Ai estes latinos...&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-106215684585391299?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/106215684585391299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/106215684585391299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#106215684585391299' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-106029877996509184</id><published>2003-08-08T00:26:00.000+01:00</published><updated>2003-09-09T15:17:14.986+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;&lt;strong&gt;AGENDA&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;


&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;&lt;strong&gt;KEPA JUNKERA NA FÁBRICA DA PÓLVORA&lt;/strong&gt; (30AGO03). É um dos mais virtuosos do fole. O basco tem um novo álbum. É duplo e foi todo ele registado ao vivo. Chama-se simplesmente ‘K’. Quem já o viu ao vivo, por diversas vezes em Portugal, sabe o que ele vale. Muito mais neste formato do que em disco de estúdio. Atenções redobradas para não perder o fecho do programa à “Descoberta Da Pólvora”, organizado pela Câmara Municipal de Oeiras, na Fábrica da Pólvora de Barcarena. Nós vamos lá estar. 
Antes de Kepa, irão também por lá passar Filipa Pais (dia 9), Martin Stephenson e The Code (dia 16) e as Tucanas (dia 23).  


&lt;strong&gt;III ENCONTRO NACIONAL DE GAITEIROS &lt;/strong&gt;(9 e 10AGO03). A realidade é esta: em muitas zonas rurais, sobretudo em Trás os Montes e no Minho, “não há festa sem gaiteiro”. Em Santa Maria da Feria, durante este fim de semana (9 e 10 de Agosto) não há viagem medieval sem o Encontro Nacional de Gaiteiros. Aqui reúnem-se diversas gerações de músicos provenientes de todo o país. Não vão matar o carneiro nem dar-nos os cornos, mas prometem não dar descanso à palheta e à pele de chibo. Mas, o melhor de tudo, é mesmo a troca de experiências entre músicos de diferentes gerações que um evento desta natureza proporciona. 

&lt;em&gt;“O Encontro de Gaiteiros traz todos esses músicos para um encontro à volta da sua música e dos seus instrumentos e também para junto de um público que pode assim descobrir a variedade e a riqueza do instrumento e dos seus tocadores, ainda relativamente desconhecida.
Edições anteriores trouxeram momentos de surpresa para muitos; gaiteiros que se julgavam sozinhos e os últimos da sua arte descobriam com entusiasmo a vitalidade do instrumento por todo o país, trocavam experiências, repertório, truques e técnicas do ofício entre gaiteiros. 
Mas sobretudo, transmitiam os seus conhecimentos a uma nova geração de gaiteiros, a mesma que organiza estes encontros, lê e ouve publicações etnográficas, frequenta festivais relacionados com a música tradicional e gaita de foles e forma novos grupos musicais, já longe dos contextos rurais da tradição.
A edição deste ano promete tudo isso...e muito mais!” &lt;/em&gt;

Mais informação no sítio da &lt;a href=http://www.gaitadefoles.net/noticias/eng2003.htm&gt;Associação da Gaita de Foles &lt;/a&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-106029877996509184?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/106029877996509184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/106029877996509184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#106029877996509184' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-106022181014485129</id><published>2003-08-07T03:03:00.000+01:00</published><updated>2003-08-07T11:06:33.616+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;&lt;strong&gt;OS TEMAS DE ‘OUMOU’ (2):&lt;/strong&gt; ‘DUGU KAMALEMBA’ (THE WOMANISER; THE SKIRT-CHASER)&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;This is a song about polygamy. Often the men who take than one wife are the womanisers. They try to seduce anything in a skirt. This was my first real open criticism of polygamy.

Oh the youth of Mali, Oumou Sangare is greeting you. Listen hard to what I have to say, be careful of the skirt chaser, they’ll marry you with all the sweet words of the world.
In Mali, the first wife is usually chosen from within the extended family. So he’ll say to her, the first wife, you are my sister! Even if I marry a second wife, you’re the best because we’re equal, we’re of the same blood. Then he brings a second wife into the home, and he says to her, you’re my favourite, why? You will make me beautiful children. The first onewas given to me by my family, but you are my own choice. The he marries a third wife, and to this new one he says, you are the lucky one in this household. So now there are three wives ar home. The he marries a fourth, and to her he says, you are the very last, and the best. The others are old now, you’re the youngest, that’s it, now I will never marry again! Of course this is true, since he can only have four wives by Muslim law. So this fourth one thinks she’s the best. Then all four wives bicker with each other. The womaniser always has fights at home among the wives.  &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-106022181014485129?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/106022181014485129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/106022181014485129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#106022181014485129' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-106022064128174412</id><published>2003-08-07T02:44:00.000+01:00</published><updated>2003-08-07T02:48:32.246+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;&lt;strong&gt;OS TEMAS DE ‘OUMOU’ (1):&lt;/strong&gt; ‘MAGNOUMAKO (AGONY)&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Magnoumako means extreme suffering, agony. I wrote this song about my mother. About how she wept, how she was marginalized by society, how she was ignored, how she struggled. How can African woman hear this song without crying?
Women pass their entire lives suffering, they become pregnant in suffering, give birth in suffering, the child crawls in suffering, the mother suffers the upbringing of the child all on her own, then the child turns into a well-brought up adult, the mother is told to stay out of the child’s affairs, not to interfere with this marriage. Any money he earns goes straight the father not the mother. If she wants even a penny of it, she has to beg her husband. She has done everything for this child, but all the rewards and honour go to the father.
My mother was her own, struggling to make ends met, to bring us up well. Her tears were always running. There were six of us in one room. Sometimes at night she would look at us, and she’d begin to weep, because she had no means to feed us the next day… This is what I describe in the song. Then I address all the women of Africa, I say, you tighten your belt, you endure the pain, you become lost in dark thoughts, but hold on with both hands, because one day, there will be light in your life.
My mother can’t listen to this song, if it’s playing on the radio she says, OK turn it off now!! That’s enough!!! (Oumou Sangare entrevistada por Lucy Duran) &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-106022064128174412?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/106022064128174412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/106022064128174412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#106022064128174412' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-106021920876638950</id><published>2003-08-07T02:20:00.000+01:00</published><updated>2003-09-09T15:24:52.116+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;&lt;strong&gt;OUMOU SANGARE: &lt;/strong&gt;A 'CANTORA-PÁSSARO' VOA DE NOVO &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;

&lt;img src=http://mali-music.com/photo/PhO/OumouSangare/OumouSangare01.jpg&gt;


&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;&lt;strong&gt;NOVO DISCO.&lt;/strong&gt; Oumou Sangare vai editar um &lt;strong&gt;novo disco &lt;/strong&gt;no próximo dia &lt;strong&gt;29 de Setembro&lt;/strong&gt;, intitulado &lt;strong&gt;‘Oumou’&lt;/strong&gt;. Uma retrospectiva em duplo CD que contém doze dos melhores temas dos três álbuns editados pela World Circuit (‘Ko Sira’, ‘Moussoulou’ e ‘Worotan’) e mais oito temas inéditos. É uma verdadeira alegria ouvir de novo os pássaros a cantar.

&lt;strong&gt;O RETRATO. &lt;/strong&gt;Oumou Sangare é a principal figura do wassolou, região do sul do Mali que significa também um estilo musical próprio e distinto do universo dos Griots. 
As mais notáveis vozes do Wassoulou como Sangare ou mesmo Nahawa Dumbia, não nasceram em berço de artistas. São cantoras por opção própria e demarcam-se dos músicos profissionais da corte (os Griots) ao aprofundar problemas sociais próprios de uma sociedade islâmica. 
Oumou Sangaré e todas as outras cantoras wassoulou são vulgarmente apelidadas de cantoras-pássaro. Na região do wassoulou acredita-se que certos pássaros podem comunicar a sua visão do mundo aos humanos. E Oumou Sangaré tem feito um trabalho notável nesse sentido, tendo sido recentemente distinguida pela UNESCO com um prémio musical. 
Oumou Sangaré é um verdadeiro fenómeno no Mali. Uma artista de garra que fala ao ouvido dos homens aquilo que nenhuma outra mulher havia feito antes. Através da música, ela tem uma acção social preponderante, lutando pelos direitos civis das mulheres. 
Poligamia, arranjo de casamentos, compra de noivas e excisão são alguns dos assuntos tabu abordados por Sangare nas suas canções. A cantora que admira a sociedade ocidental pelo facto de as mulheres poderem tomar decisões próprias e terem acesso à educação, não limita a sua acção social à música. Oumou Sangare já não gravava um disco há mais de sete anos, porque tem tido um papel activo na redes de trabalho com mulheres do Mali, auxiliando-as, por exemplo, a entrar no mundo empresarial. 
Sobre a possibilidade de Oumou Sangare ser confrontada com o exílio, pelo facto de a sua acção ser demasiado progressista para uma sociedade islâmica, a cantora expressa-se através de uma parábola. Afirma que na língua nativa da tribo Fula, a palavra Mali significa hipopótamo. Segundo a cantora, este mamífero pode sair da água e partir em busca de comida, mas regressa sempre ao seu habitat. &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-106021920876638950?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/106021920876638950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/106021920876638950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#106021920876638950' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-106009428703508837</id><published>2003-08-05T15:38:00.000+01:00</published><updated>2003-08-05T15:44:16.286+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;&lt;strong&gt;SIMENTERA:&lt;/strong&gt; BELEZA TRANQUILA&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;


&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Quem os viu em palco no Festival de Músicas do Mundo de Sines, achou-os mornos. Também tive essa sensação quando os vi num ‘showcase’ realizado no Womex de Berlim, em 99. Podem não ser um projecto orientado para tocar ao vivo, mas os Simentera são autores de quatro belíssimos álbuns: ‘Raíz’ (1995), ‘Barro e Voz’ (1997), ‘Simentera’ (2000) e ‘Tr’adicional’ (2003). Qual deles o melhor? 

&lt;IMG WIDTH="400" HEIGHT="600" SRC=http://www.alewand.de/fotos/simen/simen10.jpg&gt;
Copyright © 2003 Achim Lewandowski

&lt;STRONG&gt;MÁRIO LÚCIO&lt;/STRONG&gt;, compositor e arranjador dos Simentera, é peremptório em afirmar que a Simentera não é um colectivo constituído por “grandes músicos”. Ao invés são “músicos grandes”. É, de facto, notável o colectivismo destes cabo verdianos, em que as individualidades se diluem num todo comum: “Quando assumimos a ideia de grupo, queríamos que houvessem nove músicos em palco e não apenas quatro. Cada um dos elementos toca vários instrumentos, canta como solista e faz coros. É um trabalho participativo desenvolvido ao longo dos anos. Queremos que todos desenvolvam as suas potencialidades e que, ao mesmo tempo, sejam uma unidade indissociável. Tivemos de fazer um trabalho mental, espiritual e técnico. Quando estamos em palco, há uma comunicação muito forte. Há tolerância e entre-ajuda, solidariedade. Se alguém falhar o outro está ali para cobrir”, revela Mário Lúcio.
Este é o espírito visível em todos as edições fonográficas dos Simentera que, apesar de não serem exuberantes em palco, resulta muito favoravelmente em disco. Sente-se que, Mário Lúcio ao fazer os arranjos, sabe bem o que quer: extrair toda a beleza serena e etérea dos diferentes ritmos e melodias de Cabo Verde (morna, coladera, funana, samba local) e da delicadeza dos instrumentos acústicos, deixando para segundo plano quaisquer excessos de protagonismo de determinado solista. Nem os convidados em “Tr’adicional” tiveram grandes honras de brilhar individualmente. Antes, foram integrados como mais um elemento dos Simentera.

&lt;STRONG&gt;’TR’ADICIONAL’&lt;/STRONG&gt;, o quarto álbum, acentua o espírito colectivista dos Simentera. A ‘máquina’ encontra-se bem oleada. Por vezes não sabemos quem está a cantar – será Teté Alinho? E Terezinha Araújo? Ou Maria de Sousa? Existe ainda um entendimento impar entre o grupo e os artistas convidados: os senegaleses Toure Kunda, o camaronês Manu Dibango,  o brasileiro Paulinho da Viola, além de Maria João e Mário Laginha. Sem vedetismos em excesso, o mais importante para Mário Lúcio era o de colocar estas estrelas a tocar como músicos dos Simentera. Além disso, procurar aquilo que a história ofereceu de comum entre os representantes da uma cultura lusófona. “Se somos da mesma cultura, podemos tocar a mesma música se pusermos as lembranças a funcionar”, sustenta Mário Lúcio a propósito dos artistas convidados são nitidamente ofuscados pelo colectivo já referenciado e que cujo ‘swing’ que trazem encaixa perfeitamente na estética Simentera. A ideia de Mário Lúcio é a de que “não há um destaque a quem quer que seja. O Manu Dibango toca connosco, como se fosse um saxofonista dos Simentera”. 
Conforme é possível constatar no título do disco, a história universal tirou (“Tr’) e acrescentou (“adicional”) valores à cultura de Cabo Verde. Apesar do flagelo social que constitui a escravatura e que roubou à terra um sem número de gente, a música foi a grande beneficiada com esta miscigenação triangular entre África, Europa e América. “Fomos ao encontro de uma parte da  nossa cultura. Quando fomos à procura de um camaronês, estamos a trazer não só um convidado especial mas uma parte da nossas raízes. Quando vamos buscar a Maria João e o Mário Laginha... temos as mesmas raízes ainda que façamos música em estilos diferentes. Paulinho da Viola é parte da nossa identidade. O Brasil tem muita influência na música de Cabo Verde. Ajuda a nossa música a desenvolver-se. É uma referência muito actual”.

&lt;IMG WIDTH="400" HEIGHT="300" SRC=http://www.alewand.de/fotos/simen/simen2.jpg&gt;
Copyright © 2001 Achim Lewandowski

&lt;STRONG&gt;”A VIDA COMO UM TODO”&lt;/STRONG&gt;. Todos os músicos dos Simentera vivem e trabalham em Cabo Verde, em áreas de elite: da medicina à advocacia. Não há no colectivo uma total dedicação à música que executam e recolhem em todo o arquipélago. Mas o porta-voz do grupo recusa que a actividade musical seja secundária. “É paralela e também um ganha-pão”, revela. “Assumimos a vida como um todo. As oito horas de trabalho diário, a actividade dos Simentera, o tempo para estar com a família e o trabalho comunitário local”. 

&lt;STRONG&gt;O ESTATUTO DE MÚSICO INTERNACIONAL&lt;/STRONG&gt;. Ao longo de quase uma década de trabalho, alguns elementos dos Simentera têm sido prejudicados por manterem esta actividade, como a não progressão na carreira, dado que o grupo frequentemente desloca-se em digressão à volta do mundo por um ou dois meses. Antes de partirem, visitam o Ministro da Cultura e o Primeiro Ministro que alerta os serviços para serem mais flexíveis com a justificação das faltas. No entanto, esta é uma luta que os Simentera travam há oito ou nove anos e que “ainda não foi conquistada. Lutamos para que haja uma legislação que favoreça o estatuto de músico internacional. Este, tal como um atleta, também é um embaixador do seu país e deve ser reconhecido como tal”, afirma Mário Lúcio. Ele apenas pretende que “o músico de projecção internacional e que tem de sair do país no âmbito do seu trabalho artístico, não deverá ter de pedir autorização ao seu serviço para se ausentar. Bastaria comunicar atempadamente a sua ausência com um prazo de tempo estabelecido”. Apesar de tudo, os Simentera tem tido “quase sempre a colaboração do governo, seja este de esquerda ou de direita”. Só que, ainda não há legislação que lhes dê o estatuto pretendido. &lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;

&lt;em&gt;'Tr'adicional' é uma edição da francesa Melodie. É distribuído em Portugal pela Megamúsica.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-106009428703508837?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/106009428703508837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/106009428703508837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#106009428703508837' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-105960051511123711</id><published>2003-07-30T22:28:00.000+01:00</published><updated>2003-07-30T22:29:25.456+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;&lt;strong&gt;CHICO CÉSAR:&lt;/strong&gt; UM ‘SANDOKAN’ EM TONDELA&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;


&lt;img src=http://www.uol.com.br/chicocesar/fa-clube/fotos2/showcabelos.jpg&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;O &lt;strong&gt;Familycat&lt;/strong&gt; foi a Tondela ver o &lt;strong&gt;Chico César&lt;/strong&gt; e saiu de lá encantado. Escreveu um pequena apreciação ao evento e publicou-o no Fórum Sons. Pedi-lhe para ‘postar’ esse testemunho aqui. Ele só podia dizer que sim.

&lt;em&gt;Estive ontem em Tondela no lindíssimo espaço da ACERT onde ele deu um concerto encantador. Apenas ele, três violões, um humor contagiante e conversa delirante com um público primeiro curioso, depois surpreendido e, logo a seguir, completamente rendido. 

O concerto recuperou o formato “Voz, Violão e Você” (em detrimento da banda completa, e ainda bem) idêntico ao que se encontra no clássico &lt;em&gt;Aos Vivos&lt;/em&gt;. Só deu CHICO: uma figurinha atarracada, com aquele cabelo à Sandokan-depois-de-ter-enfiado-a-cabeça-na-turbina-de-um-Boeing-747, uma túnica negra e vermelha sem mangas, três violões, uma vontade enorme de conversar (fala pelos cotovelos: antes, depois, entre as canções, comenta as letras e os acordes, improvisa…), um rebuliço em palco que quase parece uma figura de desenho animado. One man show como já não se vêem muitos. 

Começou, como já é hábito, apenas com a sua voz a interpretar Béradêro e, antes que nos recompuséssemos, já estávamos todos a cantar e dançar Mama Africa e a sussurrar À Primeira Vista. Praticamente, correu quase tudo de Aos Vivos e várias coisas do Cuzcuz Clã e seguintes. No meio de toda a festa, apenas achei que podia ter arriscado mais coisas do último &lt;em&gt;Respeitem Meus Cabelos, Brancos&lt;/em&gt; que é, de longe, o melhor álbum de estúdio que ele gravou. Foi pena não ouvirmos &lt;em&gt;Pétala Por Pétala&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;Flor do Mandacaru&lt;/em&gt;. 

Não tivemos a NÉ LADEIRAS mas a galega UXÍA subiu ao palco para um dueto seguida de uma maravilhosa FILIPA PAIS que partiu todos os corações da plateia ao cantar &lt;em&gt;Onde Estará o Meu Amor&lt;/em&gt;. O momento mágico da noite. 

Pelo meio ainda celebrou ZECA BALEIRO (&lt;em&gt;Pedra de Responsa&lt;/em&gt;), JACKSON DO PANDEIRO (&lt;em&gt;Sebastiana&lt;/em&gt;) e - depois de dois encores e com o público com muito pouca vontade de o deixar ir embora - CAETANO VELOSO com Irene a encerrar um medley final (eu quero ir minha gente / eu não sou daqui). 

Magnífico! Não percam se tiverem a oportunidade de o ver ao vivo. (Familycat)&lt;/Font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-105960051511123711?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105960051511123711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105960051511123711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#105960051511123711' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-105958595191017988</id><published>2003-07-30T18:25:00.000+01:00</published><updated>2003-07-30T22:52:51.806+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;O RETRATO DE &lt;strong&gt;MARI BOINE&lt;/strong&gt; NO CANAL ARTE (Hoje às 20h40)&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;

&lt;img src=http://image.allmusic.com/00/amg/pic200_web/drp100/p172/p17261v3ai0.jpg&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Mari Boine é uma das artistas nórdicas que mais respeito. Enquanto criança, combateu a segregação cultural de um sistema de ensino norueguês que inferiorizava os costumes, as tradições e as diversas línguas dos Sami (não devem ser considerados Lapões – Lapp - porque é um termo pejorativo), que foram “empurrados para o tecto do mundo”, passano a habitar o norte da Noruega, da Suécia, da Finlândia e da Rússia. Já em adulta, revoltou-se contra os seus familiares “cristianizados”, por estes se oporem ao simples facto de ela recuperar uma tradição perdida dos Sami - o canto joik -, que os “colonizadores” cristãos consideraram ser uma criação do Inferno. O mesmo fizeram depois com o violino tatuado “harding fele”.
Apesar de profundamente enraizada no joik, a sua música é universal. Possui uma forte componente espiritual xamânica. É riquíssima do ponto de vista rítmico e harmónico. Álbuns extremamente bem gravados e que entram directamente na lista dos cem melhores discos de músicas de raíz, como “Eagle Brother” e “Unfolding”, revelam um espírito e um sentimento Sami, que interiorizou os ritmos e a magia sonora de outros mundos e de outras culturas ancestrais. A todo o seu carisma, junta-se o toque de violino arabizante de Hege Rimestad, o charango e as poderosas flautas andinas do chileno Carlos Quispe, as percussões tribais de Roger Ludvigsen e Gjermund Silset. No final dos anos 90, banda de Mari Boine separou-se da diva. Enquanto parte da sua banda trocou experiências com o quéniano Ayub Ogada (tiveram oportunidade de os ver ao vivo no Multimúsicas em Lisboa – que grande concerto!), Mari Boine ainda participou no projecto Vershi da Koreski do russo Alexei Levin. O ano passado surgiu num formato bem mais electrónico, não só no álbum “Eight Seasons”, como também atráves do álbum de remisturas, que reúne nomes tão ilustres quanto Bill Laswell, Jah Wobble e Nils Peter Molvaer. 

O documentário do Arte será novamente emitido, no próximo dia 6 de Agosto, às 0h50. 


&lt;img src=http://www.museum.state.il.us/exhibits/changing/journey/objects/images/087-88drum.jpg&gt;

&lt;em&gt;In the earliest years of our Christian era, wondrous rumours of a wild and barbaric people in the farthest north spread even as far as Rome. So it was that in the year 98 AD Tacitus chronicled what he had heard of them. Far beyond the Germanic tribes lived these fenni. Horses nor houses, they had clad in skins; they did not cultivate the land but ate only what they could find growing wild, and their wild beasts and weather was a pitifully primitive hut made of twigs. They had no iron, and instead, tipped their arrows with bone. Thus armed, they went hunting; and the women hunted with the men and took their share of the kill.&lt;/em&gt;

From ‘People of Eight Seasons’ by &lt;strong&gt;Ernst Manker&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;


&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-105958595191017988?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105958595191017988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105958595191017988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#105958595191017988' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-105953214333415371</id><published>2003-07-30T03:29:00.000+01:00</published><updated>2003-07-30T03:29:22.543+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;&lt;strong&gt;DJ YGGDRASIL&lt;/strong&gt; NO RAÍZES DO ATLÂNTICO&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;


&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Durante as noites de sexta e sábado, houve quem pedisse referências dos temas que rodaram no bar do teatro do Funchal. Aqui fica a playlist das duas sessões: 


Damon Albarn – Le Hogon

Cheikh Lo – Baul di Tangale

Mahotella Queens – Kumnyama Endlini

Skatalites – River to the bank

The Maytals – Someone’s Going to Bawl

Granville Williams Orchestra – Hi-Life

Bollywood Brass Band – Gur Nalon…

Ali Hassan Kuban – Habibi

Maurice El medioni – Taktout andalou

Radio Tarifa – Temporal

Orchestra Baobab – El Son Te Llama

Ipanemas – Bosco

Da Lata – Prá Manhã

Habib Koite - Wassiye

Sly &amp; Robbie – Softcore surge

Asian dub Foundation – Taa Deem

Nitin Sawhney – Nadia

Afrocelts – Deep Channel

Slainte Mhath – Ox

Martyn Bennett – Tongues of Kali

Mac Umba – Asa Branca

Mestre Ambrosio - caninana

Jackson do Pandeiro – Chiclete com banana

Bongo herman – Chairman of The Board

Skatalites – Pata Pata

Toots &amp; The Maytals – 54-46 Was My Number 

Kokani Orkestar – Siki Siki Baba

L’ham de Foc – La Dansa dels Fadrins

Hendingarna – Mitä Minä

Susana Baca – Se Me Van Los Pies

Joyce – Forças d’alma

Sister Nancy – Bam-Bam

Los de Abajo – Que Mala Suerte

Ghalia Benali – Tiflatan Arabiya

The Chantelles &amp; U-Brown – Children of Jah

Trinity – Blessed are the meck

Ibrahim Ferrer – Buenos Hermanos

Estrellas de Areito – Hasta pantojo

Baaba Maal - Yoolelle

Gigi – Aynama

Femi Kuti – Stop Aids

Franco – Attention na Sida

Kékélé - Gina

Sidestepper – Hoy Tenemos &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-105953214333415371?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105953214333415371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105953214333415371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#105953214333415371' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-105952155325531649</id><published>2003-07-30T00:32:00.000+01:00</published><updated>2003-07-30T00:37:59.343+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;UMA &lt;strong&gt;SEREIA&lt;/strong&gt; EM MAR AGITADO&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;O Funchal recebeu, durante toda a semana que passou, a quinta edição do Festival Raízes do Atlântico. Como tantos outros, sofre as agruras dos orçamentos municipais ou governamentais disponíveis que, atendendo à conjuntura actual, tendem a ser mais curtos. Quem não tem cão caça com gato. Além de um nome de luxo – Cesária Évora – o evento contou com a participação de um grande contigente madeirense – Encontros da Eira, Pipi Noir e Xarabanda – e de um projecto a capella de Sintra (agradável surpresa estes Officium) que trabalha boa parte do espólio madeirense recolhido pelo projecto de Rui Camacho (Xarabanda). 

&lt;strong&gt;A excelência da folk europeia&lt;/strong&gt;


&lt;img WIDTH="400" HEIGHT="300" BORDER="0" src=http://www.galileo-mc.com/fotos/lhamdefoc/lhamdefocn5.jpg&gt;

Na última noite, os catalães L’Ham de Foc exibiram todas as credenciais de um projecto a jogar nitidamente na liga dos campeões europeus da folk europeia, em contraste com os escoceses Mac Umba, divertidos mas tecnicamente limitados a militar na 2ª divisão B. 
Custa a acreditar que os festivais do continente não tenham “pegado” nestes valencianos. Além de terem dois álbuns tão interessantes quanto complexos (“Cançó de Dona i Home” de 2002, bem melhor que “U” de 1999), a banda também é grande, muito grande, ao vivo. Num festival de entrada gratuita, repleto de espectadores acidentais, foi notório o enorme respeito por quem estava em cima do palco. Coisa que raramente acontece nos festivais de maior dimensão e de bilhetes (bem) pagos. Momentos houve, de pausa, em que se escutou... silêncio. Nem se ouvia tão pouco o vizinho do lado a falar. Nem as crianças a brincar ou a chorar. Nada. Foi bonito de se sentir. Para isso contribuiu o extremo profissionalismo dos músicos e dos técnicos de som e de luzes que conseguiram transformar metal em ouro, graças à simpatia de ambos e de uma notável disciplina em palco a fazer lembrar projectos indianos Ghazal, cujos mestres de cítara indiana acordavam diariamente os protagonistas por volta das três da manhã, para estes praticarem o instrumento.    
A receita parece ser simples. À beira do mediterrâneo procura-se um ponto de contacto entre o contemporâneo e o medieval, colocam-se todos os ingredientes provenientes de Creta, do norte de África, da Pérsia, da folk italiana, albanesa e búlgara num único caldeirão. Serve-se tudo em bandeja de prata, num banquete que requer mais talheres do que uma refeição imperial. É impressionante a forma como os vários instrumentos vão desfilando ao longo de uma hora de êxtase. Há cordas para todos os gostos: alaúdes, sanfona, cavaquinho, mandola, cítara, saltério, bouzouki. Há “vientos” (como eles dizem): gaita galega, búlgara, dolçaina, didgeridoo, clarinete e outro tipo de aerofones aparentados com a bombarda bretã e o duduk arménio. Há também muita percussão: darbuca, bendir, pandeireta, menuda, tamborina de cordas e tablas. Excelente os cinco minutos de fama de Diego López, a sós com as tablas. Mas é em Efrén López e Mara Aranda que gira todo o universo dos L’Ham de Foc. Ele é a artéria que bombeia o sangue para toda a criação. Ela, a alma que ilumina esta viagem do fantástico à intemporal pangeia mediterrânica. Quando é que é mesmo o próximo concerto dos L’Ham de Foc? 

&lt;strong&gt;Samba com whisky&lt;/strong&gt;

A seguir, os Mac Umba tinham por missão oferecer-nos a boda de um peculiar “casamento” entre as gaitas escocesas das terras altas e a percussão brasileira em andamento de samba. Humanamente são do melhor que há. Tecnicamente, não escondem a limitação harmónica e rítmica. Pobres em cima de um palco, ricos a animar uma festa de rua.  

&lt;strong&gt;Mais música menos palavra&lt;/strong&gt;

Na passada quinta-feira, a instituição madeirense Xarabanda, que tem feito um trabalho incansável de recolha e de formação de novos músicos, não gostou da forma como a organização os recebeu. Um dos interlocutores, Rui Camacho, fez estalar o verniz. Queixou-se do som da organização, da falta de apoios monetários para as bandas madeirenses (só faltou chamar-lhes cubanos), a um repórter mais habituado a transcrever declarações dos intervenientes e da assistência, do que propriamente a escrever um parágrafo que seja de análise ao concerto. É verdade que houve problemas de som, mas Rui Camacho terá de olhar primeiro para a forma caótica como é montado um espectáculo dos Xarabanda. Gabo-lhes o mérito de apresentaram uma verdadeira orquestra de cerca de uma dezena de violas de arame e rajões, tocados por alunos da sua associação. Há (novas) vozes femininas apreciáveis, um bom mestre de cerimónias (Roberto Moniz). Mas é intolerável a forma como se perde tempo a entrar e sair do palco em cada canção, quebrando toda a possível dinâmica de um espectáculo pensado para ir crescendo momento a momento. Como é possível não sair de nove ou dez músicos em cima do palco um rasgo mais ousado de criatividade, quebrando a linearidade como denominador comum?
No final, a machadada final na nossa paciência. Com todo o respeito pela Dona Isabel Gonçalves, que é uma das fundadoras dos Xarabanda... mas não deveria esta senhora tocar  percussão e cantar apenas fora dos palcos? Assim é difícil que o mar passe a ponta de São Lourenço, como deseja Rui Camacho. Vai continuar a bater e a voltar para trás.&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;

&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-105952155325531649?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105952155325531649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105952155325531649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#105952155325531649' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-105943687944747848</id><published>2003-07-29T01:01:00.000+01:00</published><updated>2003-07-30T00:34:01.666+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;AS CORES UNIDAS DE &lt;STRONG&gt;SINES&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;

&lt;img WIDTH="400" HEIGHT="200" BORDER="0" src=http://www.skatalites.com/images/helsinki/helsinki2.jpg&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;


Com muita pena minha, este ano não pude ir a Sines. O Vítor Junqueira (quem concebeu o grafismo do antigo sítio das Crónicas, alojado no Terravista) e uma significativa massa humana da &lt;a href=www.forumsons.com&gt;comunidade foruense&lt;/a&gt;, não faltaram aquele que é actualmente o melhor festival nacional de músicas do mundo (quer ao nível da organização, quer em termos de programação). Aqui fica o seu resumo sintético, de quinta a sábado.


&lt;em&gt;&lt;strong&gt;QUINTA-FEIRA&lt;/strong&gt; 

DANÇAS OCULTAS portugal (5/10) 
• a música até tem coisas interessantes, mas ouvidos os primeiros dois ou três temas, já nada mais parece entusiasmar ou sequer trazer novidade. foi assim na primeira vez que os vi (vilar de mouros), foi assim em sines. 
• faltou o rui júnior, o qual poderia ter trazido algo de mais atraente ao concerto dos danças ocultas. 

SIMENTERA cabo verde (6/10) 
• muito, muito mornos (nem um funanazito houve...). 
• apesar de tudo, tocaram aí umas duas horas... 


&lt;strong&gt;SEXTA-FEIRA&lt;/strong&gt; 

MAHWASH &amp; ENSEMBLE KABOUL afeganistão (9/10) 
• pareciam um museu de instrumentos indo-afegãos (e eu gosto de ver bandas a apresentarem os instrumentos que fazem parte da sua cultura); 
• aqueles dois percussionistas (tablas+qq coisa que não fixei o nome) são fenomenais. aquela disputa entre os dois, durante cerca de uns 15 minutos, foi avassaladora; 
• a Farida Naqshbandi Mahwash, a diva que acompanha num tema ou noutro o ensemble, não teve graça nenhuma. foram seguramente os piores momentos da actuação. 

MAHOTELLA QUEENS áfrica do sul (8/10) 
• um terço de afro-beat, um terço de raízes zulus, um terço de girls band (apesar da idade das três senhoras andarem pelos 50 e 60 e tal anos). bastante divertido. 

TOTONHO &amp; OS CABRA brasil (6/10) 
• a organização não conseguiu trazer o Tom Zé e foi buscar o Totonho, que fica muitos furos abaixo nas escalas de demência, afrontamento e musicalidade. 
• teve algumas coisas engraçadas, nomeadamente aquele tema com o refrão "segura a cabra, zé", onde o grupo revia o forró com instrumentos que nada tem a ver com o forró, com algumas partes quase industriais, mas depois banalizou-se. 

&lt;strong&gt;SÁBADO&lt;/strong&gt; 

(dia da melhor música, dia da grande enchente -- as enchentes dos dias anteriores já davam conta que este sábado iria ser tramado --, dia dos problemas de som, dia do calor -- sim, pela primeira vez fez calor à noite, resultado provável da concentração de pessoas) 

KRONOS QUARTET eua (9/10) 
• os principais prejudicados pelos problemas de som. começaram a tocar com um som muito baixo (só nos encores é que o volume esteve a um nível aceitável). estiveram até uns dez minutos parados por causa de um problema técnico qualquer. 
• fabulosa aquela versão para os sigur rós. é espantoso como é que este quarteto se dá ao luxo de simultaneamente ser apreciado nos circuitos mais eruditos e conservadores da clássica contemporânea, ir buscar coisas da world music, brincar com a electrónica e os loops nas suas composições e ainda fazer versões de um grupo indie recente que mora no outro lado do atlântico... 
• fabulosa também aquela versão para o star spangled the banner e a forma como foi introduzida, com as devidas vénias festivaleiras a hendrix. 

KAD ACHOURI frança/reino unido (2/10) 
• manu chao de 31532ª categoria. 
• a banda queria tocar de tudo um pouco: o pior do reggae, o pior do funk, o pior do trip hop, o pior da música cubana, etc. foram perfeitos na execução desse objectivo... 
• onde é que a organização foi buscar este gajo? ao salsa latina? 

SKATALITES jamaica (10/10) 
• oh pá!! 
• oh pá!! 
• oh pá!!!! 
• FOI DEMAIS!!!!!!! 
• tocaram todos os êxitos mais conhecidos. 
• também tiveram alguns problemas de som. 
• este ano o fogo de artifício não entrou tão bem como há dois anos, com sly+robbie e black uhuru. até surgiu de forma pouco respeitosa para a banda. seria bom se eles tivessem pegado no "prolongamento" daquele hit que foi tocado (não me recordo do nome) e aí sim, fazer explodir todo aquele espantoso fogo de artifício. mas não, estava a banda a iniciar o tema e os gajos a dispararem logo o fogo... mais cuidado para a próxima...&lt;/FONT&gt;&lt;/FONt&gt;&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;(VJ)&lt;/strong&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-105943687944747848?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105943687944747848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105943687944747848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#105943687944747848' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-105943626068687337</id><published>2003-07-29T00:51:00.000+01:00</published><updated>2003-07-30T10:19:38.056+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;
&lt;strong&gt; ADAM McNAUGHTAN: &lt;/strong&gt; CULTURA DE SAIAS (2)&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;

&lt;img src=http://images-eu.amazon.com/images/P/B00000240G.02.LZZZZZZZ.jpg&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Há vozes de sexagenários e septuagenários que nos cativam. Pelo timbre docemente agastado e requebrado, pela jovialidade da terceira idade, pelo sotaque cerrado, pela seriedade de quem anda nisto há 30, 40 ou 50 anos, pelo humor de quem é capaz de rir-se do infortúnio, evocando a memória da velha máxima ‘phytoniana’ de ‘always look the bright side of life’. Com estas características, o conhecedor da folk britânica estará certamente a pensar em Ewan MacColl ou Paddy Reilly. Mas não. Falo de Adam McNaughtan. Uma outra lenda viva de Glasgoe. Escutar álbuns como “Last Stand At Mouth Florida” ou “The Words That I used to Know”, é entrar por becos e ruas estreitas da segunda cidade das “terras altas”. É perceber por que é que Glasgoe, afectada por graves problemas de drogas, desemprego e violência (visíveis em “Trainspotting”) deixou de ser uma cidade de mais de um milhão de habitantes, para ter actualmente cerca de 670 mil. É conhecer a fibra dura de quem lá nasce, numa luta centenária pela protecção do principal espaço verde da cidade, o Glasgoe Green. É sentir os nada saudáveis comportamentos alimentares, que acusam a taxa mais elevada de mortes do mundo, por ataque cardíaco, deixando indiferentes a generalidade dos seus cidadãos.

&lt;strong&gt;Cholestrol&lt;/strong&gt;

I’ve Been takin advice on the right things tae eat
Since shortly before I was born
Frae the National dried milk and the cod liver oil
Tae powered rhinoceros horn
In Thae days they telt us tae lay aff the starches
The sugar potatoes and breid
Noo They’ve done a U-turn, tell us breid and potatoes
Will gie us the fibre we need

Cholestrol, cholestrol
My chance o survivin’ is small
But I’ll get a dsa anorexia nervosa
Cos I love my cholestrol

But I’m no gonnae take the suggestions they make
About changin the way that I eat
Like Cuttin oot cheese, and nae chips if ye please
Nae chocolate, nae ice cream, nae meat
Well they tell ye tae gie up these goodies below
And they promise ye pie in the sky
Well semi-skimmed milk may diminish my bulk
But I’ll take double cream till I die

Cholestrol, cholestrol
My chance o survivin’ is small
A’ the cream I consume, it could lead tae my doom 
But I love my cholestrol

Well I don’t mind them probin in my haemoglobin
If it’s just for a case history
But it pits the Health Visitor intae a tizz
At her duty tae try and save me
She says fresh fruit and yogurt’s a lovely dessert
Why don’t you give it a try
Well I don’t gie a hoot for her yogurt and fruit
I’ll take Black Forest gateau and die

Cholestrol, cholestrol
My chance o survivin’ is small
The way that I dine I’m on course for angina
But I love my cholestrol

(c)  Adam McNaughtan &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-105943626068687337?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105943626068687337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105943626068687337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#105943626068687337' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-105939236836557179</id><published>2003-07-28T12:39:00.000+01:00</published><updated>2003-07-28T12:47:24.050+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;
&lt;strong&gt; ROBIN LAING: &lt;/strong&gt; CULTURA DE SAIAS (1)&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;

&lt;img src=http://www.musicscotland.com/acatalog/theangelsshare.GIF&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;
No seguimento de um repto lançado à Cristina da &lt;a href=http://www.janela-indiscreta.blogspot.com/2003_07_20_janela-indiscreta_archive.html#105904613753793031&gt; Janela Indiscreta&lt;/a&gt;, onde lhe pedia que "postasse" poemas de alto teor etílico (escolheu Omar Khayyam), apresento-vos Robin Laing.

Este escocês representa a mais fina casta de songwriters da folk local. Toca guitarra de forma escorreita, tem um sotaque cerradíssimo que torna as suas palavras mais belas. Gosta de escrever sobre a sua cidade natal, Edimburgo. Mas a sua maior paixão, à semelhança de muitos comuns cidadãos escoceses é o whisky. Numa colecção de cinco álbuns, dois deles, “The Angel Share” e “The Water of Life” são compostos exclusivamente por temas alusivos a esta água de malte milagrosa. 

&lt;img src=http://www.musicscotland.com/acatalog/thewateroflife.gif&gt;

Robin Laing, além de fazer parte do painel da Scotch Malt Whisky Society, tem desenvolvido um trabalho de recolha de poemas sobre whisky, tendo compilado cerca de cem no livro “The Whisky Muse”. 

&lt;img src=http://www.traveldirectorynet.co.uk/images/0946487952.JPG&gt;

Aqui ficam alguns poemas musicados por Laing musicados nos seus dois discos acima referidos:

&lt;strong&gt;Whiskey You're The Devil&lt;/strong&gt;

Oh, whisky you're the devil 
you're leading me astray 
over hills and mountains 
and to Amerikay 
you're sweeter stronger dacenter 
you're spunkier nor tea 
oh whisky you're my darling drunk or sober 
Now brave boys we're off for marching 
off to Portugal and Spain 
Drums are beating, banners flying 
the Devil a home will come tonight 
Love, fare thee well 
With me tiiddery idle loodle lum a da 
Me tiiddery idle loodle lum a da 
Me right for tooral addee o 
there's whisky in the jar 
The French are fighting boldly 
men are dying hot and coldly 
give every man his flask of powder 
his firelock on his shoulder 
Love, fare thee well 
With me tiiddery idle loodle lum a da 
Me tiiddery idle loodle lum a da 
Me right for tooral addee o 
there's whisky in the jar 
Says the mother do not wrong me 
don't take me daughter from me 
for if you do I will torment you 
and after death my ghost will haunt you 
Love, fare thee well 
With me tiiddery idle loodle lum a da 
Me tiiddery idle loodle lum a da 
Me right for tooral addee o 
there's whisky in the jar 



&lt;strong&gt;Twelve And A Tanner A Bottle&lt;/strong&gt;
(MacKenzie / Will Fyffe) 
Chorus:
It's twelve and a tanner a bottle
That's what it's costin' today
Twelve and a tanner a bottle
Man it tak's a' your pleasure away
Afore ye can hae a wee drappie
You have to spend a' that you've got
How can a fella be happy
When happiness costs such a lot
It's really high time something is done
To alter the way the country is run
They're no daein' things the way that they should
Just take for instance the price of the food
There's taxes on this, taxes on that
While the people grow lean, the officials grow fat
You have to admit it's a bit underhand
Puttin' a tax on the breath of the land
I used to meet old pals o' mine
When whisky was cheap, went doon like wine
Noo I don't see them I'm sorry to tell
I slip roon' the corner and drink by masel'


&lt;strong&gt;Our Glens&lt;/strong&gt;
Buff Hardie/James Donald

I love Scotland Glens, and whatever else we lose,
Please leave us our Glens, our glorious Glens
Or mountains are grand, Ben Lomond, Ben Nevis too,
You can have all these Bens, but leave us our Glens.


Glenfiddich, Glenlivet, Glendronach,Glen Grant
Can you do without them, if you must know, I can't
Put a drop in a glass of Glen Grant or Glen Drottar
It's a perfectly bearable way to drink water


Take our Highland Schottishe, or marches, strathspeys and reels,
Take our old Scottish Waltz, but leave us our malts,
Remove if you will our Ladies conveniences,
And our Gentlemens, but leave us our Glens


Glenfarclas, Glen Lochy Glen Garioch, Glen Faul
I once knew a man who had sampled them all
Glen Ugie, Glenkinchie, Glen Isla, that's plenty
He looked 65, but in fact he ws 20.


I'd willingly lose our culture, or most of it,
Including that mess called Full Highland Dress
With the whole ethnic bit, with haggis and Hogmanay
I'd gladly dispense, but leave us our Glens


Glenturret, Glen Scotia and last week Glen Fyne
Was rare at communion when we ran out of wine
Glenglassoch, Glen Lossie, Glendullan Glenmorangie
I prefer them to Cointreau which I find too orangey.


So breathes there a Scot whose views and priorities
When laid on the line are different from mine
Take our jobs take our homes, take anything else you will
Wife, family and friends, but leave us our glens


Glenfiddich, Glenlivet, Glendronach,Glen Grant
Can you do without them, if you must know, I can't
Put a drop in a glass of Glen Grant or Glen Drottar
It's a perfectly bearable way to drink water


&lt;strong&gt;Willie Brew'd a Peck o' Maut&lt;/strong&gt;

Chorus 

We are na fou, we're nae that fou, 
But just a drappie in our e'e! 
The cook may craw, the day may daw, 
And ay we'll taste the barley-bree! 
O Willie brew'd a peck o' maut, 
And Rob and Allan cam to see; 
Three blyther hearts that lee-lang night 
Ye wad na found in Christendie. 

Chorus 

Here are we met, three merry boys, 
Three merry boys I trow are we; 
And monie a night we've merry been, 
And monie mae we hope to be! 

Chorus 

It is the moon, I ken her horn, 
That's blinkin in the lift sae hie: 
She shines sae bright to wyle us hame, 
But, by my sooth, she'll wait a wee! 

Chorus 

Wha first shall rise to gang awa, 
A cuckold, coward loun is he! 
Wha first beside his chair shall. fa', 
He is the King amang us three! 

Chorus 

Meaning of unusual words: 

maut=malt (whisky) 
fou=drunk 
drappie=droplet 
daw=dawn 
ay=always 
barley bree=whisky 
lee-lang=live-long 
ken=know 
blinkin=glinting 
lift=sky 
wyle=lure 
by my sooth=upon my word 
loun=fool 

&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-105939236836557179?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105939236836557179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105939236836557179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#105939236836557179' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-105893189369012492</id><published>2003-07-23T04:44:00.000+01:00</published><updated>2003-07-23T11:43:02.663+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;
&lt;strong&gt;GALANDUM GALUNDAINA: &lt;/strong&gt;"QUE SEIA UN EISITO I 1 PURMEIRO DE MUITOS I BUONOS, CHENOS D'ALMA"&lt;/font&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;GALANDUM GALUNDAINA&lt;/FONT&gt;
&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;1 PURMEIRO&lt;/FONT&gt;
&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt; &lt;a href=http://www.emilianotoste.pt/t_home.htm&gt;Emiliano Toste &lt;/a&gt; / &lt;a href=http://www.discantus.pt&gt;Mundo da Canção&lt;/a&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;


&lt;img src= http://www.galandum.co.pt/fotos/l_purmeiro.jpg&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Para o bem e para o mal, as Terras de Miranda continuam bem longe das principais redes de estradas nacionais e a piscar o olho ao vizinho de Aragão, onde à semelhança desta zona raiana transmontana está enraizada a tradição da fraita (flauta pastoril de três orifícios) e tamboril, tocado em simultâneo. Ir de Lisboa a Miranda do Douro é uma verdadeira aventura de pelo menos seis horas de viagem que, apesar de tudo, vale a pena ser feita. O planalto transmontano é deslumbrante. A riquíssima cultura, apesar vetada ao esquecimento do poder central, tem sido o baluarte da identidade de um povo culturalmente homogéneo, que tem o desplante de falar uma outra língua: o mirandês (até existe &lt;a href=http://www.mirandes.blogspot.com&gt;blogue &lt;/a&gt;sobre o assunto). São os benefícios da interioridade, que têm preservado um filão precioso de gaiteiros, tamborileiros e vozes sexagenárias e septuagenárias, oportunamente registadas em suporte digital pela editora Sons da Terra de Mário Correia. À profusão de antigos mestres de cerimónias, tem-se assistido ao interesse crescente dos jovens músicos pela recuperação das mais enraizadas cultura mirandesa. No epicentro de todo este crescente orgulho regional visível no rosto de uma nova geração de músicos, encontram-se os Galandum Galundaina, secundados por Lenga Lenga e pelo grupo de “rock agrícola com mentalidade de tractor” Pica Tomilho. Músicos de altos estudos e professores de música, os Galandum Galundaina exibem todo o rústico e pastoral de composições cantadas em mirandês e tocadas com gaita de foles transmontana, tamboril, caixa de guerra, conchas de Santiago e castanholas. Em bom tempo perceberam que não iam a lado nenhum com as experiências mais jazzísticas de hotel, de há uns cinco anos atrás. Depois disso, o quarteto recuperou o seu lado genuíno e de excelentes animadores de rua (dois dos seus maiores trunfos), apostando em regar a raiz, tornando-se mais forte e consistente, do que a querer ser a folha de plátano que dura apenas uma Primavera. “1 Purmeiro” demonstra que os Galundum se encontram agora numa encruzilhada. Depois deste álbum, será difícil criar um novo registo sonoro que não soe um pouco como uma sequela. Apesar de tudo, prefiro vê-los e ouvi-los neste registo, de preferência nas arribas do Douro e em cima de um burro.  

&lt;strong&gt;Nós tenemos muitos nabos&lt;/strong&gt;

Nós tenemos muitos nabos
a cozer nua panela,
nun tenemos sal nien unto
nien presunto nien bitela
Mirai qu'alforjas, mirai qu'alforjas
uas mais lhargas, outras mais gordas
uas de lhana, outras de stopa
Ls chocalhos rúgen, rúgen
ls carneiros alhá ban
an chegando a Ourriêta Cuba
ls carneiros bulberan.
Mirai qu'alforjas, mirai qu'alforjas
uas mais lhargas, outras mais gordas
uas de lhana, outras de stopa.


&lt;img src=http://www.galandum.co.pt/fotos/cartaz_burros.jpg&gt;

&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Nota:&lt;/strong&gt; Durante os dias 30 de Julho e 1 de Agosto, no arranque de mais uma edição do Festival Intercéltico de Sendim, terá oportunidade de descobrir as Terras de Miranda por aldeias, caminhos e estradas mouriscas e ouvir os Galandum Galundaina, montado num asininolocal, que acabou de merecer a protecção da Comunidade Europeia (parabéns pelo seu trabalho engenheira zootécnica Luísa Samões). O programa está disponível no sítio dos &lt;a href= http://www.galandum.co.pt/index.html&gt;Galandum Galundaina &lt;/a&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;.&lt;/em&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-105893189369012492?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105893189369012492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105893189369012492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#105893189369012492' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-105892209346990368</id><published>2003-07-23T02:01:00.000+01:00</published><updated>2003-07-23T02:06:15.180+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;
&lt;STRONG&gt;TIAGO GUILLUL: &lt;/STRONG&gt;FADOS PARA O APOCALIPSE CONTRA A BABILÓNIA&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;É a &lt;a href=http://www.vozdodeserto.blogspot.com&gt;Voz do Deserto &lt;/a&gt; na blogosfera. Eficaz, incisivo e satírico, o Tiago tem o dom de dizer muito em poucas palavras. Qualidade de escrita transposta para a actividade musical que lhe desconhecia, até receber em casa o seu disco de edição de autor.  Não tão bom cantor (dado que vai assumido de tema para tema), quanto letrista (mas o que é que isso importa num disco desta natureza?), Tiago surpreende pela forma incipiente e descomplexada ao experimentar o fado. As gravações de temas – que ocorreram entre a sua casa, o seu carro e a Igreja Baptista – nem sempre são famosas. Por vezes há vozes distorcidas pela saturação do volume da gravação, que parecem propositadas, sem tivermos em atenção a inclusão de elementos que deitam por terra qualquer tentativa de fazer desta rodela prateada um disco sério, rigoroso e que possa ser encontrado “file under fado”: guitarras de cordas descarnadas, xilofones rústicos, órgãos assombrados, telemóveis de brinquedo, caixas de papelão, copos e facas. Tiago não é um fadista, nem o saudoso Farinha (mentor de um dos mais brilhantes e incompreendidos projectos musicais nacionais de todos os tempos) era um cantor de música popular portuguesa, ou tão pouco de música ligeira. Tal como Farinha se servia do seu rudimentar Atari para desenvolver a arte performativa de agitador social mor, sobre melodias que cheiravam a sardinhas a assar num qualquer pátio do Bairro Alto ou da Mouraria, Tiago usa toda a sonoridade incipiente e experimental para amplificar o poder das palavras curtas e corrosivas, para dar forma à torrente de ideias e sátiras que desmontam alguns dos códigos da nossa pequenez e tacanhez. Mas, se Farinha ia para o meio do público e dava as duas faces, o Tiago é bem mais discreto. Morde nas canelas, assobia a olhar para o ar, como se nada fosse com ele. 
Tivesse o Tiago nascido uns anos antes e bem que a sua atitude poderia render frutos numa qualquer edição do Concurso de Música Moderna do Rock Rendez Vous, enquanto candidado a prémio de originalidade.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-105892209346990368?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105892209346990368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105892209346990368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#105892209346990368' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-105853600863920965</id><published>2003-07-18T14:46:00.000+01:00</published><updated>2003-07-18T21:08:08.400+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;
REPORTAGEM EM LISBOA NA &lt;STRONG&gt;FOLK ROOTS&lt;/STRONG&gt; DE JULHO&lt;/font&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Há uns dias, neste blogue, fiz o resumo da reportagem que a Folk Roots fez em Lisboa, em casas de fado e de música africana. Com a ajuda do António Rebelo da &lt;a href=http://www.janela-indiscreta.blogspot.com&gt;Janela Indiscreta&lt;/a&gt;, disponibilizamos as quatro páginas do artigo. Pode fazer o download do documento pdf, &lt;a href=http://sapp.telepac.pt/amar/blog/froots.zip&gt;aqui&lt;/a&gt;.

Ps: definitivamente, a &lt;a href=http://www.frootsmag.com/&gt;Folk Roots&lt;/a&gt; rendeu-se à lusofonia e à folk oriunda da Península Ibérica. Depois de Mariza e Manecas Costa terem sido capa desta publicação, é agora a vez das galegas Faltriqueira, na edição dupla de Agosto / Setembro (com CD incluído). Grupo que também tem sido extremamente elogiado nos programas de rádio da BBC Radio 3: 'Late Junction' e 'World Routes'.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;

&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-105853600863920965?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105853600863920965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105853600863920965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#105853600863920965' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-105853330235006530</id><published>2003-07-18T14:01:00.000+01:00</published><updated>2003-07-18T14:05:13.280+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;&lt;strong&gt;CESÁRIA ÉVORA&lt;/strong&gt;, EM &lt;strong&gt;LISBOA&lt;/strong&gt; E NO &lt;strong&gt;FUNCHAL&lt;/strong&gt;, CONTRA A FOME&lt;/font&gt; &lt;/FONT&gt;

&lt;img src=http://www.artsandlectures.ucsb.edu/archive/2001-2002/perform/images/evora.jpg&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Cesária Évora é, a partir de hoje, Embaixadora do Programa Alimentar das Nações Unidas na luta contra a fome. A ‘diva dos pés descalços’, que sempre recusou associar o seu nome a associações de cariz humanitário, decidiu aceitar o convite devido aos resultados positivos que este programa já produziu em Cabo Verde. De acordo com a nota de informação à imprensa do PAM, este programa é “fundamental para a erradicação a longo prazo da fome”. De referir que na terra natal de Cesária, “mais de cem mil crianças em todas as ilhas, em todos os distritos recebem uma refeição durante o seu dia escolar”. 

&lt;STRONG&gt;Cesária Évora tem encontro marcado com os lisboetas mais logo, pelas 22 horas, no anfiteatro Keil do Amaral, situado no Parque Florestal de Monsanto. Amanhã, dia 19, abre mais uma edição do “Festival Raízes do Atlântico” do Funchal.&lt;/Strong&gt; &lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-105853330235006530?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105853330235006530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105853330235006530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#105853330235006530' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-105840785830211136</id><published>2003-07-17T03:10:00.000+01:00</published><updated>2003-07-17T11:16:47.550+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;DEPOIS DO REI &lt;strong&gt;COMPAY&lt;/strong&gt;, A RAINHA &lt;strong&gt;CÉLIA CRUZ&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt; &lt;/FONT&gt;



&lt;img src= http://www.cnn.com/2003/SHOWBIZ/Music/07/16/cruz.obit/story.celia.cruz.jpg&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Estará Deus com vontade de tocar tres e dançar a salsa? 
É uma semana negra para a música cubana. Ibrahim Ferrer e Omara Portuondo ainda estão a lamentar a morte de Compay Segundo e Célia Cruz, “a rainha da salsa”, é derrotada por um tumor cancerígeno, ao qual já tinha sido operada anteriormente. Morreu aos 79 anos, às 16 horas de ontem, em Nova Jersey, cidade onde residia desde o dia em que Fidel Castro tomou o poder em Cuba. Para trás deixa mais de 70 álbuns gravados, 5 grammys mundiais e 2 grammys latinos. Além da música, também fez carreira no cimena tendo aparecido no grande ecrã em 10 filmes. 
Leia a notícia da &lt;a href= http://ultimahora.publico.pt/shownews.asp?id=1157534&amp;idCanal=51&gt;Reuters&lt;/a&gt;, ou se preferir em inglês, da &lt;a href= http://www.cnn.com/2003/SHOWBIZ/Music/07/16/cruz.obit/index.html &gt;CNN&lt;/a&gt;. Se quiser consultar a biografia e a extensa lista de álbuns editados por Célia Cruz, aceda ao portal espanhol &lt;a href=http://geek.musicasdelmundo.org/staticpages/index.php/celia_cruz&gt; Musicas del Mundo.org &lt;/a&gt;&lt;/font&gt; &lt;/FONT&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-105840785830211136?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105840785830211136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105840785830211136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#105840785830211136' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-105830820625073600</id><published>2003-07-15T23:30:00.000+01:00</published><updated>2003-07-15T23:34:15.253+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;&lt;strong&gt; LILA DOWNS:&lt;/strong&gt; NA LINHA DA MORTE &lt;/font&gt; &lt;/FONT&gt;

&lt;IMG SRC=http://www.uneporte.net/photo/photo_113_1.jpg&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt; Nasceu no outro lado da fronteira. No lado de lá da linha. Lugar que maioria dos mexicanos deseja alcançar. A razão pela qual muitos deles perderam a vida. 

Filha de um professor de arte e pintor norte-americano e de uma indígena mexicana de etnia Mixteca,  Lila Downs é uma espécie de Manu Chao no feminino. Antes da glória de “Burn It Blue”, tema gravado em dueto com Caetano veloso para a banda sonora do filme “Frida”, editou o álbum “La Linea” (o seu terceiro disco). 

Mais um manifesto anti-globalização, “La Linea” põe a nú a política económica global da NAFTA, a imigração precária num mundo de (apenas e só) livre circulação de bens financeiros e as situações desumanas que se vivem em solo mexicano. Aborda as questões da exploração do trabalho feminino nas “maquiladoras”, a falta de direitos civis dos mais de 10 milhões de indígenas que aí vivem, o infortúnio daqueles que pagam com a vida o facto de tentarem passar a fronteira entre o México e os EUA.    

Além de um discurso inflamado pela defesa dos pobres e excluídos, Lila Downs exibe uma abrangência sonora notável, centrada sobretudo no universo latino-americano. Sem nunca esquecer as suas raízes índias – ela própria veste-se a rigor e vive numa comunidade mixteca – Lila Downs, ora exibe a sensualidade serena de excelsas vozes hispano-americanas como Susana Baca e Toto La Momposina, ora revela o seu lado negro de tragédia e dramatismo inspirado em Lhasa, ao qual não falta a referência à lenda de “La Llorona”. 

Entre arranjos jazz e pop tão sofisticados como aqueles que moldam “Eco de Sombras” de Baca, Lila Downs apresenta várias facetas em “La Linea”. A clássica, rígida e sóbria, centrada na cultura popular mexicana, em cumbias e boleros. E a experimentalista e irreverente, ironizando a má sorte daqueles que tentam passar a linha com rancheras (“El Bracero Fracasado”), decompondo o intervencionismo de Woody Guthrie, revestindo todo o dramatismo das suas palavras com ritmos de hip hop e reggae, dando uma leitura afro-cubana - num jeito semelhante ao dos norte-americanos Pink Martini - a “Perhaps, Perhaps, Perhaps”. Uma obra tão interessante, quanto desequilibrada.

&lt;STRONG&gt;Lila Downs estará em Portugal, no próximo sábado, dia 19 de Julho, para abrir o ciclo “Noites no Palácio” (Jardins do Palácio de Cristal, Porto). A 25 do corrente mês, apresenta-se no festival “Tom de Festa (em Tondela)&lt;/STRONG&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-105830820625073600?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105830820625073600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105830820625073600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#105830820625073600' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-105826732401324720</id><published>2003-07-15T12:08:00.000+01:00</published><updated>2003-07-15T23:29:51.340+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;&lt;strong&gt;MASTER MUSICIANS OF JAJOUKA:&lt;/strong&gt; CRISTÃOS, MUÇULMANOS, BERBERES E HINDUS&lt;/font&gt;

&lt;img WIDTH="400" HEIGHT="300" BORDER="0" src=http://www.jajouka.com/images/photos/mmoj_16.jpg&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;O &lt;a href=http://www.intervencoes.blogspot.com&gt;Intervenções Sonoras&lt;/a&gt; fez-me ir ouvir novamente os discos dos marroquinos Master Musicians of Jajouka. Não resisti em recuperar uma entrevista com Bachir Attar publicada há cerca de três anos na revista 'On', que era editada com 'O Independente'.

&lt;strong&gt;Depois de Brian Jones e Bill Laswell é a vez do indiano Talvin Singh gravar e produzir, provavelmente, o clã musical mais antigo do mundo. Apesar da tecnologia e das tablas empregue pelo anglo-indiano, os Master Musicians of Jajouka mantêm intacta toda a sua aura de misticismo e hipnose de uma música de transe capaz de curar moribundos. &lt;/strong&gt; 

Marrocos tem sido durante este século XX um verdadeiro ponto de passagem e inspiração para artistas das diversas artes. Mark Twain, Jack Kerouac, Paul Bowles, William Borroughs, são alguns dos homens da escrita tocados nas suas obras pelas culturas árabe e berbere à beira Atlântico. 
Em 1958, o pintor Brion Gysin descobriu perto de Tanger, os Master Musicians of Jajouka durante as festividades de um dos eventos sagrados destes berberes. O Pan Festival em memória de Bou Jeloud, um Deus animal representado nas cerimónias sagradas através de um figurante metade bode, metade homem (um pouco à selhança do mito grego do Minotauro) que dança freneticamente e cujo ritual anual propicia maior saúde aos aldeões.  Gysin captou o espírito e a magia destes músicos de transe que, revezando-se, conseguem tocar interminavelmente durante dias. Uma década depois, Brian Jones dos Rolling Stones aterra nesta aldeia berbere para registar aquele que seria o primeiro disco oriundo de Marrocos editado no mundo ocidental: ?Brian Jones Presents The Pipes of Pan At Jajouka?. Bachid Attar, filho do antigo líder Hadj Abdesalam Attar que herdou a chefia de um clã musical com mais de 600 anos revela que &lt;em&gt;?ele ouviu cassetes gravadas pelo Brain Gyson e adorou. Disse-lhe que tinha de ir a essa vila e trabalhar na música. Gravou mais de 7 horas da nossa actuação, como se estivéssemos a tocar nas cerimónias da nossa aldeia, foi para Londres onde estava a trabalhar num disco dos Rolling Stones e aí mostrou a nossa música ao resto do grupo. Misturou o álbum e editou-o, em 71, pela editora deles.?&lt;/em&gt;
A partir daqui, o universo de Bachid Attar e dos Master Musicians Of Jajouka ampliou-se consideravelmente. Desde ha séculos, &lt;em&gt;?a nossa música tem sido oferecida como oferenda aos sucessivos reis de Marrocos. Sempre serviu para celebrar actos de extrema importância para o nosso povo como casamentos, nascimentos, circuncisões e tomadas de trono?.&lt;/em&gt; 
São estes possantes ritmos e harmonias hipnóticas interpretadas através de instrumentos como ghaita (espécie de oboé), percussão, flauta e gimbri (alaúde de três cordas) que conferem aos cerca de 50 músicos que constituem o clã o estatuto de mágicos e curandeiros. É, à semelhança da tradição gnawa dos sufis uma música &lt;em&gt;?que comunica com os espíritos, de forma a curar e a abençoar pessoas. Quando tocamos sentimos os nossos antepassados o tempo todo, porque esta música de família é um presente que nos foi oferecido por eles.?&lt;/em&gt;
Depois de mais de doze anos de estrada pelos quatro cantos do mundo, de outras visitas notáveis a Marrocos efectuadas por Bill Laswell que produziu o segundo disco do grupo ?Apocalypse Across The Sky? e de Bachid Attar ter residido em Nova Iorque, onde gravou com Maceo Parker e tocou, por exemplo, com Lee Ranaldo dos Sonic Youth, é natural que os horizontes deste berbere agora sejam outros: &lt;em&gt;?ao longo da minha vida, tudo tem influenciado o meu trabalho: a beat generation, o rock?n?roll, o jazz. O Brian Jones foi o primeiro a querer juntar a música de Jajouka à ocidental e de diferentes culturas. Foi o primeiro com a mente aberta para a música marroquina. Através dele, conheci e toquei com muita gente do rock e do jazz, como o Ornette Coleman, os Rolling Stones no álbum ?Steel Wheels?. Também conheci os Aerosmith, os Guns N?Roses. Estive no Woodstock de 94 e toquei lá com o Santana.?&lt;/em&gt;  
É por isso normal que Talvin Singh, mestre anglo-indiado do ?tabla?n?bass?, tenha em Março do ano passado subido as montanhas Rif para captar, uma vez mais, toda a aura de misticismo que envolve uma sonoridade, segundo Bachid, que não se cansa de pegar nas palavras de Burroughs, ?soa a uma banda de rock?n?roll com 4000 anos de existência?.
Talvin Singh, considerado por Bachid Attar &lt;em&gt;?uma benção divina? integrou-se no clã e conduziu o processo sem restrições"&lt;/em&gt;. É que &lt;em&gt;?existe uma ligação histórica entre minha família que tem raízes indianas de há centenas de anos e Talvin Singh. É por isso que neste disco tocamos a música dos Jajouka com tablas. Houve uma ligação forte entre nós.  É difícil encontrar alguém que perceba aquilo que fazemos. O Talvin trouxe o estúdio para a nossa aldeia e gravou a nossa música, tocou percussão, levou os registos para Londres e convidou-me a ir com ele, de forma a trabalharmos em estúdio. Neste álbum apenas três canções foram registadas integralmente na nossa aldeia, sem qualquer tratamento posterior, o resto do disco foi todo trabalhado no estúdio em Londres.?&lt;/em&gt;
Após esta experiência com Singh e logo a seguir a uma digressão de apresentação ao vivo do disco que passará pela Europa, América e Australia, Bachid Attar planeia gravar um disco a solo. Conforme confessa, &lt;em&gt;?pretendo unir a minha cultura com influências indianas, americanas, europeias e africanas. Preciso de tempo para isso e para tentar contactar Keith Richard, David Gilmour e outros músicos indianos de cítara.
Não há nada em concreto, são apenas ideias.?&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-105826732401324720?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105826732401324720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105826732401324720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#105826732401324720' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-105823907261224281</id><published>2003-07-15T04:17:00.000+01:00</published><updated>2003-07-15T21:50:55.980+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;&lt;strong&gt;"COVERS"&lt;/strong&gt; FOTOGRÁFICAS&lt;/font&gt;

&lt;img WIDTH="400" HEIGHT="400" BORDER="0"src=http://www.bzkgroup.net/images/single_01.gif&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;O Padrão dos Descobrimentos acolhe, entre 17 de Julho e 17 de Setembro (sala cidade de Lisboa), a exposição de fotografia do &lt;a href=http://www.bzkgroup.net&gt; grupo BZK&lt;/a&gt;, constituído por António Lucas Soares, António Vieira, Bruno Espadana,Luís Farrolas e Mário Filipe Pires. “Para esta exposição, o grupo realizou "versões" ("covers") fotográficas de cinco canções. Não se trata, no entanto, nem de um "photo-clip", nem de uma ilustração, mas sim de impressionar em papel fotográfico as emoções desencadeadas por essas canções”, diz o press-release. A avaliar pela qualidade do trabalho fotográfico do &lt;a href= http://www.livejournal.com/users/retorta&gt;Mário Filipe Pires (Retorta) &lt;/a&gt; e do &lt;a href= http://www.brunoespadana.com&gt;Bruno Espadana&lt;/a&gt;, sobretudo as imagens da Petra e do Georgios nas Catacumbas, as minhas expectativas em relação ao evento são elevadas. Ide! Ide!&lt;/FONT&gt;&lt;/font color&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-105823907261224281?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105823907261224281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105823907261224281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#105823907261224281' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-105820094710922380</id><published>2003-07-14T17:42:00.000+01:00</published><updated>2003-07-15T03:07:48.220+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;UM PORTAL NA &lt;strong&gt;BLOGOSFERA?&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;A blogosfera tem crescido a um ritmo alucinante. Já ninguém consegue acompanhar tudo aquilo que é publicado, nos mais de mil blogues em língua portuguesa de Portugal, que actualmente existem. Ninguém imagina como estará este universo daqui por seis meses. Muitos deles deixarão de ser actualizados com regularidade, outros apagar-se-ão do blogger, mas muitos mais aparecerão. O &lt;a href=http://www.blog-de-esquerda.blogspot.com&gt;Zé Mário do Blog de Esquerda &lt;/a&gt;, comentava que, ao chegar de Paris já não reconhecia a sua casa, com novos quartos, sótãos, etc, etc, etc, adicionados. Parece que o Zé Mário deixou de viver num T3, para passar a habitar no Palácio de Buckingham. Essa mudança fez com que o Zé Mário quase que declarasse morte à leitura de blogues, interessado que está em continuar a alimentar diariamente os conteúdos do seu diário. E se toda a gente tomar a mesma atitude, como será? Provavelmente, esta atitude canibalizará os outros blogues. 
A blogosfera parece-se actualmente com um debate apresentado por Júlia Pinheiro em que todos gritam e só as vozes mais fortes, mais mediáticas, se ouvem. Seria necessário que houvesse um moderador que pusesse ordem na “casa”. Que tentasse minimamente organizar o anárquico universo da blogosfera. Já alguém pensou criar um portal (um &lt;a href=http://www.postodeescuta.blogspot.com&gt;posto de escuta &lt;/A&gt; melhor organizado), estratificado por áreas (política, humor, desporto, livros, música, etc) que acompanhe os conteúdos produzidos diariamente pelos blogues? Um local onde ficaríamos a saber em cinco minutos o que de mais importante vai sendo escrito. &lt;/FONT&gt; 


 
&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;BLOGOSFERA 1: &lt;strong&gt;MÚSICA&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;A música é mesmo o parente pobre da blogosfera. Ao contrário da política, não há muita massa crítica formada. O &lt;a href=http://www.criticomusical.blogspot.com&gt; Crítico &lt;/a&gt; é a excepção à regra. Não critica só música clássica. Critica também quem a critica. Querem um exemplo? Ora leiam o verdadeiro massacre dirigido a quem, já por mais de uma vez, deu umas marretadazinhas aos seus próprios colegas de jornal. 

Outros blogues (menos) de e (mais) com música:

&lt;a href=http://www.viarapida.blogspot.com&gt; VIA RÁPIDA &lt;/A&gt;
É o blogue de Àlvaro Costa, Miguel Quintão e Rui Malheiro (incansável no outro blogue de desporto, o &lt;a href=http://www.terceiroanel.blogspot.com&gt;Terceiro Anel&lt;/a&gt;, com o primeiro a “carregar o piano”. Verdadeiros delírios pop. Escreve como fala aos microfones da RDP, dando a entender que a escrita na blogosfera é muito semelhante à de rádio. Incontornável. 

&lt;a href=http://www.intervencoes.blogspot.com&gt;INTERVENÇÕES SONORAS &lt;/a&gt;
Blogue colectivo do universo rock e de dança mais alternativo, com uma ou outra chamada a artistas do terceiro mundo (por exemplo, os marroquinos Master Musicians of Jajouka). 

&lt;a href=http://5minutos.blogspot.com&gt; 5 MINUTOS &lt;/a&gt; 
A análise literária e de Banda Desenhada é a alma do blogue, mas a música também está bem representada. Bons textos (para ler rapidamente) sobre o tributo a Carlos Paredes e sobre uma actuação de Jacinta em Évora. 

&lt;a href=http://www.venham-mais-cinco.blogspot.com&gt;VENHAM MAIS CINCO &lt;/A&gt;
Não é só música, mas o nome do blogue, só por si, desperta o nosso interesse. Há sugestões de jazz, músicas do mundo e bom cinema. Ainda está no início. Vamos ficar atentos.

&lt;a href=http://Clubedefansdojosecid.blogspot.com&gt;CLUBE DE FÃS DO JOSÉ CID &lt;/A&gt;
 Por enquanto, tem uma pequena biografia daquele que compôs um dos melhores álbuns de rock progressivo, segundo a crítica especializada. Há zapping televisivo e pouco mais. Ainda está no início. Para quando um blogue sobre as Doce, os Gemini e os Salada de Frutas?&lt;/FONT&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-105820094710922380?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105820094710922380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105820094710922380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#105820094710922380' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-105819085163361905</id><published>2003-07-14T14:54:00.000+01:00</published><updated>2003-07-17T03:34:04.470+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;&lt;strong&gt;CLUBE SOCIAL BUENA VISTA&lt;/strong&gt; MAIS POBRE&lt;/font&gt;
 

&lt;IMG SRC=http://www.lusa.pt/fotos/FOT-13134_M.JPG&gt;
epa photo / Lusa

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;A Lusa acaba de publicar a notícia da morte de Compay Segundo, uma das estrelas cubanas do projecto Buena Vista Social Club. Foi uma verdadeira força da natureza. Cometeu o notável feito de efectuar digressões com 95 anos. Morreu feliz.&lt;/FONT&gt;

&lt;em&gt;O célebre cantor cubano Compay Segundo, 95 anos, morreu em Havana domingo à noite, informou segunda-feira a editora do artista em Madrid.

De seu verdadeiro nome Francisco Repilado, Compay padecia de uma grave infecção renal, o que o levara a adiar vários concertos previstos para este Verão na Europa.

Compay ficou mundialmente consagrado com um "Grammy" ao lado de outras estrelas da música cubana - como Ibrahim Ferrer, Ruben González, Eliades Ochoa e Omara Portuondo, entre outras - quando, em 1997, Wim Wenders realizou o documentário "Buena Vista Social Club".

Conhecido pelos seus chapéus e pela sua paixão por mulheres e rum, Compay teve, entre outras, as profissões de "tabaquero" (enrolador de charutos), barbeiro e actor e começou a aprender música aos 13 anos.

Deixou uma obra com mais de 100 originais, cantados no mundo inteiro. Entre os seus álbuns mais recentes destacam-se "Yo vengo aqui" (1996), com o tema do mesmo nome que escreveu aos 15 anos, "Lo mejor de la vida" (1998) e "Calle Salud" (1999), além de participação em trabalhos com outros nomes da música .

Lusa/Fim &lt;/em&gt;


citações:

“Our thoughts are with the family and friends of Francisco Repilado, Compay Segundo, amongst the very last of the great pioneers and craftsmen of 20th century popular Cuban music. A unique and charming man who overflowed with talent, artistry and a vital life force. It was an honour and a privilege to have known him.”  &lt;strong&gt;Nick Gold&lt;/strong&gt;, produtor executivo do álbum Buena Vista Social Club.

“Para mí Compay ha sido un hombre de un talento único, un gran creador , una gran figura. Todavía le siento cerca con su instrumento , tocando para todos nosotros . Ahora inevitablemente su ausencia nos deja un enorme vacío , no solo a músicos sino a un país entero y a gran parte del mundo que lo pudo ver y escuchar. Él fue, es y será una persona muy querida y un valor fundamental para nuestra cultura Cubana y del mundo. Compay fue el primero, y siempre será  para mi el mejor.” &lt;strong&gt;Omara Portuondo&lt;/strong&gt;

"La pérdida es irreparable. Compay era el eterno joven. Tenía un carácter jovial, ameno, lleno de optimismo y decisión. Es admirable todo lo que hizo en favor de nuestra cultura. Su trabajo constante, su dedicación de toda la vida. Si alguien nos contara que una persona de más de noventa años está hechizando al mundo entero con su música, no le creeríamos. Y es totalmente cierto. Su recuerdo y su ejemplo quedarán por siempre en nuestra memoria. Confío en que el mundo también lo recuerde por siempre". &lt;strong&gt;Ibrahim Ferrer&lt;/strong&gt;




&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-105819085163361905?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105819085163361905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105819085163361905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#105819085163361905' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-105793232598088638</id><published>2003-07-11T15:05:00.000+01:00</published><updated>2003-07-11T22:16:57.966+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;AS NOITES DA &lt;strong&gt;MOURA ENCANTADA&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;

&lt;img WIDTH="400" HEIGHT="200" BORDER="0" src=http://www.mouraencantada.com/moura/bmp/moura3.jpg&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Já se encontra a decorrer, desde ontem, na aldeia histórica de Cacela Velha, situada entre Tavira e Vila Real de Santo António, a terceira edição das “noites da moura encantada”. Uma espécie de réplica do Festival Islâmico de Mértola, que tem por objectivo “recriar a presença muçulmana na região”. Há mercado tradicional (souk) de artesanato e gastronomia árabe, cristã e sefardita, além de muita animação musical de rua. O local é esplendoroso. Cacela Velha tem, seguramente, a melhor praia de Portugal. Que gozo dá ir e vir de barco. É pena que a organização – Câmara Municipal de Vila Real de Santo António - não tenha feito a promoção que o evento merece, nem tenha contratado nomes musicais sonantes, para darem outro brilho ao cartaz. &lt;/font&gt;

veja o cartaz completo, &lt;a href=http://www.mouraencantada.com/&gt;aqui&lt;/a&gt;  


&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;&lt;strong&gt;
ORTIGUEIRA &lt;/strong&gt;ARRANCA HOJE&lt;/font&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;A edição de este ano do Festival galego de Ortigueira parece-se com os grandes eventos musicais de verão que ocorrem no nosso país. A aposta é nítida em nomes de grande vulto, mesmo que eles já tenham tocado por diversas vezes em Espanha e Portugal. 

O Festival arranca hoje com a magiar &lt;strong&gt;Marta Sebéstyen&lt;/strong&gt; (traz ‘mazé’ os Muszikás e deixa-te de vedetismos), os irlandeses &lt;strong&gt;Altan&lt;/strong&gt; (o melhor momento do Intercéltico do Porto deste ano) e o asturiano &lt;strong&gt;Hevia&lt;/strong&gt;. Depois de Dave Spilane, é ele o “meia branca” da gaita de foles.  

Amanhã, há &lt;strong&gt;Xosé Manuel Budiño&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Hedningarna &lt;/strong&gt;(estes bem podem tocar em Portugal as vezes que quiserem, que nós não nos importamos) e &lt;strong&gt;Shooglenifty&lt;/strong&gt;. Os espanhóis já perderam a conta ao número de vezes que estes escoceses já pisaram os seus palcos. 

Depois de amanhã, o festival encerra com a banda cigana romena &lt;strong&gt;Fanfare Ciocarlia&lt;/strong&gt; (toca no dia seguinte em Águeda), os escoceses &lt;strong&gt;Wolfstone&lt;/strong&gt; (estiveram em Sendim o ano passado) e os galegos &lt;strong&gt;Faltriqueira&lt;/strong&gt; que, há muito que mereciam pisar um palco português. Alô, Cantigas, alô Mundo da Canção, alô Sendim, alô Sines, alô Sons em Trânsito. Tragam lá estas meninas, caramba! &lt;/font&gt;

O cartaz completo, &lt;a href=http://www.ourensenet.com/Ortigueira/&gt;aqui&lt;/a&gt;


&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;&lt;strong&gt;FESTIVAL DE MÚSICAS DO MUNDO DE SINES&lt;/strong&gt;: BILHETES PAGOS E ACTIVIDADES PARALELAS.&lt;/Font&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt; Contrariamente ao que vinha acontecendo até aqui, o FMM de Sines irá cobrar bilhetes, ainda que a um preço simbólico de dois Euros. Eu apoio totalmente esta iniciativa. Além de fazer uma triagem de quem quer realmente assistir ao festival, também ninguém fica mais pobre por gastar seis Euros nos três dias de festival.

&lt;strong&gt;Debates&lt;/strong&gt;

Também aplaudo a organização de actividades paralelas que irá ocorrer, pela primeira vez, este ano e que constituem mais-valias para o já excelente cartaz.

Há dois debates em agenda. Um com Mário Lúcio dos Simentera, que irá abordar o trabalho que tem feito com a fundação que dá nome ao grupo, no âmbito da renovação da música cabo-verdiana. E, mais importante que isso, uma outra conversa com Totonho (dos Cabra), sobre o “papel da música e da cultura no seu trabalho social”. Ele que, em conjunto com a ONG &lt;a href=http://www.excola.org.br/index2.html&gt; Excola, &lt;/a&gt; tem feito um trabalho notável de integração de meninos de rua do Rio de Janeiro.

&lt;strong&gt;Documentários&lt;/strong&gt;

Durante os três dias de festival haverá ainda documentários que valem a pena ser vistos. “Brass Unbound”, do holandês Van Der Keuke, que explora a forma como as “brass bands”, inicialmente bandas de metais de exércitos europeus” se implementaram em países tão díspares como Suriname, Indonésia ou Gana; “Taraf, Três Contos e uma Balada” da italiana Luciana Fina e da portuguesa Olga Ramos, o tal filme sobre os Taraf de Hidouks “on the road”, que passou há pouco tempo na Culturgest; The Undergroud Orchestra” do holandês Heddy Honigmann que retrata o “desenrascanço” de vários músicos africanos, latino-americanos e asiáticos, imigrantes na Europa. A música como forma de sobrevivência. Todo o cartaz, &lt;a href=http://www.fmm.com.pt/&gt; aqui&lt;/a&gt;. &lt;/font&gt;


&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt; INTERCÉLTICO DE &lt;strong&gt;VIZELA&lt;/strong&gt;. &lt;/font&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt; Gostava imenso de ter ido ver os castelhanos Barahúnda e os asturianos Llangres ao Intercético de Vizela. Para o FM do &lt;a href=http://jornal.publico.pt/2003/07/08/Cultura/CCM01.html Público&gt;Público,&lt;/a&gt; os primeiros poderiam oferecer um grande espectáculo não fosse a limitação do baterista, os segundos superaram todas as expectativas, “por tocarem à ‘irlandesa’”. &lt;/font&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-105793232598088638?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105793232598088638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105793232598088638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#105793232598088638' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-105766518211317064</id><published>2003-07-08T12:53:00.000+01:00</published><updated>2003-07-08T12:53:14.040+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;
&lt;strong&gt;DISCOGRAFIA ESSENCIAL (10)&lt;/strong&gt; &lt;/font&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;MIRIAM MAKEBA&lt;/FONT&gt;
&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;&lt;strong&gt;GUINEA YEARS&lt;/strong&gt;&lt;/FONT&gt;
&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Sterns / &lt;a href=http://www.discantus.pt&gt;Mundo da Canção&lt;/a&gt;&lt;/FONT&gt;

&lt;img src=http://w1.871.telia.com/~u87125995/makeba/stcd3017.jpg&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Aos 72 anos, pode dizer-se que Miriam Makeba já viveu – como os gatos – 7 vidas, no mínimo. Resistiu a tudo. A 4 (quatro!) divórcios. À morte da sua filha. A acidentes de viação e aviação. À perseguição dos Afrikaans e do FBI, devido à sua luta pelos direitos civis dos negros. A 30 anos de permanente exílio. Ao “apartheid” e às contra-ofensivas governamentais norte-americanas dirigidas ao “black power”. Makeba não esmoreceu, antes pelo contrário. Foi a porta-voz do presidente guineense (de Conacri) Sékou Touré em Nova Iorque e embaixatriz africana da ONU, trabalhando de perto com a FAO (Food and Agriculture Organisation),  no sentido de fazer lobbying pela diminuição da fome no mundo. Aquela que o governo sul-africano apelidava de subversiva, mesmo que cantasse canções de amor, conquistou o prémio de paz Dag Hammarskjold (antigo secretário geral das Nações Unidas) de 86.  
À parte da carreira político-social, na música, Makeba coleccionou recordes. Não pelos mais de 40 discos que gravou, mas por ter sido a primeira artista africana a conquistar um grammy em 65, com “An Evening With Harry Belafonte”; e a atingir o top ten de singles norte-americano em 67, com “Pata Pata”.
“The Guinea Years” é uma antologia que retrata o tempo em que Makeba viveu exilada na Guiné-conacri, entre as décadas de 70 e 80. Depois de ter enfrentado problemas com a justiça norte-americana, devido ao matrimónio que havia contraído (em 68) com o líder radical dos Panteras Negras, Stokely Carmichael. Um disco que mostra acima de tudo a grande veia soul-jazz, a expressividade vocal de uma artista que cresceu a ouvir Duke Ellington, Billie Holiday e Ella Fitzgerald, e a extrema habilidade para cantar em nove línguas (francês, inglês, arábico, xhosa, kikongo, maninka, fula, nyanja e shona). Em suma, a excelente Miriam Makeba que ainda nos brindava com o seu melhor. Ainda não tinha descambado para a afro-pop fácil e plástica de “Homeland” (2000). Hipnótico. Belo. Indispensável. 
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-105766518211317064?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105766518211317064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105766518211317064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#105766518211317064' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-105766482908825703</id><published>2003-07-08T12:47:00.000+01:00</published><updated>2003-07-08T12:47:29.366+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;
&lt;strong&gt;DISCOGRAFIA ESSENCIAL (9)&lt;/strong&gt; &lt;/font&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;LÚNASA&lt;/FONT&gt;
&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;&lt;strong&gt;MERRY SISTERS OF FATE&lt;/strong&gt;&lt;/FONT&gt;
&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Resistencia / &lt;a href=http://www.sabotage.pt&gt;Sabotage&lt;/a&gt;&lt;/FONT&gt;

&lt;img src=http://images-eu.amazon.com/images/P/B00005K9SK.01.LZZZZZZZ.jpg&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Por mais que se tente revolucionar a música tradicional de raiz celta, fundindo-a com sonoridades de outras etnias, com o rock, ou com a electrónica, o melhor é deixar tudo como está, que está bem. Projectos como o dos Kíla, Peatbog Fearies, Búrach, Shooglenifty, Afro Celt Sound System, Cappercaillie e de Eliza Carthy na sua veia pop, nunca merecerão outro estatuto que não o epíteto entre razoável e com algum interesse. Enquanto algumas das propostas mais interessantes do território escandinavo apresentam-se sob o domínio da miscigenação entre a raiz e a novidade de sujeito indefinido, a renovação musical bem sucedida na Irlanda tem origem na pura e dura tradição.  
Não alterando um milímetro àquilo que já tinham apresentado em 98, no álbum de estreia homónimo (e que era sublime), os Lúnasa assumem-se como os filhos pródigos da memorável Bothy Band de Donal Lunny e  de Matt Molloy. Sem alterar a estrutura, o quinteto injecta sangue puro e irreverente nas veias de uma velha senhora que continua jovem, emotiva, capaz de correr de forma perfeita a várias velocidades, sem nunca perder o ritmo. Os Lúnasa escrevem assim a mesma história de uma forma pessoal e actual. O contrabaixo do ex-Waterboys, Trevor Hutchinson, é um dos principais protagonistas de uma secção rítmica reformada, isenta do (quase) incontornável Bodhran, e excelentemente bem complementada pelo guitarrista Donogh Hennessy. Ambos criam as fundações ideais para que as flautas e gaitas irlandesas de Kevin Krawford e Cillian Vallely em mútuo entendimento com o violino de Seán Smyth, edifiquem as paredes e o telhado de uma casa irlandesa, concerteza, de novos traços arquitectónicos, decorada aqui e ali por um clarinete ou uma “lap steel guitar”, mas que se confunde com a típica paisagem rural.
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-105766482908825703?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105766482908825703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105766482908825703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#105766482908825703' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-105763579459228689</id><published>2003-07-08T04:43:00.000+01:00</published><updated>2003-07-08T04:56:57.086+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;
&lt;strong&gt;DISCOGRAFIA ESSENCIAL (8)&lt;/strong&gt; &lt;/font&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;ORLANDO 'CACHAITO' LOPEZ&lt;/FONT&gt;
&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;&lt;strong&gt;CACHAITO&lt;/strong&gt;&lt;/FONT&gt;
&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;World Circuit / Megamúsica&lt;/FONT&gt;

&lt;img src=http://images-eu.amazon.com/images/P/B00005ATM5.02.LZZZZZZZ.jpg&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;


Buena Vista Social Club foi a engrenagem que furou o bloqueio cultural a Cuba, resgatando inúmeros músicos talentosos da geração de ouro (anos50) que, antes da revolução de Fidel e Guevara e da caça às bruxas de Kissinger, brilharam em palcos de todo o mundo. Este projecto-álbum, foi a chave mestra que abriu os ouvidos do mundo à música cubana e deu também uma nova projecção internacional a músicos de idade avançada que já tinham há muito arrumado os seus instrumentos no sótão. Casos de Compay Segundo, Ibrahim Ferrer, Ruben Gonzalez e Omara Portuondo. 
Se estas figuras de primeiro plano tem interpretado a solo o politicamente correcto da música cubana, o homem-ritmo, Orlando ‘Cachaito’ Lopez, responsável pelo contra-baixo das sessões Buena Vista, subverte todas as regras que, todos os outros elementos da sociedade Buena Vista, respeitam religiosamente.  
Orlando ‘Cachaito’ Lopez, de 70 anos, é membro de uma família de 16 contrabaixistas, havendo quem diga são bem mais numerosos - cerca de 100. É o filho de Orestes Lopez e sobrinho de Israel ‘Cachao’ Lopez. Ambos estiveram na vanguarda das revoluções musicais cubanas, entre os anos 30 e 50, ao criarem o ritmo mambo e ao desenvolverem a música improvisada (descarga).  
“Cachaito”, é um álbum onde as raízes encontram-se bem debaixo de solo cubano, mas as folhas andam ao sabor de outros ventos. Há em ‘Cachaito’ (o artista) o deslumbramento por Mingus e Coltrane que se reflecte nas constantes descargas ao longo do disco. O improviso empreendedor de uma nova linguagem, reveste-se de jazz latino, de uma fervorosa secção de percussões (congas, timbales, bongos) e até de dub e hip hop, sem nunca perder o Norte. Além da forte carga jazzística onde brilha o trompete do sul-africano Hugh Masekela, “Cachaito” (o álbum) é perfumado pelo órgão hammond do jamaicano Bigga Morrison em contemplação saudosista da sonoridade típica de Jackie Mitto (“Tumbanga”), e pelos beats manipulados no gira-discos do DJ francês DeeNasty (“Cachaito en Laboratory”). 
Orlando ‘Cachaito’ Lopez criou um livro de estilo a seguir pela nova geração de músicos cubanos que olha além mar das Caraíbas. 
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-105763579459228689?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105763579459228689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105763579459228689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#105763579459228689' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-105763549216264847</id><published>2003-07-08T04:38:00.000+01:00</published><updated>2003-07-08T04:41:49.233+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;
&lt;strong&gt;DISCOGRAFIA ESSENCIAL (7)&lt;/strong&gt; &lt;/font&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;SUSANA BACA&lt;/FONT&gt;
&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;&lt;strong&gt;ECO DE SOMBRAS&lt;/strong&gt;&lt;/FONT&gt;
&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;LUAKA BOP / EMI&lt;/FONT&gt;

&lt;img src=http://images-eu.amazon.com/images/P/B00004LMKW.01.LZZZZZZZ.jpg&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Quem teve a oportunidade de assistir à actuação de Susana Baca no festival Cantigas do Maio, há uns anos atrás, verificou que a sua música pode ser comparada a um prato de alta cozinha francesa. A voz de Baca reúne todos os ingredientes que lhe conferem o título de diva afro-peruana: simpática por natureza, proporciona-nos estados de espírito antagónicos, ora de uma fragilidade radiante de criança, ora de profundidade e sentimento trágico, cuja aura sombria se encontra embebida no fado e no tango, tornando-a para muitos numa espécie de Cesária Évora das Américas. 
Bastaria a Susana Baca uma simples guitarra para nos fazer render à forma como interpreta a sua poesia. Mas a sua música tem muito mais que a já por si só sedutora voz. É feita de uma complexidade acústica notável, vivendo muito de preciosidades rítmicas, marcadas por instrumentos como o cajón, quijada, yembe, que os escravos negros reconstruíram, quando chegaram ao Perú. A prestação do colectivo sul americano já é, por si só, sublime. E que dizer agora do confronto que Susana Baca e a sua banda teve, neste disco, com outros músicos de estúdio, de quadrantes que vão do jazz e da pop à música improvisada? 
“Eco de Sombras” resulta num trabalho de grande sensibilidade artística, não só porque a base é consistente e dela emana o peso e a alma da música dos escravos peruanos que Baca recuperou, através das extensivas recolhas que efectuou, como também o recheio – vulgo arranjos “ocidentais” – intensificam o ambiente que se vive em “Eco de Sombras”. É a cereja em cima do bolo que não peca por excesso (facto comum nas fusões que hoje em dia se fazem). A guitarra de Marc Ribot é mágica, feita de pequenos pormenores que imprimem maior amplitude ao refinamento sonoro do disco, comparável àquilo que Ry Cooder fez em Buena Vista Social Club. John Medeski (piano e órgão), Cyro Baptista (percussões), Greg Cohen (contra-baixo) e Rob Burger (acordeão e órgão), que absorveram a música de Baca, contribuem também para uma obra que roça a perfeição. &lt;/font&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-105763549216264847?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105763549216264847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105763549216264847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#105763549216264847' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-105763483029988837</id><published>2003-07-08T04:27:00.000+01:00</published><updated>2003-07-08T04:28:43.290+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;
&lt;strong&gt;DISCOGRAFIA ESSENCIAL (6)&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;JUNE TABOR&lt;/FONT&gt;
&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;&lt;strong&gt;ALEYN&lt;/strong&gt;&lt;/FONT&gt;
&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Topic / Megamúsica&lt;/FONT&gt;

&lt;img src=http://www.greenlinnet.com/images/products/3119.jpg&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;"Aleyn" continua na linha a que esta senhora nos habituou. Pleno de charme, beleza e sensibilidade à flor da pele, "Aleyn" é um álbum soturno, carregado de uma densa nuvem negra, que percorre diferentes ambientes que se relacionam como um puzzle. 
São histórias de amores infelizes, de solidão, de abandono e de sangue, muito bem contadas pela maturidade e profundidade de June Tabor. O jogo da voz sôfrega com as pausas e os silêncios, por forma a dar mais autenticidade ao seu quadro sombrio, é perfeito. E aqui a novidade é o facto de June Tabor se aventurar por terras &lt;em&gt;klezmer&lt;/em&gt; com a interpretação de "di nakht". Trata-se de um tema escrito em Nova Iorque em 1929 por dois emigrantes judeus e que reflecte o isolamento e o desespero daqueles que se fixaram nos Estados Unidos. 
O suporte instrumental, como tem sido hábito neste "colar de pérolas", assenta que nem uma luva na palavras e pausas de June Tabor. Exploram-se, através do piano de Huw Warren, momentos siderais de profunda calma. O clarinete e sax de Mark Lockeheart e o contrabaixo de Dudley Phillips dão uma vertente mais jazzística associada à cortina de fumo própria de cabarets. É preciso não esquecer o exímio trabalho de Andy Cutting em acordeão diatónico, que ora salta para a frente da "orquestra" para dar o devido andamento, ora está lá atrás a dar pequenos retoques de maior preciosismo e naturalidade ao aspecto sombrio desta verdadeira obra-prima. 


&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-105763483029988837?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105763483029988837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105763483029988837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#105763483029988837' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-105733863545298627</id><published>2003-07-04T18:10:00.000+01:00</published><updated>2003-07-04T21:32:47.393+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;
NASCIDO A &lt;strong&gt;4 DE JULHO II:&lt;/STRONG&gt; O VERDADEIRO HINO À AMÉRICA&lt;/font&gt;

&lt;img src=http://www.woodyguthrie.org/images/37.jpg&gt;


&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;
&lt;strong&gt;[God Blessed America]
This Land Was Made For You And Me&lt;/strong&gt; By Woody &lt;strong&gt;Guthrie&lt;/strong&gt;

This land is your land, this land is my land
From [the] California to the [Staten] New York Island,
From the Redwood Forest, to the Gulf stream waters,
[God blessed America for me.]
As I went walking that ribbon of highway
And saw above me that endless skyway,
And saw below me the golden valley, I said:
[God blessed America for me.]

I roamed and rambled and followed my footsteps
To the sparkling sands of her diamond deserts,
And all around me , a voice was sounding:
[God blessed America for me.]

Was a high wall there that tried to stop me
A sign was painted said: Private Property,
But on the back side it didn't say nothing --
[God blessed America for me.]

When the sun come shining, then I was strolling
In wheat fields waving and dust clouds rolling;
The voice was chanting as the fog was lifting:
[God blessed America for me.]

One bright sunny morning in the shadow of the steeple
By the Relief Office I saw my people --
As they stood hungry, I stood there wondering if
[God blessed America for me.]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-105733863545298627?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105733863545298627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105733863545298627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#105733863545298627' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-105733363737396317</id><published>2003-07-04T16:47:00.000+01:00</published><updated>2003-07-04T21:26:58.216+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;
NASCIDO A &lt;strong&gt;4 DE JULHO&lt;/STRONG&gt;&lt;/font&gt;


&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;E porque hoje é o dia dos Estados Unidos da América, vale a pena recordar que, na música, existem (e resistem) outras américas, mais profundas e selvagens. Uma viagem de costa a costa em 10 compilações essenciais. Em breve, as Crónicas irão espreitar mais atentamente para algumas delas. Boa viagem.


&lt;img  src=http://images-eu.amazon.com/images/P/B00005OAY6.01.MZZZZZZZ.jpg&gt;
American Roots Music

&lt;img src=http://images-eu.amazon.com/images/P/B00005KIZ7.02.MZZZZZZZ.jpg&gt;
The Rough Guide to Americana

&lt;img src=http://images-eu.amazon.com/images/P/B00009OOPW.01.MZZZZZZZ.jpg&gt;
The Rough Guide to American Roots

&lt;img src=http://images-eu.amazon.com/images/P/B000058TBR.01.MZZZZZZZ.jpg&gt;
The Rough Guide to Bluegrass

&lt;img src=http://images-eu.amazon.com/images/P/B0000668LM.02.MZZZZZZZ.jpg&gt;
The Rough Guide to Appalachians

&lt;img src=http://images-eu.amazon.com/images/P/B000063WAP.02.MZZZZZZZ.jpg&gt;
The Rough Guide to Delta Blues

&lt;img src=http://images-eu.amazon.com/images/P/B000062X8G.02.MZZZZZZZ.jpg&gt;
The Rough Guide to Lousiana

&lt;img src=http://images-eu.amazon.com/images/P/B000001DJU.01.DTLS.LZZZZZZZ.jpg&gt;
Anthology of American Folk Music

&lt;img src=http://images-eu.amazon.com/images/P/B00005QBEM.02.MZZZZZZZ.jpg&gt;
Beyond Nashville

&lt;img src=http://images-eu.amazon.com/images/P/B00006JYJK.02.MZZZZZZZ.jpg&gt;
Further Beyond Nashville


&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-105733363737396317?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105733363737396317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105733363737396317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#105733363737396317' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-105732056093481789</id><published>2003-07-04T13:09:00.000+01:00</published><updated>2003-07-04T13:09:30.380+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;
&lt;strong&gt;PEDRO LUIS E A PAREDE:&lt;/strong&gt; TAMBORES À SOLTA NA PRAÇA DE TOIROS DA ZDB&lt;/font&gt;


&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;O álbum “É Tudo 1 Real” tinha-me deixado boas impressões acerca deste grupo carioca, que mantém, dois álbum depois deste, o seu cordão umbilical ligado a Pernambuco. Ontem à noite, confirmaram-se todas as expectativas que tinha de boa banda de palco, na galeria ZDB. Apesar da frequente distorção sonora e de a banda estar limitada na panóplia de instrumentos utilizados, ficaram excelentes impressões deste quinteto. Pedro Luís e a Parede combina sabiamente a facção mais ousada e externa à música nordestina de Chico Science (guitarras sujas e violentas, aliadas a  linhas de baixo funk bem cadenciadas), com uma forte componente de percussão, tribal e apocalíptica, à imagem e semelhança do melhor grupo nordestino da actualidade: Cordel do Fogo Encantado. Sem ter um líder com o carisma de Chico ou Lirinha (do Cordel), o projecto de Pedro Luís vale pelo colectivo. Vale pela simplicidade dos seus elementos que funcionam discretamente como formigas obreiras para um todo. Vale por alguns pormenores interessantes, como o momento em que o baixista fez do seu instrumento um berimbau eléctrico. Pena é que, por vezes, optem por tocar uma ou outra canção algo desfasada do grosso do repertório do grupo, estilo reggae instantâneo Royal à moda dos Skunk, com inclusão garantida nas playlists das rádios de êxitos. Mesmo assim, vale a pena ir hoje ao Castelo de São Jorge (nas comemorações da Festa da Cerveja). O som será, certamente, melhor e a banda trará mais instrumentos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-105732056093481789?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105732056093481789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105732056093481789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#105732056093481789' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-105725702269023888</id><published>2003-07-03T19:30:00.000+01:00</published><updated>2003-07-03T19:41:44.156+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;
&lt;strong&gt;PEDRO LUIS E A PAREDE:&lt;/strong&gt; A REVOLUÇÃO DO TAMBOR &lt;/font&gt;

&lt;img src=http://www.uol.com.br/cliquemusic/i_br/acontecendo/plap.jpg&gt;


&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Hoje à noite, Pedro Luís e a Parede apresenta-se na Galeria Zé dos Bois (na 12ª edição da ZDBeatnik World Music). A avaliar pelo único álbum que ouvi deles, “É tudo um real”, a secção rítmica (batucada) é poderosa. À boa maneira de Chico Science, elaboram uma simbiose perfeita entre os ritmos do samba e do frevo, com uma linhas de baixo funk bem marcadas e guitarras sujas e pesadonas. A resposta perfeita do Rio de Janeiro ao movimento mangue pernambucano. A Não perder.

O grupo é formado por:

PEDRO LUIS: Voz, Guitarras, Batucada - MÁRIO MOURA: Baixo, Batucada, Voz
C.A. FERRARI: Bateria, Batucada, Voz - CELSO ALVIM: Percussões, Batucada,
Voz - SIDON SILVA: Percussões, Batucada, Voz&lt;/font&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-105725702269023888?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105725702269023888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105725702269023888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#105725702269023888' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-105725091686518851</id><published>2003-07-03T17:48:00.000+01:00</published><updated>2003-07-08T12:39:49.190+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;
&lt;strong&gt;DISCOGRAFIA ESSENCIAL (5)&lt;/strong&gt; &lt;/font&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;GJALLARHORN&lt;/FONT&gt;
&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;&lt;strong&gt;RANAROP - CALL OF THE SEA WITCH&lt;/strong&gt;&lt;/FONT&gt;
&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Finland Innovator / Warner&lt;/FONT&gt;

&lt;img src=http://images.amazon.com/images/P/B00000DD2O.01.LZZZZZZZ.jpg&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Com sede em Vaasa, os Gjallarhorn fazem parte dos seis por cento de fino-suecos a viver na Finlândia, mas cuja língua nativa é o sueco. Daí que a música que este grupo pratica, denuncie bem as marcas que este povo deixou aquando da sua ocupação. Apenas uma das baladas é de raíz fino-úgrica que reporta aos tempos medievais do Kalevala. Todas as outras são cantadas em sueco, e também em norueguês. Enquanto grupos como Värttinä e Hedningarna parecem agora sofrer do síndroma "já-fizemos-o-álbum-da-nossa-vida-e-agora?", os Gjallarhorn, sem uma pesada cruz como “Oi Dai” ou “Kaksi” para carregar, apresentam-se como uma fresquíssima revelação da folk destas gélidas paragens, sem necessitar de recorrer às novas tecnologias. Desprovidos de pretensões em atingir uma plenitude criativa e subversiva de um Kaksi, os Gjallarhorn arquitectam um disco totalmente acústico, mas não menos inovador, que possui uma capacidade ímpar de nos surpreender. Ateus como os Hedningarna, vão buscar a essência da sua música às raízes da terra e ao mar profundo da Yggdrasil (árvore de sabedoria) Viking. Eles, que estão, na costa Finlandesa, a dialogar com a outra costa Sueca através do golfo da Ostrobótnia. Daí que, ao longo de Ranarop - Call of The Sea Witch, não nos seja de todo estranha a presença de temas e ambientes marinhos. Um disco praticamente voltado para o mar, erigido na cidade marítima de Vaasa, onde nos encontramos (de barco) a três horas da Suécia. Veja-se o título do disco que é dedicado a Ran, a deusa dos oceanos na mitologia nórdica e protectora deste trabalho, ou "Herr Olof", uma balada sobre um Rei que se apaixona por uma sereia, musa que o convida a descer ao fundo do mar para visitar o seu condado, sem esquecer Sjöjungfrun och Konungadottern/The Mermaid and the Princess que aborda a mesma temática. Aqui, Jenny Wilhelms (a voz e um dos violinos) tem o dom de nos hipnotizar com o seu sumptuoso e cândido canto, próprio de uma menina de 23 anos, qual sereiazinha de Hans Christian Andersen, acompanhada pela melodia compassada das marés que se confundem na suavidade da harpa e na gravidade do didgeridoo de Jakob Frankenhaeuser (que aprendeu a tocar o fálico instrumento na Austrália).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-105725091686518851?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105725091686518851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105725091686518851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#105725091686518851' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-105724981413327541</id><published>2003-07-03T17:30:00.000+01:00</published><updated>2003-07-03T17:52:09.563+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;
&lt;strong&gt;DISCOGRAFIA ESSENCIAL (4)&lt;/strong&gt; &lt;/font&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;TOUMANI DIABATÉ WITH BALLAKÉ SISSOKO&lt;/FONT&gt;
&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;&lt;strong&gt;NEW ANCIENT STRINGS&lt;/strong&gt;&lt;/FONT&gt;
&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Ryko&lt;/FONT&gt;

&lt;img src=http://www.terravista.pt/Guincho/8746/discos/img/Toumani.jpg&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Toumani Diabaté é um músico africano experimentado. Ao longo dos quatro anteriores trabalhos, fundiu as suas raízes ao flamengo dos Ketama, ao jazz e à folk britânica de um Danny Thompson, na série "Shongai".
Pegando em instrumentos tradicionais africanos como Kora (o pai da Harpa) e Ngoni (o pai da Guitarra) estes dois virtuosos instrumentistas oriundos do Mali edificam um álbum de rara beleza. Leve como um pluma, repleto de pequenos pormenores como se de uma peça de cristal Vista Alegre se tratasse, "New Ancient Strings" prova que a cultura Griot e a música do Império Mandinka que remonta ao Sec. XIII consegue, seiscentos anos depois, ecoar modernidade sem necessitar de recorrer a elementos externos. Duas mãos e dois instrumentos são o necessário para nos devolver à mãe de todas as civilizações. 



&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-105724981413327541?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105724981413327541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105724981413327541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#105724981413327541' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-105724791471939757</id><published>2003-07-03T16:58:00.000+01:00</published><updated>2003-07-03T16:59:33.803+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;
&lt;strong&gt;DISCOGRAFIA ESSENCIAL (3)&lt;/strong&gt; &lt;/font&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;ERNEST RANGLIN&lt;/FONT&gt;
&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;&lt;strong&gt;IN SEARCH OF LOST RIDDIM&lt;/strong&gt;&lt;/FONT&gt;
&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Palm Pictures&lt;/FONT&gt;


&lt;img src=http://www.terravista.pt/Guincho/8746/discos/img/ernest.jpg&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Ernest Ranglin é um músico que pronuncia a máxima do vinho do Porto. Pode dizer-se que aos 70 anos este jamaicano já experimentou de tudo, possuindo uma linguagem musical extensa que passa pelo calypso, ska, rock, reggae, blues, jazz ou son cubano. Talvez por isso tenha sabido adaptar-se à constante evolução da música da sua ilha natal, trabalhando com o produtor Lee Scracth Perry, ou sendo convidado por Bob Marley para seu director musical e professor. "In Search of Lost Riddim" é a concretização de um antigo sonho de regressar às origens. O disco surge como um diário de viagem pelo Senegal, onde Ranglin teve a oportunidade de contactar com músicos de primeira água. Casos de Baaba Maal e Mansour Seck. A intenção é oferecer-nos toda a pureza e riqueza dos ritmos e dos variadíssimos instrumentos acústicos (kora, djembe, ngoli, balafon, etc) que dialogam com a guitarra de Ranglin que parece voar nas suas mãos. Em "Search of Lost Riddim", Ernest Ranglin tem a virtude de fazer com que a música Senegalesa reequacione a sua forma de se adaptar ao progresso e à miscigenação ocidental, sem necessitar de perder autenticidade, como tem sido apanágio de alguns produtores franceses. Facto visível nos últimos trabalhos de Baaba Maal. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-105724791471939757?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105724791471939757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105724791471939757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#105724791471939757' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-105724759432172177</id><published>2003-07-03T16:53:00.000+01:00</published><updated>2003-07-03T16:55:35.346+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;
&lt;strong&gt;DISCOGRAFIA ESSENCIAL (2)&lt;/strong&gt; &lt;/font&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;KROKE&lt;/FONT&gt;
&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;&lt;strong&gt;LIVE AT THE PIT (98)&lt;/strong&gt;&lt;/FONT&gt;
&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Oriente / Megamúsica&lt;/FONT&gt;


&lt;img src=http://www.terravista.pt/Guincho/8746/discos/img/kroke.jpg&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Quem já teve a oportunidade de ver os Kroke ao vivo, dificilmente os esquecerá. Podem não ser judeus, mas todo o sentimento que a diáspora de leste introduziu na música klezmer está bem presente. Só é preciso um contra-baixo, violino e acordeão para que tal réplica seja perfeita e reinvente tal conceito. Kroke é a palavra que se encontra no dicionário de yiddish cujo significado é Cracóvia. A cidade natal deste trio foi até 1939 um dos grandes centros culturais europeus da cultura judaica.
"Live At The Pit" apesar de ser um álbum ao vivo, reproduz apenas o som de palco, facto por si merecedor de nota máxima. Isto é, vinte valores no exame do professor Marcelo. Mas um espectáculo dos Kroke é muito mais que isso. Vive de uma forte presença dos músicos que se vestem tal e qual como os judeus mais ortodoxos, aliado a um virtuosismo e entrosamento notável, que convida a ir para fora, dentro da música klezmer. O sentimento é judaico, a energia, essa, parece ter sido roubada aos ciganos dos Balcãs, o dedilhar dos instrumentos denuncia a formação clássica e a grande rodagem de um grupo que toca em média mais de 250 vezes por ano. Ao longo da actuação de "Live At The Pit" somos ludibriados pelo inesperado. A facilidade com que a sexta velocidade sucede à primeira em "The Night In The Garden Of Eden", a descoordenação ordenada de "Sher" em que os músicos tocam em tempos diferentes em forma de gozo, são bem exemplo disso.
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-105724759432172177?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105724759432172177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105724759432172177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#105724759432172177' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-105716790068521501</id><published>2003-07-02T18:45:00.000+01:00</published><updated>2003-07-02T18:46:28.653+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;

&lt;strong&gt;BLOGOQUÊ?&lt;/strong&gt; &lt;/font&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Há ainda muita gente no seio das editoras discográficas que parece não saber o que é um blógue. Será que eles não lêem os editoriais e as secções de política dos jornais? Hmmm... acho que estão totalmente compenetrados no seu trabalho, a medir com régua e esquadro, o espaço que o disco recenseado e a entrevista do artista da sua companhia ocuparam em determinado jornal / revista.

&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;

&lt;strong&gt;NÃO HÁ DISCOS INTERESSANTES?&lt;/strong&gt; &lt;/font&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Curiosamente, uma rádio de índole nacional que semanalmente aposta em um ou dois discos acabados de sair, tem apoiado, em larga maioria, publicações de uma só editora / distribuidora. Curiosamente ou não, os títulos dessa editora / distribuidora são os mais recenseados, por aqui. Será que as outras companhias não têm discos interessantes?

&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-105716790068521501?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105716790068521501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105716790068521501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#105716790068521501' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-105716470447486489</id><published>2003-07-02T17:51:00.000+01:00</published><updated>2003-07-03T17:56:13.176+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;
&lt;strong&gt;DISCOGRAFIA ESSENCIAL (1)&lt;/strong&gt; &lt;/font&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;ALI FARKA TOURÉ&lt;/FONT&gt;
&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;&lt;strong&gt;NIAFUNKÉ&lt;/strong&gt;&lt;/FONT&gt;
&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;World Circuit / Megamúsica&lt;/FONT&gt;


&lt;img src=http://www.terravista.pt/Guincho/8746/discos/img/alifarkatoure.jpg&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Antes da explosão cubana, através do projecto Buena Vista Social Club, Ry Cooder já tinha gravado “Talking Timbuktu” com Ali Farka Touré. Um álbum de grande cumplicidade que viria a conquistar um grammy. Se em termos artísticos, “Talking Timbuktu” representou a afirmação definitiva de um blues men do Mali que, a partir daí, intensificou os seus espectáculos pelos quatro cantos do mundo, em termos pessoais acabou por provocar uma certa negação da proeminente carreira artística, em detrimento de valores mais elevados. Longe de morrer de amores pelo mundo do espectáculo, muitas foram as vezes que Touré pensou em abandonar a vida de músico. Sentimento que se reflecte nas (últimas) raríssimas aparições ao vivo, fora do seu ambiente natural: a aldeia de Niafunké, situada na ponta do deserto do Sara e ao redor do Rio Níger, onde não existe electricidade nem água canalizada. Aí, Ali Farka Touré, pai de 11 filhos com 60 e muitos anos de idade, tem colocado o cultivo da terra acima da música, investindo todo o dinheiro que conquistou com esta actividade (para ele) secundária em máquinas agrícolas. Para quem sentia um certo desconforto em andar em sucessivas digressões mundiais por perder a essência da raiz, seria inevitável a gravação de Niafunké no «lugar de origem desta música - o Mali profundo», registado por um estúdio móvel que se alimentou de um gerador.
”Niafunké” é, provavelmente, o grande álbum da vida de Ali Farka Touré e um sério candidado a melhor álbum world da década de 90. Se em “Talking Timbuktu” a produção de Ry Cooder tinha criado uma maior amplitude sonora que ajudou à construção de grandes canções mais adocicadas ao ouvido ocidental, em “Niafunké” assiste-se ao regresso à terra e à sonoridade (mais trabalhada é certo) que primeiras gravações que “Radio Mali” (de 96) documentam. Um retorno de quem amadureceu a visão musical em palcos mundiais e de quem mexe na terra todos os dias. “Niafunké” pode não possuir canções tão melodiosas quanto “Talking Timbuktu”, mas ganha em autenticidade que se traduz não só na forma mais audaciosa de Toure tocar guitarra, como nos músicos que o acompanham. Os calorosos coros femininos, os ritmos turbulentos das calabash, do djembe e das congas a fazer lembrar o lado rítmico de uma Oumou Sangare, o som de transe do njarka (violino de uma corda), conduzem-nos a uma viagem de devoção e embriaguez, transmitindo-nos toda a pureza do Mali profundo, onde os blues nasceram.&lt;/font&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-105716470447486489?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105716470447486489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105716470447486489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#105716470447486489' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-105711540907494886</id><published>2003-07-02T04:10:00.000+01:00</published><updated>2003-07-02T11:29:31.576+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;
&lt;strong&gt; "BEYOND FADO", &lt;/strong&gt; UMA REPORTAGEM EM LISBOA NA &lt;strong&gt;FOLK ROOTS&lt;/strong&gt; DE JULHO&lt;/font&gt;


&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Na mesma edição da Folk Roots em que Manecas é o principal protagonista,  é ainda apresentada uma reportagem em Lisboa, intitulada “Beyond Fado”. Finalmente, alguém reconhece que a música portuguesa não é só fado (claro que Andrew Cronshaw, jornalista da mesma revista e autor do capítulo referente a Portugal no Rough Guide de World Music há muito que nos tinha mostrado que há “bifes” bem informados), apesar de a incursão por várias casas de fado constituir parte significativa desta reportagem. Mas há também Gaiteiros de Lisboa e um respirar profundo da lusofonia africana na Capital. 

&lt;strong&gt;O CENÁRIO E OS PROTAGONISTAS&lt;/strong&gt;. Jon Lusk percorre o B.Leza, Petisqueira de Alcântara, Bacalhau de Molho, Ondeando (na Costa da Caparica) e En’Clave. Esta incursão, acompanhada em parte por Mariza, serviu para recolher impressões de Rui Vaz (Gaiteiros de Lisboa), António Zambujo, Waldemar Bastos, Tabanka Djaz e Bana. 
Um reportagem curiosa e abrangente que aborda váriadíssimos assuntos: as diferentes influências que a música portuguesa recebeu, do norte e do sul; o aproveitamento político de Salazar do fado e dos ranchos folclóricos; a diáspora negra da África lusófona em Lisboa, no pós 74; a nova geração que começa a olhar para a tradição com outros olhos (sem contudo mencionar nomes – a grande pecha deste artigo).

&lt;strong&gt;A NEGATIVIDADE. &lt;/strong&gt;Das impressões registadas por Jon Lusk, ressalta uma negatividade bem visível. Rui Vaz, esquecido que ainda há bem pouco tempo encheu a Aula Magna e é sempre bem recebido em festivais nacionais de músicas do mundo, refere que às vezes olham para os Gaiteiros “como se fôssemos estrangeiros”. Já António Zambujo, admite que os portugueses em geral “não se interessam pela sua própria cultura”. Waldemar Bastos além de se queixar de um mau entendimento com a Luaka Bop, e de afirmar que é difícil viver em Portugal (e que só por questões familiar tem reside cá), refere que em “Portugal não existe uma cultura aberta”. Esta olha com desdém para africanos que cantam fado. Apesar disso, Mariza (de raízes moçambicanas), continua a vender que se farta. Os Tabanka Djaz, vão ainda mais longe e falam em “racismo” entre os promotores de espectáculos das Câmaras Municipais, comentando ainda que “os portugueses escutam-nos com uma atitude colonial”. O repórter chegou a confessar-se surpreendido com tanto bota-abaixo. 

&lt;strong&gt;FALTA DE AUTO-ESTIMA. &lt;/strong&gt;É de facto muito estranha a nossa baixa auto-estima. A Folk Roots dá tempo de antena à “cidade dos Poetas” (como chega a ser mencionada por jornais ingleses) e os seus representantes gastam mais tempo a desabafar, do que a pronunciarem-se sobre as virtudes dos músicos e da música portuguesa. Talvez esta baixa auto-estima tenha a ver com aquilo que também foi referido no artigo: Cesária Évora, Waldemar Bastos, Tito Paris, Dulce Pontes (e muitos outros nomes) só ganharam algum espaço mediático em Portugal depois de terem conquistado a Europa. Será que esta baixa auto-estima reflecte-se na imprensa nacional, que prefere fazer capas com artistas estrangeiros que, por vezes nem 1000 discos vendem, e ignoram os músicos lusófonos até estes se notabilizarem lá fora? 


&lt;strong&gt;POSITIVISMO.&lt;/strong&gt; A única voz que trouxe algum alento ao derrotismo lusitano, foi a de Miguel Santos, da delegação londrina da Fundação Calouste Gulbenkian, que tem feito um notável trabalho de promoção dos artistas nacionais em Inglaterra, nomeadamente através da organização de duas edições do Festival Atlantic Waves. Diz ele que é preciso que apareça “gente que acredite que tenha talento e (...) que não tenha medo de fazer coisas”. Miguel Santos que gosta de se rever “como parte de uma nova geração que acredita que existe em Portugal talento e criatividade, tal como em outro país do mundo”. Assim é que se fala. &lt;/font&gt;

&lt;em&gt;PS: A Folk Roots pode ser adquirida em Lisboa na loja do Mundo Da Canção, no Picoas Plaza. Para mais informações, consultem o site desta distribuidora: &lt;a href=http://www.discantus.pt&gt;www.discantus.pt&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-105711540907494886?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105711540907494886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105711540907494886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#105711540907494886' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-105707810174968967</id><published>2003-07-01T17:48:00.000+01:00</published><updated>2003-07-18T14:37:56.536+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;
&lt;strong&gt;MANECAS COSTA &lt;/strong&gt; CAPA DA FOLK ROOTS DE JULHO&lt;/font&gt;


&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Eu tinha avisado há uns dias. O álbum de &lt;strong&gt;Manecas Costa, “Paraíso di Gumbe” &lt;/strong&gt;, está excelente e é um futuro candidato a figurar quer na nomeações para prémios da &lt;strong&gt;BBC Radio 3&lt;/strong&gt;, quer nos 20 melhores álbuns de 2003, quer nas listas da revista &lt;strong&gt;Folk Roots&lt;/strong&gt;. E não é que a edição de julho da “bíblia da Folk Britânica” traz na capa, exactamente, Manecas Costa? Uma reportagem excelente na Guiné Bissau, local onde o disco foi gravado e que sucede aquela que Lucy Duran editou na BBC Radio 3.
Daqui a uns meses, alguma editora multinacional lembra-se de distribuir em Portugal o disco. Depois é ver a catadupa de entrevistas, na mesma semana, a serem publicadas em todos os títulos de imprensa. Como se isso não bastasse ainda vamos vê-lo a “papar” todas as “Praças da Alegria” e os mil e um programas da RTP do Isidro, Serenella e companhia. Eu Avisei. &lt;/FONT&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-105707810174968967?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105707810174968967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105707810174968967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#105707810174968967' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-105697705193251680</id><published>2003-06-30T13:44:00.000+01:00</published><updated>2003-07-01T06:59:59.293+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;
&lt;strong&gt;INTERCÉLTICO DE SENDIM &lt;/strong&gt;(1 A 3 DE AGOSTO) CELEBRADO NA SEXTA E NO SÁBADO.&lt;/font&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Inteligentemente, a Organização do Festival Intercéltico de Sendim alterou a habitual estrutura do festival de duas bandas distribuídas por três dias. A partir de esta edição, os principais concertos encontram-se restritos às noites de Sexta-feira e Sábado (com a actuação de três bandas em cada dia). Apesar de o dia de domingo constar como data do festival, este restringe-se à realização de actividades paralelas que ocorrem, sobretudo, de manhã. Assim, será muito mais fácil a todos aqueles que se deslocam do Porto e de Lisboa, poderem assistir na íntegra ao cartaz em questão. Já que, em anos anteriores, o domingo era um dia perdido para quem tinha de trabalhar no dia seguinte. 

O Programa Musical do Intercéltico de Sendim é o seguinte:


   1 de Agosto de 2003

       Animação de Rua     
21h30-22h00   	&lt;strong&gt;Gaiteiros do Centro de Música Tradicional Sons da Terra&lt;/strong&gt;

         Recinto Principal
	22h00-22h45	&lt;strong&gt;Lenga-Lenga: Gaiteiros de Sendim (Portugal)&lt;/strong&gt;
	23h00-23h45	&lt;strong&gt;Leilía (Galiza)&lt;/strong&gt;
	24h00-01h00	&lt;strong&gt;Tejedor (Astúrias)&lt;/strong&gt;

          Taberna dos Celtas	
	01h00-05h00	Animação espontânea por gaiteiros e tamborileiros
			Projecção “D’Ouro d’Alendouro”

2 de Agosto de 2003

        Taberna dos Celtas	
             15h30-16h30	&lt;strong&gt;Encontro de Musiqueiros&lt;/strong&gt;

         Animação de Rua     
21h30-22h00   	&lt;strong&gt;Grupo de Bombos de Teruel (Aragão)&lt;/strong&gt;

         Recinto Principal
	22h00-22h45	&lt;strong&gt;Balbarda  (Castela)&lt;/strong&gt;
	23h00-23h45	&lt;strong&gt;Luétiga (Cantábria)&lt;/strong&gt;
	24h00-01h00	&lt;strong&gt;Dervish (Irlanda)&lt;/strong&gt;

          Taberna dos Celtas	
	01h00-05h00	Animação espontânea por gaiteiros e tamborileiros

3 de Agosto de 2003

          Igreja Paroquial
	13h00-14h00	&lt;strong&gt;Missa Intercéltica&lt;/strong&gt;

          Largo da Igreja
	14h00-14h30	&lt;strong&gt;Grupo de Bombos de Teruel (Aragão)&lt;/strong&gt;

Outras actividades:


Casa da Cultura
	Exposição	D’Ouro d’Aléndouro 
   Renato Roque – Jorge Sousa Braga
			   15 de Julho a 11 de Agosto de 2003
Escola Primária
	Exposição	A Natureza que Temos
                                          Organização: FAPAS-Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens
			   1 a 3 de Agosto de 2003

             Diaporama	Sabor Transmontano
			   Autor: José Teixeira
   Organização: FAPAS-Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens
			   1 a 3 de Agosto de 2003

Taberna dos Celtas
	Lançamento	La Proua de Ser Sendinês II
			   Autor do livro: Emílio Martins
			   2 de Agosto de 2003: 16h30

	Lançamento	I Encontro de Tamborileiros de Miranda-Sayago
			   Edição do disco: Sons da Terra
			   2 de Agosto de 2003: 17h00

Recinto do Festival
	1-2 de Agosto	Feira do Disco Folk/Trad/Celta
			Venda de Artesanato e Produtos da Terra
			Tenda do Festival Intercéltico
			Caldeirão do Licor Celta

Visitar Sendim
	2 de Agosto	Roteiros Sendineses
			   Visitas guiadas (hora/local a anunciar)

Arribas do Douro
	2-3 de Agosto	Passeios na Natureza
			   Organização: FAPAS-Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens
			   2 de Agosto de 2003: Partida às 10h30 e regresso às 12h30
			   2 de Agosto de 2003: Partida às 16h30 e regresso às 19h30
			   3 de Agosto de 2003: Partida às 10h30 e regresso às 13h00
			   Visitas gratuitas
			   Capacidade limitada aos lugares disponíveis no autocarro

	2 de Agosto       Arribas Radical
			   Organização: Javsport (Organização de Eventos Desportivos, Lda.)
			   Local: Arribas do Douro (Sendim)




&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-105697705193251680?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105697705193251680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105697705193251680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#105697705193251680' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-105673512138943394</id><published>2003-06-27T18:32:00.000+01:00</published><updated>2003-06-27T18:35:32.096+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt; &lt;strong&gt;RADAR &lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt; &lt;strong&gt;RODRIGO LEÃO &lt;/strong&gt;inicia hoje no Porto uma digressão Ibérica que se estenderá pelos meses de Julho e Agosto. Na bagagem leva o álbum registado ao vivo em 2001, “Pasion”. Leia a notícia no &lt;a href= http://jornal.publico.pt/2003/06/27/Cultura/C04.html&gt; Público&lt;/a&gt;, ou no &lt;a href= http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=41296&amp;idselect=13&amp;idCanal=13&amp;p=94&gt;Correio da Manhã&lt;/a&gt;.

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt; &lt;strong&gt;“MOVIMENTOS PERPÉTUOS”:&lt;/strong&gt; O Tributo a Carlos Paredes a merecer honras de capa, no &lt;a href= http://jornal.publico.pt/2003/06/27/Y/TADES01.html&gt;Y &lt;/a&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;&lt;strong&gt;MILTON NASCIMENTO &lt;/strong&gt;apresenta hoje na Aula Magna a sua mais recente criação: “Pietá”. No &lt;a href= http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=41270&amp;idselect=13&amp;idCanal=13&amp;p=94&gt;CM&lt;/a&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;&lt;strong&gt;FERNANDO PORTELA&lt;/strong&gt;, 53 anos, desenhador de Construção Civil no desemprego. Há cinco anos que é construtor de Violinos. A sua história, no &lt;a href= http://jornal.publico.pt/2003/06/27/LocalMinho/LM08.html &gt;Público&lt;/a&gt;&lt;/font&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-105673512138943394?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105673512138943394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105673512138943394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#105673512138943394' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-105662197423374959</id><published>2003-06-26T11:06:00.000+01:00</published><updated>2003-06-26T14:37:47.016+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;CESÁRIA ÉVORA, MAC UMBA E L'HAM DE FOC NO &lt;strong&gt;RAÍZES DO ATLÂNTICO&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;

&lt;img src=http://www.galileo-mc.com/fotos/Foc20.jpg&gt;
L'ham de Foc

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;&lt;strong&gt;Cesária Évora&lt;/strong&gt;,  &lt;strong&gt;MacUmba &lt;/strong&gt;(Escócia) e &lt;strong&gt;L’Ham de Foc &lt;/strong&gt;(Espanha) são o prato forte de mais um festival &lt;strong&gt;Raízes do Atlântico &lt;/strong&gt;que se realiza entre &lt;strong&gt;20 e 26 de Julho, no Funchal&lt;/strong&gt;. Um evento que comporta um grande contigente madeirense: &lt;strong&gt;Pipi Noir, Encontros da Eira, Aquarium, Xarabanda e Banda d’Além&lt;/strong&gt;.
Apesar de ter sido recentemente lançado “Club Sodade”, que reúne remisturas de temas de &lt;strong&gt;Cesária Évora&lt;/strong&gt; por nomes ligados à música de dança – do d'n'b ao downtempo – como 4Hero, Carl Craig, Señor Coconut, etc., a cabo-verdiana vira acompanhada por uma orquestra acústica. Como sempre. Há muito que os bilhetes se encontram esgotados.
De Glasgow, chega-nos um colectivo de gaiteiros, percussionistas, dançarinos e artistas plásticos. &lt;strong&gt;Mac Umba&lt;/strong&gt; que está como "peixe dentro de água" em animação de rua, constitui-se em torno do claque do Glasgow Rangers. Fundem a música tradicional das terras altas escocesas com samba e outros ritmos da América Latina.
A demonstrar que, tal como no futebol, o campeonato espanhol é muito superior ao português, os valencianos &lt;strong&gt;L’Ham de Foc&lt;/strong&gt; são autores de dois excelentes discos da folk europeia: &lt;strong&gt;“U” &lt;/strong&gt;(99) e &lt;strong&gt;“Cançó de Dona I Home”.&lt;/strong&gt; O projecto liderado por Efrén Lopez e Mara Aranda, propõe uma apurada fusão intemporal de música actual e medieval de todo o Mediterrâneo e Europa Central e de Leste: do Norte de África, ao universo helénico ao médio oriente (sobretudo o turco), passando pelos Balcãs. Um duo que se perde em preciosismos e ainda bem. Nos seus discos encontram-se referenciados mais de trinta instrumentos.  Alguns deles: Tampura, darbuka, didgeridoo, bendir, tabla, gaita galega e búlgara, mandolina, violino, flauta, guitarra clássica, sanfona, saltério, bouzouki, alaúde, cítara, entre outros. O repertório é etéreo, complexo, antigo a saber a novo. A voz de Mara evocativa de todos os deuses no Olimpo, fazendo lembrar uma Lisa Gerrard. A não perder, sobretudo por quem gosta dos Dead Can Dance, música sefardita, grega e turca. &lt;/font&gt;  

&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;O Programa está assim ordenado:

20 julho - Cesária Évora (Cabo Verde)
21 julho - Pipi Noir (Madeira)
22 julho - Encontros da Eira (Madeira)
23 julho - Aquarium (Portugal/Madeira)
24 julho - Xarabanda (Madeira)
25 julho - Banda d'Além (Madeira)
25 julho - MacUmba (Escócia/Brasil)
26 julho - L'Ham de Foc (Espanha) &lt;/Font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-105662197423374959?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105662197423374959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/105662197423374959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#105662197423374959' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-95987729</id><published>2003-06-24T18:45:00.000+01:00</published><updated>2003-06-24T18:52:13.000+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;&lt;b&gt;MANDRÁGORA&lt;/b&gt; O FUTURO PASSA POR AQUI&lt;/b&gt; &lt;/font&gt;

&lt;img WIDTH="400" HEIGHT="300" BORDER="0" src=http://mandragora.do.sapo.pt/imagens/mandragora.jpg&gt;


&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;São uma das jovens promessas da folk de linhagem europeia, feita em Portugal. Ainda não têm nenhum álbum gravado (caminham para isso, e a &lt;a href=http://www.sabotage.pt&gt;Sabotage&lt;/a&gt; faz bem em apostar neles), mas a maqueta de cinco temas que gravaram recentemente coloca-os entre os projectos nacionais mais inovadores. Só precisam de tocar mais ao vivo, porque ideias não lhes faltam. Sabem para onde querem caminhar. A prova disso é o tema “E Pia O Mocho”, um dos melhores gravados até hoje por uma banda folk portuguesa. Aqui, os &lt;a href=http://mandragora.do.sapo.pt/&gt;Mandrágora&lt;/a&gt;, à semelhança dos Hedningarna na fase do primeiro disco homónimo , vão edificando a revolução de forma discreta e acústica, numa orientação estética “drone” e xamânica (com berimbau e canto gutural), com ecos nórdicos. Se tivessem sanfona, guitarras eléctricas e uma voz de grande projecção, habituada ao exercício do “kulning” (&lt;a href=http://www.links.net/vita/trip/scand/sweden/muzik/&gt;a forma de chamamento dos animais de pasto, pelos pastores escandinavos&lt;/a&gt;), iria associar ao seu som toda a crueza, vigor e misticismo inscrito no EP de estreia dos suecos Garmarna. 
Apesar de o seu repertório centrar-se muito em Trás-os-Montes, e de um dos temas chamar-se “Galandum”, os Mandrágora, conseguem soar de forma distinta de, por exemplo, os mirandeses Galandum Galundaina, imprimindo uma tonalidade mais etérea e progressiva, (por via do saxofone-alto e darbouca) à tradição do planalto transmontano com cheiro a terra. A descobrir com urgência.

&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-95987729?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/95987729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/95987729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#95987729' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-95979558</id><published>2003-06-24T14:14:00.000+01:00</published><updated>2003-06-24T14:21:44.000+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;&lt;b&gt;CRISTINA BRANCO&lt;/b&gt; BRILHA NO EIXO FRANÇA-BENELUX&lt;/b&gt; &lt;/font&gt;

&lt;img WIDTH="400" HEIGHT="300" BORDER="0" src=http://www.cristinabranco.com/pub/images/uitmarkx.jpg&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Depois de recentemente ter actuado na mítica sala francesa Oliympia, a &lt;a href=http://www.lusa.pt&gt;Lusa &lt;/a&gt; informa que Cristina Branco acaba de receber mais um galardão - disco de ouro - na Holanda, referente a "Corpo Iluminado", cujas vendas são superiores a 35 mil unidades. &lt;/font&gt; 

&lt;i&gt;
&lt;b&gt;"Corpo Iluminado", de Cristina Branco, disco de ouro na Holanda (in Lusa)&lt;/b&gt;
O CD "Corpo Iluminado", de Cristina Branco, que inclui temas de Ary dos Santos e David Mourão-Ferreira, é disco de ouro na Holanda, disse à Lusa fonte da sua produtora.
A cantora encontra-se na Holanda, onde se apresentará em dois espectáculos, já esgotados, nos dias 26 e 30 de Junho, no prestigiado Teatro Concertgebouw, em Amesterdão, com capacidade para 2.000 lugares.
Em declarações à Lusa, Cristina Branco mostrou-se esperançada que o seu mais recente trabalho discográfico, "Sensus", editado em Março, repita a proeza de "Corpo Iluminado", "pois encontra-se em quarto lugar no top de vendas neerlandês".
"Corpo Iluminado", de David Mourão-Ferreira (musicado por Custódio Castelo) é o tema que titula o CD, em que se incluem "Meu amor, meu amor (Meu limão de amargura)" (José Carlos Ary dos Santos/Alain Oulman), "Meu amor é marinheiro" (Manuel Alegre/Alain Oulman), temas criados por Amália Rodrigues, e "Aconteceu" (Péricles Cavalcanti), criado pela brasileira Adriana Calcanhotto.
O galardão de ouro neerlandês corresponde à venda de 35.000 exemplares.
No Concertgebouw, Cristina Branco será acompanhada por Custódio Castelo (guitarra portuguesa), Alexandre Silva (viola), Fernando Maia (viola baixo), André Dequech (piano) e Ben Wolf (contrabaixo) e Miguel Carvalhinho (guitarra clássica).
Estes espectáculos antecedem uma paragem de três meses da cantora, para em Outubro iniciar uma digressão pela Europa.&lt;/i&gt;


&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-95979558?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/95979558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/95979558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#95979558' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-95978869</id><published>2003-06-24T13:47:00.000+01:00</published><updated>2003-06-24T13:50:23.000+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;INFINITAS &lt;b&gt;PAREDES&lt;/b&gt;&lt;/b&gt; &lt;/font&gt;

&lt;img src=http://www.cidadevirtual.pt/cdl/cpfoto.jpg&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;No Público de hoje &lt;a href=http://jornal.publico.pt/2003/06/24/Cultura/C01.html&gt;fala-se de Carlos Paredes&lt;/a&gt;, através de uma entrevista conduzida por Kathleen Gomes a Luísa Amaro e Carmo Stichini.
Carlos Paredes corre o risco de ser o músico português mais homenageado em vida. A grande responsável de Paredes continuar a ser sempre notícia ao longo destes últimos 10 anos, em que o guitarrista coimbrão se encontra impossibilitado de tocar devido a doença degenerativa, tem sido a sua mulher Luísa Amaro. O seu trabalho poderia figurar como um “case study” de sucesso no livro “Mercator”. O nome de &lt;b&gt;Carlos Paredes&lt;/b&gt; estará sempre “posicionado” na nossa mente como uma referência “top of the mind”, quando se fala em vultos da música portuguesa e em portugalidade. Pena é que o seu valor, contrariamente ao que acontece com as novas intérpretes de fado, não seja reconhecido lá fora, como é cá dentro. 
Tudo isto para dizer que hoje à noite, no Lux, será lançado o tributo &lt;b&gt;“Movimentos Perpétuos – Música Para Carlos Paredes”&lt;/b&gt;, onde confluem artistas de várias gerações e estilos musicais: &lt;b&gt;Sam The Kid, Mísia, Gaiteiros de Lisboa, Bullet, Belle Chase Hotel&lt;/b&gt;, entre outros. Mas, este duplo disco é apenas a primeira etapa da comemoração dos 78 anos de vida do músico, que prossegue até final do ano com a edição de curtas-metragens, de um &lt;b&gt;livro&lt;/b&gt; onde são compilados textos de 30 jornalistas sobre o intérprete, de um &lt;b&gt;álbum de Banda Desenhada&lt;/b&gt;, de uma &lt;b&gt;exposição com criações de 78 artistas&lt;/b&gt;, de um &lt;b&gt;ciclo na Cinemateca&lt;/b&gt; com filmografia musicada por Paredes e documentários sobre a vida e obra do guitarrista. As “festivivdades” terminam com a edição de um &lt;b&gt;DVD “making of”&lt;/b&gt; deste projecto. &lt;/font&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-95978869?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/95978869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/95978869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#95978869' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-95870219</id><published>2003-06-20T19:00:00.000+01:00</published><updated>2003-06-20T23:50:21.000+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt; PETRA + GEORGIOS: &lt;b&gt;O FENÓMENO&lt;/b&gt; &lt;/font&gt;

&lt;img WIDTH="400" HEIGHT="300" BORDER="0" src=http://photofilelj.no.sapo.pt/imagens/catacumbas_last_03.jpg&gt;
foto gentilmente cedida por &lt;a href=http://www.livejournal.com/users/retorta&gt;Retorta&lt;/a&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Por mais que a Petra cantasse a tristeza, havia no rosto da maior parte daqueles que encheram e tornaram sufocante o ar das Catacumbas, uma expressão de deleite por estar a respirar um oxigénio adulterado pela simplicidade e autenticidade de &lt;b&gt;Petra&lt;/b&gt; e Georgios, supreendentemente bem acompanhados pelo &lt;b&gt;Filipe &lt;/b&gt;(ora no baixo, ora no piano a quatro mãos com &lt;b&gt;Mr. Hellas&lt;/b&gt;). Mas, não vou falar mais sobre o que se passou na espectáculo de ontem. Para isso podem lêr a crónica do António Rebelo na &lt;a href=http://www.janela-indiscreta.blogspot.com/2003_06_15_janela-indiscreta_archive.html#95858372&gt;Janela&lt;/a&gt;. Interessa agora reflectir no fenómeno &lt;b&gt;Petra e Georgios &lt;/b&gt;que ascenderam ao estatuto de estrelas da “blogosfera”, “forumesfera” e “livejournalesfera”. 
No caminho para as &lt;b&gt;Catacumbas&lt;/b&gt;, por voltas das onze da noite, era visível que apesar do calor, o negócio na maior parte dos bares estava fraco. Eram mais as mesas que os clientes. Contudo, nas Catacumbas, era preciso chegar às dez para se arranjar lugar sentado para assistir-se à noite memorável que este blógue, o da &lt;a href=http://www.janela-indiscreta.blogspot.com&gt;Janela Indiscreta &lt;/a&gt; e a rede de amigos no &lt;a href=http://www.livejournal.com/users/donnalee/&gt;Live Journal da Petra &lt;/a&gt; fez questão de informar. Mas este boca-a-boca só deu os resultados que se viram ontem à noite – as Catacumbas completamente apinhadas – devido, em parte, à troca de “posts” e “threads” no &lt;b&gt;Forum Sons&lt;/b&gt; (&lt;a href=http://www.forumsons.com/viewtopic.php?t=1849&gt;ver, por exemplo, este&lt;/a&gt;), de há uns meses para cá. Algo que não é inédito. Já a &lt;b&gt;Associação Cultural A Mula&lt;/b&gt; tinha conseguido, com o concerto de &lt;b&gt;Howe Gelb no Musicais&lt;/b&gt;, a maior concentração de foruenses por metro quadrado de que há memória.
Tenho sentido nesta história dos blógues e do fórum que, contrariamente ao que o relacionamento humano no local de trabalho deixa transparecer, existe um espírito notável de partilha, de vontade de oferecer e de dar a conhecer, neste universo. Sinto-me como na terra da minha avó (na Beira Alta). Quando lá chegava, depois de uma temporada em Lisboa, havia um rodopio de vizinhos que a iam cumprimentar e que lá lhe levavam um quilo de abrunhos, um balde de batatas ou uma garrafa de azeite. No fórum e na blogosfera cultural, somos surpreendidos com “back ups” de CDs a chegarem-nos via correio, por membros cujo “nickname” não conseguimos decorar. Enviam-nos cassettes de vídeo com os concertos que gostávamos de ter visto e não pudémos ver, não importa o motivo. Há um espírito de companheirismo, visível apenas no mundo virtual, ou talvez numa comuna nórdica, como aquela retratada em “Together”. Foi esta massa humana que gravou em minidisc, em vídeo e fotografou a noite de ontem, pelo sentido do prazer e dever. Não só para ficar com um momento histórico, que não significa nada para quem está fora deste universo, mas também para partilhar com outros, via &lt;b&gt;Soul Seek&lt;/b&gt;.  
Independentemente da qualidade do som, do calor da sala, das fífias, do barulho ensurdecedor das outras salas das &lt;b&gt;Catacumbas&lt;/b&gt;, (quase) todos aqueles que se deleitaram com o anunciado concerto final de &lt;b&gt;Petra &amp; Georgios&lt;/b&gt;, sentiram-se nas nuvens, nos braços de Orfeu, com a leve sensação de que o projecto que se entranhou na nossa pele não ia morrer por ali. Ficou a sensação que, depois de toda esta carinhosa manifestação “foruense”, “live-jounalense”, “bloguense”, o Georgios antes de chegar ao aeroporto de Atenas, já estará a pensar marcar a viagem de regresso para Lisboa. 
Dizia eu que a Petra e o Georgios entranharam-se na nossa pele. É verdade. Nós, foruenses, blogueses e os live-journalenses, somos uma espécie de irmãos mais velhos desta dupla. Não admitimos que alguém lhes faça um comentário depreciativo barato, como já aconteceu no fórum, e logo, logo, arregaçamos as mangas para o que der e vier. &lt;/font&gt;


&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-95870219?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/95870219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/95870219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#95870219' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-95797202</id><published>2003-06-18T18:15:00.000+01:00</published><updated>2003-06-18T18:20:07.000+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt; CUMPLICIDADES: &lt;b&gt;PETRA + GEORGIOS&lt;/b&gt; &lt;/font&gt;
&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;&lt;b&gt;QUINTA-FEIRA 19JUN03, 23H, CATACUMBAS (ao Bairro Alto)&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;

&lt;img src=http://sapp.telepac.pt/amar/blog/petra_3.jpg&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Não é costume falar-se de jazz neste blógue, mas há excepções que vêm por bem. Petra e o pianista grego Georgios merecem. O casal que agora se desfaz – Mr. Hellas regressa a casa – vai deixar imensas saudades à enorme legião de admiradores foruenses do Fórum Sons &lt;a href=http://www.forumsons.com&gt; (www.forumsons.com)&lt;/a&gt; que se deslocavam ora às Catacumbas no Bairro Alto, ora ao Bar da Barraca, ora ao Bar Estória em Setúbal. Deixa imensas saudades porque a Petra, dado a pouca rodagem que têm nestas andanças (e sabendo de antemão que esta é uma actividade de lazer destinada a combater a rotina do "9 to 5" diário), revelou-se uma voz adulta e segura. Porque a cantora conseguiu encarnar a sensualidade e o espírito errante de uma diva do jazz, consumida pelos excessos. Aquele copo de vinho tinto fica-lhe a matar. Porque, apesar de revisitar os standards da música dos afro-americanos, a Nina, a Billie, a Ella, opta por um repertório mais desconhecido e ousado, entrando no âmago das canções, ora sofrendo, ora regozijando com elas, evitando ser uma mera intérprete de covers, que tanto canta Nina como Norah, num casino ou num hotel qualquer. Porque Georgios, com o seu piano vetusto e quase desafinado, acompanhando Petra, ou tomando as rédeas do palco (inexistente, pelo menos nas Catacumbas) alegra-nos novamente com a descontracção natural de quem está ali para se divertir, não para mostrar virtuosismo ou seriedade. Porque ambos desenvolveram uma cumplicidade notável, ao melhor estilo de Dupond e Dupond, sem contudo serem marretas e mal dizentes, nunca antes visto em casais perfeitos (que não existem). Gosto da Petra e do Georgios, repito (em Malheiro mode), pela sua autenticidade. E por isso as fífias que eventualmente dêem nos seus espectáculos são pormenores sem a mínima importância. Vê lá se voltas depressa, Mr. Hellas.&lt;/font&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-95797202?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/95797202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/95797202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#95797202' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-95781144</id><published>2003-06-18T06:47:00.000+01:00</published><updated>2003-07-07T10:40:10.420+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt; &lt;b&gt;LOYKO&lt;/b&gt; E &lt;b&gt;BESH O DROM&lt;/b&gt; EM ÁGUEDA &lt;/font&gt;


&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Depois de já ter sido anunciado a presença da &lt;b&gt;Fanfare Ciocarlia &lt;/b&gt;no &lt;a href=http://www.dorfeu.com&gt;Festival das Músicas do Mundo Cigano&lt;/a&gt;, a Associação Cultural d’Orfeu apresenta mais dois nomes a juntarem-se aos romenos: &lt;b&gt;Loyko (Rússia) &lt;/b&gt;e &lt;b&gt;Besh O Drom (Hungria). &lt;/b&gt;&lt;/font&gt;


&lt;img WIDTH="400" HEIGHT="300" BORDER="0" src=http://www.loyko.ru/photo/loyko/images/loyko_44.jpg&gt;

&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt; &lt;b&gt;LOYKO&lt;/b&gt; (17 DE JULHO)&lt;/font&gt;

&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Maxim Gorky criou num dos seus contos o violinista cigano Loyko Zabar, capaz de fazer rir e chorar ao mesmo tempo os seus ouvintes. Os Loyko mantêm viva a magia do nome e a tradição lautari (músicos de folk profissionais) do Sul da Rússia. À semelhança de outros nomes do mundo cigano do caldeirão balcânico (Taraf de Haïdouks, Kálmán Balogh), a forma de tocar é indomável e livre. Os dois violinistas, Sergey Erdenko e Georgy Osmolovsky, são dois verdadeiros pirómanos  de palco, peritos em incendiários duelos de cordas. &lt;/font&gt;

&lt;img WIDTH="400" HEIGHT="300" BORDER="0"src= http://www.rockpaperscissors.biz/rps-media/Libas.jpg&gt;

&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt; &lt;b&gt;BESH O DROM &lt;/b&gt; (22 DE JULHO) &lt;/font&gt;


&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;Não são ciganos, mas tocam como se fossem. Divertem-se a causar urticária nos mais puristas da folk húngara, interpretando repertório deste povo andarilho, da Albânia à Turquia, com uma atitude rebelde, de quem está mais ambientando com a ressurreição do espírito “do it yourself” do punk e da cultura deejaying de manipulação sonora. Falta-lhes um nível técnico superlativo, de quem – como os ciganos – chega a tocar 18 ou mais horas por dia, compensado pela verve criativa de quem está constantemente a testar os limites entre a tradição e a modernidade, quer através de improvisação jazzística, quer através de ritmos drum’n’brass e hip hop. Em breve, poderá ler neste blógue a crítica ao segundo álbum, “Can’t Make Me” dos Besh O Drom. &lt;/font&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-95781144?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/95781144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/95781144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#95781144' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-95777507</id><published>2003-06-18T04:33:00.000+01:00</published><updated>2003-06-18T05:21:20.000+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img WIDTH="400" HEIGHT="400" BORDER="0" src=http://www.sasamusic.com/photos/manecas01.jpg&gt;

&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;QUEM CONHECE &lt;b&gt;MANECAS COSTA&lt;/b&gt;???&lt;/font&gt;
&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;&lt;b&gt;"Paraiso di Gumbe"&lt;/b&gt;, o mais novo álbum deste guineense é das mais agradáveis surpresas que me foram dadas a ouvir. Há muito tempo - desde a altura em que andava siderado com as coras do Mali de Toumani Diabaté e Ballaké Sissoko - que não ouvia um tema africano tão bonito, como &lt;b&gt;"Nha Name". &lt;/b&gt;Manecas que gravou este disco na Guiné Bissau, mantém o seu registo de virtuoso guitarrista, convida um harpista venezuelano sublime e com registo repleto de alegria só visto na mexicana Negra Graciana. Quem tem Carlos Orozco não precisa de cora. Manecas traz ainda ritmos locais gumbe em bruto e reduz à insignificância os teclados que na maior parte dos casos roubam a autenticidade à música do continente negro. Com um músico destes, que faz um álbum que irá certamente figurar na lista dos 20 melhores de 2003 (pelo menos na minha, e estou certo que na da Folk Roots e da BBC), qual é o festival nacional que precisa de ir buscar talentos (muitas vezes de qualidade duvidosa) aos confins, sobrrecarregando o seu orçamento com dispendiosas viagens? E será que os arautos da nossa imprensa especializada vão notar que Manecas existe? Humm... para isso é preciso que ele ganhe um qualquer prémio da BBC. Acordem!&lt;/font&gt;










&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-95777507?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/95777507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/95777507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#95777507' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-95758167</id><published>2003-06-17T17:34:00.000+01:00</published><updated>2003-06-17T17:50:13.000+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;SUPERIOR INTERESSE CULTURAL&lt;/b&gt;. As &lt;b&gt;Crónicas da Terra&lt;/b&gt; não podem deixar de congratular a &lt;b&gt;&lt;a href=http://www.dorfeu.com/&gt;Associação Cultural d’Orfeu&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; pela subida ao escalão máximo do reconhecimento oficial. Após 8 anos de actividade, foi considerada pelo Ministro da Cultura, Dr. Pedro Roseta, uma entidade de “&lt;b&gt;Superior Interesse Cultural”&lt;/b&gt;, passando a "jogar" num "campeonato" de apenas 13 organismos, lado-a-lado com, por exemplo, a Fundação Mário Soares. Bons prenúncios para que sejam organizados mais Cimeiras do Fole e Festivais das Músicas do Mundo Cigano. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-95758167?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/95758167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/95758167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#95758167' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-95729795</id><published>2003-06-16T22:05:00.000+01:00</published><updated>2003-06-16T22:05:47.330+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;i&gt;WORLD DRUMS &lt;/i&gt;EM COIMBRA. &lt;/b&gt;A cidade dos estudantes por excelência, recebe a partir de hoje um &lt;b&gt;Festival de Percussão&lt;/b&gt;. Promovido pela Coimbra 2003 - Capital Nacional da Cultura - o evento realiza-se em vários pontos da cidade e pretende confrontar vários géneros musicais - do rock, ao jazz, passando pela música erudita e popular - tendo como ponto de referência comum a percussão. Destaques para as presenças de &lt;b&gt;Gaiteiros de Lisboa,Tim Tim por Tim Tum, Djamboonda, Adufeiras de Monsanto, Tucanas e O Ó Que Som Tem&lt;/b&gt;.

Aqui fica o programa:

&lt;b&gt;Gaiteiros de Lisboa&lt;/b&gt; 
16 de Junho 
Jardim da Sereia 

&lt;b&gt;Pedro Carneiro&lt;/b&gt; 
17 de Junho 
Museu dos Transportes 

&lt;b&gt;Djamboonda&lt;/b&gt; 
Dia 18 de Junho 
Jardim da Sereia 

&lt;b&gt;Adufeiras de Monsanto + Netas de Bibinha Cabral + Tucanas&lt;/b&gt;
19 de Junho 
Jardim da Sereia 
 
&lt;b&gt;Tocadores de Txalaparta&lt;/b&gt; 
20 de Junho 
Museu dos Transportes 

&lt;b&gt;Tim Tim Por Tim Tum&lt;/b&gt;
25 e 26 de Junho 
Museu dos Transportes 
 
&lt;b&gt;Drumming&lt;/b&gt;
27 de Junho 
Museu dos Transportes 
 
&lt;b&gt;Wok + Ó Que Som Tem?&lt;/b&gt;
28 de Junho 
Jardim da Sereia 

&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-95729795?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/95729795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/95729795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#95729795' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-95625057</id><published>2003-06-13T12:29:00.000+01:00</published><updated>2003-06-13T17:22:22.000+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src=http://www.crammed.be/zir/graphics/zir15p.jpg&gt;


&lt;b&gt;SEGUNDA GLASTNOST.&lt;/b&gt; Apesar de hoje em dia ser muito mais fácil editar um disco que há dez anos atrás e de se editarem muitos – mas muito mais – títulos musicais, as músicas do mundo estão agora a voltar à era das trevas. A imprensa especializada ignora. Os distribuidores retraem-se. As lojas reduzem os espaços de exposição. Alguém já ouviu falar, ou viu alguma coisa escrita, nos jornais portugueses sobre Souad Massi, Kristi Stassinopoulou, John Spiers &amp; Jon Boden, Sevara Nazarkhan, Bobi Cespedes, Faltriqueira, Warsaw Village Band, Flook, Malinky, Fernhill, Robin Laing, Elika Frisell &amp; Solo Chissoko? Poderia ficar aqui todo o dia a debitar nomes... Como apreciador de música de raiz, estou neste momento a viver uma segunda espécie de “glastnost” musical. A primeira ocorreu nos anos 80, altura em que os programas da Rádio Comercial, “Discoteca” e “Som da Frente”, Adelino Gonçalves e António Sérgio abriam uma janela indiscreta para um novo universo da música negra e independente que despontava, revelando-nos que havia muito mais por descobrir do que os artistas e as canções que rodavam no “Todos no Top” e no “Vivamúsica”.   

A segunda “glastnost”, está a acontecer agora, com o advento da internet e a possibilidade de ouvir rádio em streaming. Se em termos de imprensa escrita, publicações como a Folk Roots e a Songlines são autênticas bíblias, na rádio, a BBC3 é a Meca. Andy Kershaw, Lucy Duran e Fiona Talkington são os três pastorinhos beatificados. (&lt;a href=http://www.bbc.co.uk/radio3&gt;carregue aqui para ter acesso a estes programas&lt;/a&gt;)

Esta semana, Lucy Duran levou para estúdio a brasileira Cibelle que, depois de ter participado em "São Paulo Confessions" de Suba, acabou e lançar um novo disco pela editora belga &lt;a href=http://www.crammed.be&gt;Ziriguiboom&lt;/a&gt;, subsidiária da Crammed. No World Roots desta semana, Cibelle seduz-nos pela forma como fala bem inglês e pelo seu humor espontâneo ao abordar a forma como nasciam algumas composições. Por exemplo, a partir de sons de máquinas registadoras e de frigoríficos que ela tinha gravado no seu mini-disc. Em estúdio, cibelle canta temas de Tom Jobim, acompanhada apenas de um violão, longe do registo mais electrónico que lhe conhecemos na obra de Suba e deste disco de estreia. 

&lt;img src=http://images-eu.amazon.com/images/P/B00009J5VF.08.LZZZZZZZ&gt;

No mesmo programa, Duran entrevista também a anglo-indiana Susheela Raman, que acaba de editar o sucessor do excelente “Salt Rain”. Um álbum gravado em Espanha, mas que, apesar de todas as referências de música clássica indiana intrínsecas a Raman, explora o universo musical etíope (respeito a Mahmoud Ahmed) e nigeriano, contando com a participação do outrora percussionista de Fela Kuti, Tony Allen. 


&lt;IMG SRC=http://www.johnreynolds.info/images/largecovers/alislimani300.jpg&gt;

Já Andy Kershaw convidou o argelino Ali Slimani, músico que trocou a sua residência em Paris por uma nova em Londres, devido a um “negócio de saias”. O mestre do raï mais electrizante e "adubalhado", tem tocado com Jah Wobble, editou o álbum “Mraya” pela Real World e esteve recentemente no festival Womad de Cáceres. 
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-95625057?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/95625057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/95625057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#95625057' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-95329579</id><published>2003-06-05T16:07:00.000+01:00</published><updated>2003-06-05T16:07:48.903+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;TARAF DE HAÏDOUKS EM DOCUMENTÁRIO.&lt;/b&gt; A Culturgest tem estado a apresentar a Mostra de Cinema Documental DocLisboa (&lt;a href=http://www.cgd.pt/culturgest/doclisboa.htm&gt;ver programa detalhado aqui&lt;/a&gt;), que terminará no próximo Domingo, dia 8 de Junho. Um dia antes (&lt;b&gt;Sábado, 7&lt;/b&gt;), pelas &lt;b&gt;21h30 &lt;/b&gt;será exibido o filme “&lt;b&gt;Taraf, três contos e uma balada&lt;/b&gt;” de Luciana Fina e Olga Ramos que tem como principais protagonistas os ciganos de platina, &lt;b&gt;Taraf de Haïdouks&lt;/b&gt;. As &lt;b&gt;Crónicas da Terra &lt;/b&gt;estiveram em Faro, durante a altura de parte da rodagem do filme e recupera um texto já publicado em 99.

&lt;b&gt;Taraf de Haïdouks – melhor é impossível&lt;/b&gt;

Não podia ter acabado da melhor forma o ciclo "Trilhos Ciganos" com os lautaris romenos Taraf de Haïdouks, para quem os instrumentos parecem ser uma extensão do corpo humano. 
Esta casta de infatigáveis animadores de todo tipo de celebrações como casamentos, baptizados e funerais, desde cedo habituaram-se a tocar durante dias e dias, initerruptamente, até os acordeonistas sentirem as correias do seus instrumentos cravarem o corpo, o contrabaixista ganhar bolhas na ponta dos dedos, ou os cantores ficarem afónicos. Tudo numa grande dose de informalidade onde o contacto directo com a audiência, impulsiona-os a esgotar toda a sua fonte de energias. 
Por aquilo que se viu em Faro, cada espectáculo dos Taraf de Haïdouks é uma autêntica festa. Começou na altura em que eles acordaram, prolongou-se por toda a tarde pelas ruas desta cidade algarvia, continuou não só no palco, como ainda nos corredores do Teatro Lethes e acabou a altas horas da noite no To-Aki bar. Daí que falar sobre um concerto Taraf de Haïdouks, seja extremamente redutor, se nos reportarmos apenas e só ao espectáculo que obedece a um prévio alinhamento e onde as pessoas se sentam na cadeiras de um qualquer auditório para os escutar. Os Taraf de Haïdouks sentem prazer em exorcisar os demónios escondidos daqueles que os rodeiam e ajudam a fazer a festa, sendo a entrega destes o grande combustível para as doses inflamadas de contínua irreverência e virtuosismo. Eles que se alimentam destas energias que criam em comunhão com o público, como quem precisa de oxigénio para viver. Até mesmo em cima do palco, alguns dos músicos, não resistem a trocar piropos às meninas que se encontram nas cadeiras da frente, exibindo todo o seu tecnicismo com um certa imponência, própria de um locutor de rádio de outrora, estilo Metropolitana, que costumava abrir as suas emissões com um saudoso: "Meninas! Cheguei!". 
Além de toda esta interacção humana que facilmente encontramos em outros ensembles ciganos, como por exemplo na saudosa Kokani Orkestar (que pudémos ver, ouvir e sentir no Cantigas do Maio), os Taraf deram um autêntica lição de técnica, aliada a uma forma algo selvagem e improvisada de tocar. Ao todo 14 músicos de diferentes gerações e escolas, que iam alternando o seu estilo preferido de interpretar a tradição romena das horas e sirbas, e as velhas canções ciganas dos tempos medievais. Era aqui que Manole e Neacsu, dois dos mais carismáticos músicos exibiam a sua forma de cantar, em que as palavras quase faladas, transmitiam expressivamente a miséria e forma de vida de um povo, sucessivamente escravizado pelos grandes senhores de terras. Algo que nos fazia lembrar uma certa melancolia do nosso fado. 
Contudo, a geração mais nova, brindava-nos autênticos momentos de cortar a respiração, mostrando uma técnica própria de quem começa a pegar nos seus instrumentos em criança. Os Taraf de Haïdouks revelavam-nos o quanto a tradição destas paragens possui um carácter volátil, aberta a novas leituras. O contrabaixista e o homem do cimbalom marcavam o ritmo em alta velocidade, e os violinistas, acordeonistas, e flautista que chegou mesmo a soprar pelo nariz, sucediam-se continuamente em solos explosivos, que provocavam o delírio na assitência e os impulsionava a fazer mais e melhor. Algo que se assemelhava a uma espécie de trash-folk-freejazz perfumado com frangrâncias da Transilvânia. No final, Os Taraf brindaram-nos apoteoticamente com um medley que incluiu uma versão algo endiabrada e improvisada de "Ciocarlia", tema omnipresente no filme "Undergound". 
Depois de tudo isto, fica a memória de ter assistido a uma das mais contagientes bandas que passaram pelo nosso país: os Taraf de Haidouks, que além de terem aliado virtuosismo e grande dose de fôlego, mostraram com toda a simplicidade (e uma certa vaidade ingénua, é certo) uma elevada dose de entrega e devoção, pela arte de animar as hostes. Melhor, era mesmo impossível. 













&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-95329579?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/95329579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/95329579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#95329579' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-95326258</id><published>2003-06-05T14:44:00.000+01:00</published><updated>2003-06-05T14:44:07.633+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;“CANTIGAS DO MAIO” EM VERSÃO ECONÓMICA.&lt;/b&gt; A galega &lt;b&gt;Úxia &lt;/b&gt;e os palestinanos &lt;b&gt;Samir e Wissan Jourban &lt;/b&gt;são os nomes que fazem parte de um espectáculo único a ter lugar na &lt;b&gt;Aula Magna&lt;/b&gt;, no próximo dia &lt;b&gt;5 de Junho&lt;/b&gt;. Uma noite promovida pela &lt;a href=www.aja.pt&gt; Associação José Afonso &lt;/a&gt;que, além de manter vivo o espírito do festival “Cantigas do Maio” do Seixal (que este ano não se realizou, excepcionalmente. Esperamos!) e todo o simbolismo de luta pelos direitos sociais que sempre caracterizou o evento e a vida e obra do homem que lhe dá o nome, tem ainda a particularidade de focar atenções na problemática ecológica galega e no estado de tensão que se vive no Médio Oriente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-95326258?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/95326258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/95326258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#95326258' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-95325569</id><published>2003-06-05T14:24:00.000+01:00</published><updated>2003-06-05T14:24:53.400+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;UMA NOTÍCIA VERDADEIRAMENTE INTERESSANTE.&lt;/b&gt;

&lt;b&gt;Casa da Música recebe colecção "fenomenal" de música etnográfica e medieval &lt;/b&gt; &lt;I&gt;in Lusa&lt;/i&gt;
Um coleccionador do Porto vai oferecer à Casa da Música um acervo de 8.000 a 9.000 discos de música etnográfica e medieval, único na Europa, revelou quarta-feira à Agência Lusa fonte daquele organismo.
"É uma colecção fenomenal", afirmou o director técnico e de produção da Casa da Música, Francisco Pires, acrescentando que o nome do coleccionador será divulgado numa cerimónia a ser preparada para assinalar a doação.
Francisco Pires referiu que todos os discos da colecção vão ser copiados para CD, que serão depois disponibilizados na Mediateca da Casa da Música e os originais guardados num cofre, de forma a não se deteriorarem.
No futuro, depois de asseguradas questões como os direitos de autor, a Casa da Música pretende colocar na Internet a colecção, que ficará acessível de qualquer parte do Mundo.
A Mediateca é um dos espaços que compõem a Casa da Música, "obra emblemática" do Porto 2001 - Capital Europeia da Cultura que está em construção na "Rotunda da Boavista" até meados de 2004.

&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-95325569?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/95325569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/95325569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#95325569' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-95325493</id><published>2003-06-05T14:22:00.000+01:00</published><updated>2003-06-05T14:22:46.366+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>
&lt;b&gt;FESTA EUROPEIA DA MÚSICA EM SANTA MARIA DA FEIRA.&lt;/b&gt; Não cheguei a perceber em que moldes é feita a homenagem a Amália, mas é de saudar as presenças de &lt;b&gt;Estrume&lt;/b&gt; de Cabo Verde e dos Galegos &lt;b&gt;Luar Na Lubre&lt;/b&gt;.



&lt;b&gt;Festa Europeia da Música Presta Homenagem a Amália (&lt;i&gt;In Jornal Público&lt;/i&gt;) &lt;/b&gt;
&lt;i&gt;Por SARA DIAS OLIVEIRA 
Quinta-feira, 05 de Junho de 2003 
Roma, Paris, Praga, Budapeste, Istambul, Berlim, Atenas, Barcelona e Santa Maria da Feira. Estas são algumas das cidades europeias que fazem parte da Associação da Festa Europeia da Música, que, entre outros objectivos ligados à promoção dos sons, propõe a celebração da música em todas as suas vertentes e géneros a 21 de Junho, dia do Solstício de Verão. Nesse sentido, Santa Maria da Feira, a única cidade portuguesa que integra a referida associação, entra na roda da Festa Europeia da Música com um cartaz de peso, integrando, como manda a tradição, vários estilos musicais. Todos os concertos são gratuitos e têm lugar na zona histórica da cidade feirense e na área envolvente das piscinas municipais. Pela quarta vez, a iniciativa é organizada pela Câmara de Santa Maria da Feira e pelo Festival Sete Sóis Sete Luas. 
No dia 20 de Junho, o evento abre às 21h30 com um concerto coral que conta com a participação de vários grupos de Santa Maria da Feira. Meia hora mais tarde, a italiana Antonella Ruggiero sobe ao palco, acompanhada por um quarteto de arcos de grande expressividade, para prestar uma singela homenagem à diva do fado, Amália Rodrigues. Por volta das 23h00, chega a vez de Alessandro Safina, o cantor lírico italiano que, desde algum tempo, se dedica a explorar a ópera pop. 
No dia seguinte, 21 de Junho, a festa da música arranca com a actuação da Orquestra de Saxofones da Escola de Música de Fornos, às 16h30, na Igreja da Misericórdia. Às 17h45, os caboverdianos "Estrume", o grupo vencedor do Prémio Revelação do Festival Sete Sóis Sete Luas do ano passado, propõe uma viagem aos ritmos tradicionais da Ilha de Santo Antão. Seguem-se as actuações dos "The Face", uma banda feirense, do napolitano Alan Wurzburguer, um dos rostos mais representativos da nova geração da música de Nápoles, e dos "Hiranyagardha", um grupo de Santa Maria da Feira. Por volta das 20h30, o grupo de animação de rua "Santo Graal", agita o centro de Santa Maria da Feira. Uma hora mais tarde, é exibido o filme da banda feirense "Ez Special", filmado pela realizadora belga Marie-Heléne Guiste, Uma fita que será mostrada no próximo ano em todas as cidades que fazem parte da Festa Europeia da Música. 
E às 21h45, o grupo galego "Luar na Lubre" revela o trabalho desenvolvido na busca das raízes musicais e culturais da zona da Galiza. Posteriormente, Rui Veloso, Jorge Palma, Tim e João Gil ocupam o palco com o seu mais recente projecto "Cabeças no Ar". A celebração da música termina com o "Samuelle Garofoli Quintet", um grupo italiano que passeia pela música jazz.&lt;/i&gt;

&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-95325493?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/95325493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/95325493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#95325493' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-95105210</id><published>2003-05-31T03:15:00.000+01:00</published><updated>2003-05-31T03:48:59.000+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=4&gt;/// RÁDIO ///&lt;/font&gt;

&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;VOLTA AO MUNDO EM 120 MINUTOS&lt;/font&gt;
&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;“CRÓNICAS DA TERRA” NA RÁDIO CLUBE DE ALCOUTIM (99.4 mhz)&lt;/font&gt;
&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=1&gt;DOMINGOS 22-24h; SEGUNDA A SEXTA-FEIRA, 23-24h&lt;/font&gt;&lt;/center&gt;&lt;br&gt;


As “Crónicas da Terra” são a sequela do programa “Terra Pura”, apresentado por Luís Rei na extinta XFM, entre 95 e 97, onde eram divulgadas as músicas dos sete mares  – celta, nórdica, mediterrânica, africana, sul americana, cubana, cigana, etc – em múltiplas vertentes. De linguagens tradicionais mais herméticas, a diálogos híbridos com o rock, a dança, o jazz e improvisada.   

 
Na emissão inaugural de domingo, dia 31 de Maio, as “Crónicas da Terra” destacam as seguintes obras:


&lt;b&gt;Bill Frisell – The Intercontinentals&lt;/b&gt;

Reputado músico da downtown nova-iorquina, que prossegue a sua missão, à semelhança de Ry Cooder e Michael Brook, em criar novos espaços entre a música de raíz americana e outras tradições transatlânticas, num disco que vagueia entre o deserto de “Paris Texas”, a África da etnia Mandinga, o Sertão e os bares helénicos roufenhos, à beira do Mediterrâneo. 

&lt;b&gt;Joyce &amp; Banda Maluca – Just a Little Bit Crazy&lt;/b&gt;

Bossa Nova / samba que não deve nada a ninguém, por uma carioca cheia de graça e talento. Isso sempre foi visível em álbuns onde a cantora se limitava apenas a tocar o seu violão (“Hard Bossa”). Com a Banda Maluca de BusseWesseltoft a música de Joyce ganha contornos soul jazz, muito marcado pela sonoridade dos teclados Fender Rhodes e de outras pequenas particularidades de produção (manipulação de sons e ruídos, uso flautas sem buracos, usadas sobretudo por grupos folk escandinavo) por parte deste norueguês, que tornam “Just Little Bit Crazy” um pequeno tesouro.

&lt;b&gt;Barahúnda – Al Sol De La Hierba&lt;/b&gt;

Presentes na edição de este ano do Intercéltico de Vizela, os Barahúnda centram parte do seu repertório em canções árabe-andaluzes e galaico-portuguesas, a que se juntam ainda composições Sefarditas dos antigos judeus da península ibérica. Nada atlântico, excessivamente Mediterrânico e medieval, os Barahúnda, conseguem equilibrar o lado antigo do seu repertório, com a postura pop e épica de Helena Alfonso.

&lt;b&gt;At-Tambur – At-Tambur&lt;/b&gt;

Já tardava a aparição do primeiro disco dos At-Tambur. Mas valeu a pena. Há muito que este não é um projecto que apenas anima bailes. Neste disco de estreia, sente-se a inconformidade em evitar os lugares comuns de muitos projectos da área tradicional, apesar de beber um pouco no universo “drone” dos brilhantes Blowzabella. Há pesquisa, trabalho de casa feito e, sobretudo, o saber apostar na altura devida. Um disco amadurecido que os coloca na vanguarda das mais inventivos projectos lusos, a par de Gaiteiros de Lisboa, Amélia Muge, Realejo, Brigada Vítor Jara (na fase em que tocam com o sexteto de Tomás Pimentel).

&lt;b&gt;Outros nomes em destaque:&lt;/b&gt; Cristina Branco, Celso Fonseca, Ipanemas, Afrocelts Sound System, Filipa Pais, Kronos Quartet, Mahotella Queens, Galandum Galundaina, Las Fraitas, Farafina, Bijan Chemirani. 
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-95105210?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/95105210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/95105210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#95105210' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-95097493</id><published>2003-05-30T22:38:00.000+01:00</published><updated>2003-05-30T22:56:23.000+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=4&gt;/// TELEGRAMA ///&lt;/font&gt;

&lt;b&gt;5º FESTIVAL DE MÚSICAS DO MUNDO DE SINES &lt;/b&gt;. É já uma referência incontornável do parco circuito deste tipo de eventos em solo nacional. &lt;b&gt;Kronos Quartet, Skatalites, Mahotella Queens&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Kad Achouri&lt;/b&gt; constituem o prato principal de mais um programa de luxo. Aqui fica, para já, o texto de apresentação da edição de este ano, disponibilizado no &lt;a href=http://www.fmm.com.pt/&gt; sítio do festival &lt;/a&gt;.  

&lt;IMG WIDTH="400" HEIGHT="300" BORDER="0" SRC="http://www.skatalites.com/images/merchandise/pubshot_color.jpg"&gt;


A QUINTA edição do Festival Músicas do Mundo (FMM), realizado no Castelo de Sines desde 1999, recebe, dia 26 de Julho (sábado), o &lt;i&gt;Kronos Quartet&lt;/i&gt;, o mais célebre quarteto de cordas do mundo, este ano a comemorar o trigésimo ano de vida. 

Revolucionário pelo modo como tem conseguido aproximar os repertórios e os públicos da música erudita e da música popular, o Kronos Quartet abre a noite final do FMM2003, que conta ainda com a actuação do francês &lt;b&gt;Kad Achouri &lt;/b&gt;e dos &lt;b&gt;Skatalites&lt;/b&gt;, o combo jamaicano fundador do estilo de música ska, com o qual se fará a festa de encerramento com fogo-de-artifício.

O festival começa dia 24 (quinta-feira), com uma noite lusófona. O concerto inaugural é este ano preenchido com os jogos harmónicos do grupo &lt;b&gt;Danças Ocultas&lt;/b&gt;, que tem vindo a dar nova vida à concertina, um instrumento praticamente esquecido pela moderna criação musical portuguesa até à formação daquele quarteto. Seguem-se os &lt;b&gt;Simentera&lt;/b&gt;, actualmente os grandes representantes da tradição cabo-verdiana no circuito internacional da world music. 

Dia 25 (sexta-feira), o alinhamento do programa inclui a actuação dos seguintes grupos: &lt;b&gt;Mahwash &amp; Radio Kaboul&lt;/b&gt; (Afeganistão), vencedores em 2003 da categoria asiática dos prémios de world music da BBC Radio 3; &lt;b&gt;Mahotella Queens&lt;/b&gt;, trio vocal histórico na música sul-africana; e &lt;b&gt;Totonho e Os Cabra &lt;/b&gt;(Brasil), banda brasileira em que o ritmos do Nordeste se encontram com o hip hop e a electrónica.

(...)

(c) GIRP/CMS
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-95097493?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/95097493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/95097493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#95097493' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-94991755</id><published>2003-05-28T16:13:00.000+01:00</published><updated>2003-05-30T01:06:24.000+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=4&gt;/// POSTO DE ESCUTA ///&lt;/font&gt;

&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;BONS VENTOS E BONS CASAMENTOS&lt;/font&gt;&lt;br&gt;
&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=4&gt;CONTRADANZA&lt;/font&gt;
&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;MAR DE FONDO&lt;/font&gt;
&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=1&gt;&lt;a href=http://www.galileo-mc.com&gt;GALILEO MC&lt;/a&gt;&lt;/font&gt;&lt;/center&gt;&lt;br&gt;

&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=4&gt;BARAHÚNDA&lt;/font&gt;
&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;AL SOL DE LA HIERBA&lt;/font&gt;
&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=1&gt;&lt;a href=http://www.galileo-mc.com&gt;GALILEO MC&lt;/a&gt;&lt;/font&gt;&lt;/center&gt;&lt;br&gt;

&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=4&gt;ALJIBE&lt;/font&gt;
&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;PENAS E ALEGRÍAS&lt;/font&gt;
&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=1&gt;&lt;a href=http://www.galileo-mc.com&gt;GALILEO MC&lt;/a&gt;&lt;/font&gt;&lt;/center&gt;&lt;br&gt;
&lt;HR WIDTH="90%" COLOR="#993300" SIZE="3"&gt;

Longe vai a sabedoria popular que nos diz que “de Espanha nem bom vento nem bom Casamento”. Pelo menos na parte que toca à música folk de todas as regiões do país vizinho. Perde-se a conta aos projectos interessantes que não passam além Badajoz, ou além Caminha (sim, porque o contigente galego é deveras numeroso). Contradanza (Sevilha), Barahúnda e Aljibe (ambos da comarca de Madrid) constituem três bons exemplos da folk que se faz do outro lado da fronteira com carácter, profissionalismo e mentalidade inovadora, sem, contudo, abdicar de uma certa ligação uterina à terra da qual ambos os projectos brotaram.

&lt;IMG BORDER="0" ALIGN="right" SRC="http://www.galileo-mc.com/cover/CDF-1132.jpg"&gt;Sevilha não é só flamenco e danças sevilhanas. Os Contradanza resgatam à capital da Andaluzia o epíteto de principal porto comercial do mundo, durante vários séculos. A sua música é com uma fragrância inconfundível de maresia atlântica. Totalmente virada para o alto mar, cuja rota passa obrigatoriamente pelas ilhas britânicas, sem contudo ignorar as águas calmas do mediterrâneo. Em “Mar de Fondo” abundam os romances tradicionais e o cancioneiro popular, repleto de histórias de desamores, de mulheres que se tornam infiéis por terem os maridos embarcados. A voz e a guitarra de Ricardo de Castro são arrastadas, melosas, de uma tranquilidade embriagante, em que assenta quase todo o disco. Volta e meia, somos desassossegados pelo desconcertante acordeão de Rafa Alvarez cujo toque tonitruante do fole dá maior poder de imprevisibilidade à sua música. Apesar de manterem um registo contemplativo e linear, como se estivessem num pátio sevilhano a desfrutar da pouca corrente de ar fresca que torna o calor abrasador um pouco mais suportável, a música dos Contradanza funciona também como um porto de abrigo seguro para as canções de Ricardo Castro, que sempre que podem atravessam o atlântico em busca de inspiração no tango, ou viajam no tempo, resgatando a delicadeza das danças renascentistas, das valsas, ou do espírito medieval das composições árabes-andaluzas da corte do Rei Afonso X, o Sábio.   

&lt;IMG BORDER="0" ALIGN="left" SRC="http://www.galileo-mc.com/cover/50501.jpg"&gt;À semelhança dos Contradanza, os Barahúnda presentes na edição de este ano do Intercéltico de Vizela, centram parte do seu repertório em canções árabe-andaluzes e galaico-portuguesas, a que se juntam ainda composições sefarditas dos antigos judeus da península ibérica. Nada atlântico, excessivamente mediterrânico e medieval, os Barahúnda, conseguem equilibrar o lado antigo do seu repertório, com a postura pop e épica de Helena Alfonso. Tão elegante e charmosa quanto Rosa Cédron dos galegos Luar Na Lubre, a cantora tem o dom de tornar mais belo e imemorável tudo aquilo que interpreta. Sem cair nos excessos new age próprios de uma Loreena Mac Kennitt, ou de uns Luar Na Lubre sob influência de Mike Oldfield, nem no etno-centrismo grego dos L’ham de Foc (que apesar de tudo constituem-se como uns dos mais interessantes projectos espanhóis), os Barahúnda elaboram uma simbiose sonora perfeita de vários estilos e épocas. Apesar de, por vezes, se notarem alguns ecos a lugares comuns, o projecto consegue apresentar-nos uma proposta com um carácter muito próprio. Se nos Contradanza o acordeão é o elemento que nos provoca inquietação, nos Barahúnda é a combinação da voz de Helena com as cordas da sanfona de Jota Martinez (membro de outro projecto a ter em conta – Balbarda – presente num outro festival nacional de este ano, o Intercéltico de Sendim) e das mandola e bouzouki de Miguel Casado, o motivo do imediato encantamento por este projecto.  

&lt;IMG BORDER="0" ALIGN="right" SRC="http://www.galileo-mc.com/cover/20178.jpg"&gt;Quem comece por escutar “Polka de San Lorenzo” num programa de rádio da BBC, neste caso o “Late Junction”, sente-se radiante. O quê? A Fiona Talkington está a passar Vai de Roda na emissão? Mas... não serão os Realejo? Não. Eram os Aljibe. Nunca senti tanta proximidade entre a folk dos dois lados da fronteira. Possuem um certo toque de Música de Câmara, tal e qual os Realejo. Buscam inspiração na pura terra peninsular, com especial destaque neste disco para Castela, Leão e Galiza. Os Aljibe não se deixam dominar pelos clichés tradicionalistas que afectam alguns projectos portugueses (aquela velha mentalidade de que a música tradicional deve ser pura como as virgens, que não afecta estes projectos que acima referi) e reinventam este legado. A criatividade é algo controlada, sem cair em erros. Polvilham as suas músicas com um certo aroma jazzístico (nas percussões e no saxofone) e clássico (nas cordas). Notável a inclusão de um “hammered dulcimer” em “El Mulerito”.
Os Aljibe tem os pés bem assentes na terra, porque existem há mais de 18 anos e são um exemplo de consistência. Não lavram essa mesma terra com as unhas dos pés, mas parecem ter as mãos sujas e calejadas do trabalho campino. Aliás, muitas das músicas dos Aljibe, possuem uma certa fragrância a estrume de cavalo e de toiros (casos de “El Mulerito”, “Jota Campesina”, “Gancheros”). É o chamado campesinato caviar, com uma certa dose de romantismo bucólico, do amado olhando de joelhos em frente à janela da amada (como é lindo “Yaiza”).

&lt;i&gt;&lt;b&gt;Nota: &lt;/b&gt;Barahúnda é um dos nomes que faz parte da edição de este ano do Intercéltico de Vizela.&lt;/i&gt;



&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-94991755?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/94991755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/94991755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#94991755' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-94905357</id><published>2003-05-26T19:29:00.000+01:00</published><updated>2003-05-26T19:42:49.000+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=4&gt;/// RONDA PELA IMPRENSA ///&lt;/font&gt;

&lt;b&gt;MEGA LUSOFONIA. &lt;/b&gt;O espírito inquieto de José Afonso este ano, com muita pena de todos nós, não vagueou durante estes dias de fim de Maio e princípios de Junho pelo Seixal, mas estará certamente em Coimbra. O &lt;b&gt;VII Festival José Afonso&lt;/b&gt;, oferece no teatro Gil Vincente, a partir de 30 de Maio e até 10 de Julho, um bom bufete lusófono: &lt;b&gt;Ney Matogrosso, Waldemar Bastos, José Peixoto e Fernando Judice&lt;/b&gt; recriando choros de Pixinguinha, &lt;b&gt;Ildo Lobo e Wazimbo&lt;/b&gt;, entre outros. 
Mais a sul,  também a 30 de Maio, arranca os &lt;b&gt;Segundos Encontros Luso-Brasileiro&lt;/b&gt;s que, até ao dia 15 de Junho, propõem a descoberta do Brasil profundo e inexplorado. Destaque para &lt;b&gt;Hermeto Pascoal&lt;/b&gt;, no penúltimo dia, 14 de Junho.  

&lt;b&gt;Ney Matogrosso no Festival José Afonso &lt;/b&gt;
Por ANA LUÍSA BARROSO (in Jornal Público) 
Sábado, 24 de Maio de 2003 
&lt;i&gt;Cabo Verde, Moçambique, Angola, Guiné-Bissau e Brasil são os países representados na 7ª edição do Festival José Afonso, entre 30 de Maio e 10 de Julho em Coimbra. Ney Matogrosso, que actuará na sessão de encerramento, é a estrela do festival. 
Este ano, o programa é dedicado aos países lusófonos. A abrir, estarão os sons de Cabo Verde, trazidos por Ildo Lobo e Rita Lobo. A 5 de Junho actuarão Wazimbo e Roberto Chitsonzo, de Moçambique. No dia 13 será apresentado o disco "Carinhoso" e outros choros de Pixinguinha, da autoria de José Peixoto e Fernando Júdice, com Maria João e Bárbara Lagido. Angola será representada, no dia 20, por Waldemar Bastos. Uma semana depois, a 27, Justino Delgado e sua Banda importam a música de Guiné-Bissau. Os dois últimos concertos, a 2 e 10 de Julho, são dedicados aos sons brasileiros, com Trio Madeira Brasil e Ney Matogrosso. 
"Mas a música de Zeca não foi esquecida", salienta o director do Teatro Académico de Gil Vicente, João Maria André, que co-organiza o festival com a Câmara Municipal de Coimbra (inserido na programação de Coimbra 2003 Capital Nacional da Cultura). As primeiras partes dos sete concertos, à excepção do dia 27 de Junho (que terá os grupos Eco de Timor e Ekvat, de Goa), estão sob a responsabilidade de grupos de Coimbra: Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra; Segue-me à Capela; Orfeon Académico de Coimbra; Coro Misto da Universidade de Coimbra; Ança-Ble; e Grupo de Guitarras e Violas do Fado de Coimbra. Nestes concertos ouvir-se-ão quase exclusivamente arranjos vocais das músicas de José Afonso, pois o grupo de Guitarras e Violas vai fazer um concerto sem intervenção vocal. 
A maioria dos espectáculos do VII Festival José Afonso vão ter lugar no Teatro Gil Vicente. Um deles, ainda não definido, será aberto à cidade e realizar-se-á na Praça do Comércio, na Baixa de Coimbra. O concerto de encerramento de Ney Matogrosso está previsto para o Páteo das Escolas da Universidade de Coimbra. E também vai ser o mais caro: 20 euros (15 para estudantes). No âmbito do festival realizar-se-ão ainda oficinas de danças africanas, a 6 e 7 de Junho, dia para o qual está também prevista uma conversa sobre dança, performance e ritual&lt;/i&gt;

&lt;b&gt;Brasil Volta a Serpa&lt;/b&gt; 
Por NUNO PACHECO (in Jornal Público)
Segunda-feira, 26 de Maio de 2003 
&lt;i&gt;A vila alentejana de Serpa volta a ser palco, em 2003, dos Encontros Luso-Brasileiros de Arte e Cultura, agora em segunda edição. Iniciativa conjunta da Câmara Municipal de Serpa e da Associação Cultural Etnia, com numerosos apoios de entidades brasileiras, estes II Encontros decorrerão entre 30 de Maio e 15 de Junho e incluem espectáculos musicais e de dança, animação teatral, cinema, vídeo, gastronomia, exposições e debates. Na agenda musical, destaque para a estreia portuguesa do prestigiado trovador sertanejo Elomar e desse mago dos sons que dá pelo nome de Hermeto Pascoal, no encerramento. 
Os encontros começam dia 30, no Cineteatro, com a Companhia Nacional de Bailado (21h30). Dia 31 actuarão na Praça da República, onde terão lugar todos os concertos (sempre às 21h30), o grupo brasileiro Afoxê Ylé de Egbá e o cantor-compositor açoreano Zeca Medeiros. Dia 5 cantarão Os Alentejanos e, a 6, será a vez de Elomar, seguido da Brigada Vitor Jara. 
No dia seguinte, haverá debates das 9h30 às 18h15 no Cineteatro e, à noite, repentistas e cordelistas de Pernambuco antecedem um espectáculo de percussionistas de Portugal e do Brasil. Dia 8 pertence à terra: o Quarteto de Saxofones de Serpa e a Banda da Sociedade Filarmónica local. Dia 9, depois de Hélder Costa estrear a animação teatral "Quando Lampião Encontra Zé do Telhado", actuará um megacoral alentejano de 200 vozes, composto por nove grupos do concelho. Dia 10 é a vez da Banda do Pelô (que actua em Pias) e, dia 12, do grupo Trigo Roxo (de novo em Serpa). 
Finalmente, a 13 sobem ao palco os grupos Arco Íris e Bossa Negra e, a 14, actuam Hermeto Pascoal e os Del Yrerê. As mostras de cinema e vídeo decorrem nos dias 7, 8, 13 e 14, às 18h30, no Cineteatro. 
Estes II Encontros serão também aproveitados, segundo os organizadores, para reunir "entidades públicas e privadas dos sectores da educação, da cultura e do poder local nos países de língua oficial portuguesa", no sentido de "encontrar uma plataforma articulada" com vista ao Fórum Cultural Mundial, agendado para Junho de 2004, em São Paulo&lt;/i&gt;

&lt;b&gt;Quem É Elomar? &lt;/b&gt;Por N.P. (in Jornal Público)
Segunda-feira, 26 de Maio de 2003 
&lt;i&gt;Nascido no alto sertão da Bahia, numa cidade chamada Vitória da Conquista, Elomar começou a compor aos onze anos (hoje tem 65). Mescla de trovador e menestrel, na sua música cruzam-se, de forma elegante e apurada, antigos géneros do reportório nordestino (lamentos, tiranas, parcelas, moirões, amarrações, incelenças) com a balada de influência ibérica. Ao longo da sua carreira, gravou 14 discos e compôs largas dezenas de autos, óperas, sinfonias, antífonas e canções, que compõem o seu vasto reportório. Em Serpa, tocará ao lado do seu filho, o maestro e compositor João Omar (que o acompanha desde os nove anos), e de mais dois músicos portugueses, em flauta e violoncelo.&lt;/i&gt;


&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-94905357?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/94905357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/94905357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#94905357' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-94903680</id><published>2003-05-26T18:38:00.000+01:00</published><updated>2003-05-26T18:38:26.240+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=4&gt;/// RONDA PELA IMPRENSA ///&lt;/font&gt;

&lt;b&gt;LOW PROFILE.&lt;/b&gt; &lt;b&gt;Cristina Branco &lt;/b&gt;não tem tido uma carreira tão vistosa quanto a de Mariza - não mereceu honras de figurar na capa na biblia da folk britânica, a Folk Roots, nem os rasgados elogios dos realizadores dos programas de músicas do mundo da BBC - mas à semelhança de outras grandes vozes lusitanas, enquanto o seu nome não dizia nada aos homens da rádio e da televisão portuguesa, ia cimentando uma sólida carreira no eixo França - Bélgica - Holanda. Enquanto em Portugal dificilmente enche um Coliseu, em França actua no mítico Olympia. Um prémio merecido, quanto mais não seja pelo belo disco - "Sensus" - que acaba de editar. Para quando o assalto às ilhas britânicas?

&lt;b&gt;Cristina Branco em Paris (In Jornal Público)&lt;/b&gt;
Segunda-feira, 26 de Maio de 2003 
&lt;i&gt;A fadista Cristina Branco actua esta noite no mítico Teatro Olympia, em Paris, na primeira apresentação em França do seu último álbum, "Sensus", editado em Março. A cantora, considerada "ao mesmo tempo sensível e poderosa" numa das últimas edições do diário "Le Monde", será acompanhada por Custódio Castelo (guitarra portuguesa), Alexandre Silva (viola), Miguel Carvalhinho (guitarra clássica), Ricardo Dias (piano) e Fernando Maia (viola baixo). A 6 de Junho Cristina Branco actua em Buenos Aires e, a 26 e 30, no Concertgebouw de Amesterdão, cuja sala, com capacidade para 1700 pessoas, está esgotada para os dois dias há já quatro meses.&lt;/i&gt; 
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-94903680?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/94903680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/94903680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#94903680' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-94758501</id><published>2003-05-22T23:54:00.000+01:00</published><updated>2003-05-25T01:12:43.000+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=4&gt;/// TELEGRAMA ///&lt;/font&gt;

&lt;IMG BORDER="0" ALIGN="right" SRC="http://www.culturel-migros-geneve.ch/img/redac/ciocarlia.jpg"&gt;&lt;b&gt;METAIS SELVAGENS À SOLTA EM ÁGUEDA.&lt;/b&gt; A brass band &lt;b&gt;Fanfare Ciocarlia &lt;/b&gt;desloca-se a &lt;b&gt;Águeda&lt;/b&gt; no próximo dia &lt;b&gt;14 de Julho&lt;/b&gt; para participar no &lt;b&gt;Festival das Músicas do Mundo Cigano&lt;/b&gt;, organizado pela &lt;a href=http://www.dorfeu.com&gt;Associação Cultural d'Orfeu&lt;/a&gt;.  Conjuntamente com a Taraf de Haïdouks, a &lt;b&gt;Fanfare Ciocarlia &lt;/b&gt;constitui um dos expoente máximos da música cigana romena e dos Cárpatos.  Revelada em 1998 ao público ocidental, através do álbum “Radio Pascani” (ed Piranha), a Fanfare demarca-se das brass bands balcânicas que se revelaram ao grande público através das imagens de Emir Kusturica, por fazerem gala de serem a banda de metais mais rápida à face da terra. Facto que já foi possível comprovar ao vivo no festival Cantigas do Maio.  

&lt;i&gt;"Sometimes when I tell people I come from Zece Prajini they think I come from the end of the earth. But here, at the end of the earth, is the right place to make music,"&lt;/i&gt;
&lt;b&gt;Trumpeter Costica , "Cimai" Trifan.&lt;/b&gt;


&lt;b&gt;Restante discografia: &lt;/b&gt;“Baro Biao” (1999); “Iag Bari” (2001)

&lt;IMG SRC="http://www.piranha.de/records/images/grafik/1254.gif"&gt;

&lt;IMG SRC="http://www.piranha.de/records/images/grafik/1364.jpg"&gt;

&lt;IMG SRC="http://www.piranha.de/records/images/grafik/1577.jpg"&gt;



&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-94758501?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/94758501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/94758501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#94758501' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-94679856</id><published>2003-05-21T12:12:00.000+01:00</published><updated>2003-05-21T15:49:10.000+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=4&gt;/// RONDA PELA IMPRENSA ///&lt;/font&gt;


&lt;b&gt;ABUTRES.&lt;/b&gt; Há notícias capazes de darem volta ao estômago ao comum dos mortais. De acordo com o Público de hoje, enquanto descobrem a autoria do clássico cabo-verdiano “Sodade”, a PJ retira do mercado local daquele arquipélago todos os CDs da diva dos pés descalços. Se a moda pega, será que ainda vão retirar do mercado o duplo CD do Kepa Junkera, “Bilbao 00h00”, que inclui uma versão desse tema interpretado por Dulce Pontes?  E já agora, porque não retirar do mercado todos os discos de temas adaptados do cancioneiro tradicional de autor desconhecido? Mais respeito por quem é a maior embaixatriz da música de Cabo Verde, sff!


&lt;i&gt;&lt;b&gt;PJ de Cabo Verde Recolhe CD de Cesária Évora&lt;/b&gt; 
Por JOSÉ VICENTE LOPES, na Cidade da Praia 
Quarta-feira, 21 de Maio de 2003 (Jornal Público)
A Polícia Judiciária de Cabo Verde está a recolher do mercado todos os CD de Cesária Évora que contenham a faixa "Sodade", a morna celebrizada pela cantora. A autoria da composição é atribuída a Amândio Cabral e a Luís Morais, mas também reivindicada por Armando Zeferino, um septuagenário da ilha de São Nicolau. 
Armando Zeferino, 73 anos, pequeno merceeiro da ilha de São Nicolau, conta que a inspiração de "Saudade de Praia Branca", nome original de "Sodade", lhe surgiu em 1954 durante uma "despedida cantada" de amigos contratados para São Tomé e Príncipe. A música foi gravada anos depois por Amândio Cabral, com o título de "Sodade de S. Nicolau", onde este compositor e o músico Luís Morais surgiam como co-autores. 
Durante anos, Zeferino nada reclamou. Chegava-lhe ver a sua criação conquistar o mundo pela voz de Cesária Évora. Mas acabou por mudar de ideias, alertado para os rendimentos que a morna tem produzido. 
O músico Paulino Vieira foi o primeiro a levantar a questão publicamente, primeiro numa entrevista ao PÚBLICO e depois, no ano passado, noutra entrevista ao jornal cabo-verdiano "A Semana". Vieira utilizou o caso de "Sodade" como exemplo das injustiças de que são vítima muitos compositores populares em Cabo Verde, que não vêem os seus direitos autorais reconhecidos. 
O saxonfonista e maestro Luís Morais, que morreu há cerca de um ano, reconheceu, pouco antes da morte, que nada tinha a ver com o caso, afirmando que a atribuição a si da co-autoria de "Sodade" não era da sua responsabilidade. Ao jornal cabo-verdiano, Morais contou que, nos anos 50, Amândio Cabral lhe pedira que escrevesse a pauta da morna. "Foi esta a minha intervenção nesse processo", confessou. 
Atitude diferente teve Amândio Cabral, um "crooner" e compositor cabo-verdiano que vive há muitos anos no Canadá, que continua a reivindicar a autoria da morna. A Lusafrica, produtora de Cesária Évora, também recusa responsabilidades, porque fora informada que a autoria da composição era de Amândio Cabral e Luís Morais. Alertada para a disputa, tentou em vão conciliar as posições de Cabral e Zeferino. 
Foi depois desse impasse que o advogado de Zeferino recorreu ao tribunal em Outubro de 2002, tendo agora a Polícia Judiciária (PJ) decidido recolher os CD de Cesária Évora que contenham a composição. São eles "Miss Perfumado", "Best of", "Ao Vivo no Olympia", "Live in Paris" e "Antologie", tendo a PJ já apreendido mais de dois mil CD. 
Mas esta não é a única reivindicação em redor de "Sodade". É que, além de Amândio Cabral e Armando Zeferino, também António da Luz Francês, que entretanto morreu, reivindica a criação. Um sobrinho deste antigo emigrante cabo-verdiano na Holanda diz que a composição é uma homenagem do tio a uma namorada que tinha em 1956. 
A disputa em torno da autoria de "Sodade" é um fenómeno novo em Cabo Verde, um "arquipélago musical" onde não havia o hábito de se registar a autoria das músicas gravadas por sucessivas gerações de cantores. Várias composições viram o seu conteúdo e nome dos autores deturpados ou omitidos. 
No caso de "Sodade", o primeiro cantor a internacionalizá-la foi o angolano Bonga, que a registou no LP "Angola 74", sem contudo identificar o autor ou autores e mudando o refrão "sodade de São Nicolau" para "sodade de Cabo Verde". Em 1992, Cesária Évora regravou a morna com arranjos de Paulino Vieira, tornando-a num hino a Cabo Verde e à lusofonia. Não é, pois, por acaso que o "hit" está em vários álbuns da "diva dos pés descalços", como é conhecida a cantora mais internacional de Cabo Verde.&lt;/i&gt;

&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-94679856?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/94679856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/94679856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#94679856' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-94584623</id><published>2003-05-19T16:32:00.000+01:00</published><updated>2003-05-19T23:28:10.000+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=4&gt;/// NOTA ///&lt;/font&gt;


Por questões de organização do blog e desorganização dos arquivos, aos quais não é possível ligar muita da informação “postada” em Abril, tive de voltar a publicar os discos divulgados durante esse período, de modo a que estes possam estar disponíveis na zona de ligações “O melhor que passou”. As nossas desculpas pelo incómodo. &lt;b&gt;LR&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-94584623?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/94584623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/94584623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#94584623' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-94584312</id><published>2003-05-19T16:25:00.000+01:00</published><updated>2003-05-19T16:25:39.613+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=4&gt;/// POSTO DE ESCUTA ///&lt;/font&gt;



&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;A FAMÍLIA INGLESA QUE NÓS DETESTAMOS E ADORAMOS&lt;/font&gt;&lt;br&gt;
&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=4&gt;WATERSON: CARTHY&lt;/font&gt;
&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;A DARK LIGHT&lt;/font&gt;
&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=1&gt;TOPIC / MEGAMÚSICA&lt;/font&gt;&lt;/center&gt;&lt;br&gt;

&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=4&gt;ELIZA CARTHY&lt;/font&gt;
&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;ANGLICANA&lt;/font&gt;
&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=1&gt;TOPIC / MEGAMÚSICA&lt;/font&gt;&lt;/center&gt;&lt;br&gt;
&lt;HR WIDTH="90%" COLOR="#993300" SIZE="3"&gt;

&lt;IMG BORDER="0" ALIGN="right" SRC="http://images-eu.amazon.com/images/P/B000066C3M.01.MZZZZZZZ.jpg"&gt;Clientes habituais das listas de fim de ano referentes aos melhores álbuns de folk, o clã Waterson: Carthy assina provavelmente o disco mais inspirado deste colectivo. Um disco que reconcilia os portugueses que assistiram recentemente à arrogância de Martin Carthy no Teatro Camões com a real família da folk britânica. Nessa curta actuação, o melhor que se viu foi o espírito endiabrado do novo elemento Tim Van Eyken (em melodion) em perfeita sintonia com o violino da também irreverente Eliza Carthy (muito melhor aqui do que enquanto solista). Ora escute-se o set "Balancy Straw".  "A Dark Light", recebe toda essa energia renovada e, contrariamente ao que o título possa transparecer, é o álbum mais luminoso dos Waterson: Carthy. Este tributo aos cantores britânicos que influenciaram a carreira destes músicos, tem o dom de colocar o registo vocal de Norma Waterson num tom menos sofrido do que é habitual. Sublime a graciosidade que emana do dueto entre mãe e filha (Eliza) em "Crystal Spring". Martin Carthy abandonou o autoritarismo denotado no "Festival da Música e dos Portos" e o seu ego diluiu-se num trabalho que resulta mais pelo colectivo do que pelas individualidades, apesar da sua marcante carreira que representará sempre o passado o presente e o futuro da folk britânica.

&lt;IMG BORDER="0" ALIGN="left" SRC="http://images-eu.amazon.com/images/P/B00006JNAJ.02.MZZZZZZZ.jpg"&gt;Em "Anglicana" Eliza passou bruscamente da rebeldia para a maturidade, assinando o melhor disco da sua carreira, que sucede ao pior "Angels and Cigarretes". Um registo que estava a levá-la para o gueto de um sub produto folk punk de linhagem Oyster Band e Pogues. Agora sim, Eliza edita um álbum cujos pais, Martin Carthy e Norma Waterson, podem orgulhar-se. "Anglicana" pode bem ser considerado uma extensão do trabalho do trio desenvolvido no projecto Waterson: Carthy. Tendo como objectivo recuperar antigas canções britânicas e com elas o profundo sentimento de "englishness", Eliza eleva-se ao Olimpo das grandes divas da folk da velha albion, exibindo uma segurança e um tom cristalino de voz notável, sobretudo em "Just As The Tide Was Flowing" e "Willow Tree", onde se encontra mais exposta. Em "Anglicana", a autora definitivamente convence-se que para  modernizar melodias e arranjos, não é necessário interpretar a música  popular no formato de uma banda rock. Basta deixar-se levar pela  simplicidade e agilidade dos músicos que a acompanham, ora no som  metálico das cordas de uma guitarra acústica ("Limbo"), ora com o  acordeão em diálogo infernal com o violino ("No Man's Jig") e que nos  remete para aquele universo irlandês, pleno de espontaneidade e vigor.
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-94584312?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/94584312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/94584312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#94584312' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-94584247</id><published>2003-05-19T16:24:00.000+01:00</published><updated>2003-05-19T16:24:16.193+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=4&gt;/// POSTO DE ESCUTA ///&lt;/font&gt;



&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;DEPOIS DA POP, EM BUSCA DE RAÍZES CARELIANAS&lt;/font&gt;&lt;br&gt;
&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=4&gt;VÄRTTINÄ&lt;/font&gt;
&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;6:12&lt;/font&gt;
&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=1&gt;RESISTENCIA / SABOTAGE&lt;/font&gt;&lt;/center&gt;&lt;br&gt;
&lt;HR WIDTH="90%" COLOR="#993300" SIZE="3"&gt;

&lt;IMG BORDER="0" ALIGN="left" SRC="http://images-eu.amazon.com/images/P/B00005YWII.02.MZZZZZZZ.jpg"&gt;Ao longo de mais de vinte anos, os finlandeses Värttinä já sobreviveram a um pouco de tudo. À perda da antiga líder Sari Kaasinen. Às constantes mudanças na formação, quer no quarteto de vozes femininas, quer no sexteto de instrumentistas. À chegada de músicos oriundos de outras paragens além Raakkylaa (a localidade natal que marcou a sonoridade da banda). À pressão de carregarem consigo pelo mundo o epíteto de principal banda da folk finlandesa (e uma das referências obrigatórias da tradição Escandinávia). E, consequentemente, à tentativa de equilíbrio de forças entre as raízes da música de Carélia e à formatação pop. As raparigas da frente continuam com o mesmo vigor e calor vocal que sempre as caracterizou, agora um pouco mais controladas relativamente aos excessos de uma coreografia algo de festival da canção. A base rítmica continua sólida como uma rocha, excessivamente eficiente, com certo prejuízo para a espontaneidade.  "6:12", álbum ao vivo editado por uma das mais excitantes bandas que se pode ver em cima de um palco, surge num momento chave em que os Värttinä parecem estar a fazer uma inversão na sua carreira: a pouco e pouco vão deixando de fazer concessões às leis de mercado, deixando os arranjos pop, para mergulharem a fundo nas suas raízes rúnicas milenares (como é visível por exemplo em "Aijö"), à semelhança do que tem acontecido com os Hedningarna. O anterior álbum de estúdio, "Ilmatar" (provavelmente o melhor depois da fase mais depurada que tem em "Oi Dai" a principal referência), deu o mote. Alguns dos temas em "6:12" parecem prenunciar essa hipótese. No entanto, os laços do passado recente ainda estão bem apertados. Daí que as expectativas sejam grandes, relativamente a um próximo álbum de originais. &lt;b&gt;LR&lt;/b&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-94584247?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/94584247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/94584247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#94584247' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-94584215</id><published>2003-05-19T16:23:00.000+01:00</published><updated>2003-05-19T16:23:25.296+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=4&gt;/// POSTO DE ESCUTA ///&lt;/font&gt;



&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;A REVOLUÇÃO BRITÂNICA&lt;/font&gt;&lt;br&gt;
&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=4&gt;MALINKY&lt;/font&gt;
&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;THREE RAVENS&lt;/font&gt;
&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=1&gt;GREENTRAX / MUNDO DA CANÇÃO&lt;/font&gt;&lt;/center&gt;&lt;br&gt;
&lt;HR WIDTH="90%" COLOR="#993300" SIZE="3"&gt;

Ainda estamos com as antenas apontadas para o Intercéltico. E não se arranja um lugarzinho para os Malinky num próximo Intercéltico, seja do Porto, de Vizela ou de Sendim?

&lt;IMG BORDER="0" ALIGN="right" SRC="http://www.musicscotland.com/acatalog/233.gif"&gt;A experiência diz-nos que a folk da Grã-Bretanha, ao contrario da nórdica, dificilmente se compadece com grandes inovações. Apesar de pertencer à nova geração de músicos escoceses, os Malinky demarcam-se de bandas como os Burach, Shooglenifty ou Peatbog Fearies, ao abordarem canções escocesas e composições instrumentais irlandesas pela via acústica. As inebriantes vozes de Karine Polwart e Steve Byrne, devolvem-nos a celestial experiência de escutar um disco dos Planxty. O bouzouky de Byrne, a "button box" de McCann e o violino de Bews evocam a destreza mágica do novo sangue de uns Dervish. Fazendo apologia de "a tradição deve ser como sempre foi", os Malinky não estão, contudo presos ao passado. Vão temperando a sua música com pequenas mas certas doses de especiarias (o sussurrar de fundo na canção em accapella "The Sound of a Tear Not Cries", o "drone" provocado pelo violino em "Three Ravens"). A par com os galeses Fernhill, os Malinky figuram no lote das novas bandas britânicas com um futuro mais promissor. &lt;b&gt;LR&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-94584215?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/94584215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/94584215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#94584215' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-94584181</id><published>2003-05-19T16:22:00.000+01:00</published><updated>2003-05-19T16:22:29.976+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=4&gt;/// POSTO DE ESCUTA ///&lt;/font&gt;

&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;OS "ALL STAR" AFRICANOS&lt;/font&gt;&lt;br&gt;

&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=4&gt;ORCHESTRA BAOBAB&lt;/font&gt;
&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;"SPECIALIST IN ALL STYLES"&lt;/font&gt;
&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=1&gt;WORLD CIRCUIT / MEGAMÚSICA&lt;/font&gt;&lt;/center&gt;&lt;br&gt;

&lt;HR WIDTH="90%" COLOR="#993300" SIZE="3"&gt;


&lt;IMG BORDER="0" ALIGN="right" SRC="http://images-eu.amazon.com/images/P/B00006A6YE.02.MZZZZZZZ.jpg"&gt;A história repete-se. Depois de Buena Vista Social Club, o produtor Nick Gold volta promover o encontro de lendas das músicas do mundo em idade de reforma. Depois de Cuba, o Senegal. A orquestra que tocou durante os anos 70 e 80 para as principais cerimónias da elite política africana, mantém intacta a sonoridade de banda de baile audível na reedição do duplo álbum "Pirate's Choice". A sua música é mutante. Tanto está embebida em raízes locais mbalax, mandinga e sobretudo da região Casamance (de clima ainda mais tropical), como sofre um processo de ida e volta a Cuba recebendo influências rítmicas de salsa, de son e de bolero. Sem perder todas as qualidades técnicas que os notabilizaram, tanto na complementaridade vocal das cinco vozes de diferentes etnias, como na força da secção de metais (por vezes com ecos de afro beat nigeriano) e na destreza do guitarrista Barthelemy Attisso e seus intermináveis solos que chegam a evocar a música surf de Dick Dale (sobretudo em "Bul ma Miin"), a Orchestra Baobab regressa pela porta presidencial. Um registo com ares de super produção onde não falta a presença de Ibrahim Ferrer e Youssou N' Dour. O produtor Nick Gold sabe o que faz e, possivelmente, conseguiu construir o próximo fenómeno das músicas do mundo, pós Buena Vista Social Club. 
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-94584181?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/94584181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/94584181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#94584181' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-94584120</id><published>2003-05-19T16:21:00.000+01:00</published><updated>2003-05-19T16:21:20.276+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=4&gt;/// POSTO DE ESCUTA ///&lt;/font&gt;



&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;NO SAHARA, A MÚSICA É UM BÁLSAMO PARA O ESPÍRITO&lt;/font&gt;&lt;br&gt;
&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=4&gt;VÁRIOS ARTISTAS&lt;/font&gt;
&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;DESERT BLUES 2&lt;/font&gt;
&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=1&gt;NETWORK / MEGAMÚSICA&lt;/font&gt;&lt;/center&gt;&lt;br&gt;
&lt;HR WIDTH="90%" COLOR="#CC0000" SIZE="3"&gt;

&lt;IMG BORDER="0" ALIGN="right" SRC="http://images-eu.amazon.com/images/P/B00006L708.08.MZZZZZZZ.jpg"&gt;As fronteiras impostas pelos impérios coloniais do Ocidente dividiram África em quadrados feitos de regua e esquadro, aos quais se dão o nome de países, mas não conseguiram diluir os laços familiares e culturais do sistema tribal. Os griots não são fenómeno exclusivo do Mali, extendendo-se  toda a África Ocidental (Senegal, Gâmbia, Guiné). Tal como os tuareges, longe de habitarem países como Marrocos, Argélia ou Líbia, são um povo oriundo do extenso deserto do Sara. &lt;strong&gt;Neste “oceano sem água”, a música é vagarosa, escarna a pele e o osso, até à alma, dos blues man islâmicos que cantam a rebelião e o ostracismo de quem nunca conheceu fronteiras nem governos tirânicos. A música, além de refúgio, é um bálsamo para o espírito. &lt;/strong&gt;Tem poderes curativos (gnawa) e une a diversidade tribal dos mandigas, fulanis e sonrais do baixo Sara, onde o Rio Níger fertiliza a terra árida e conduz-nos à África de floresta densa e tropical. Aqui o tempo é marcado pelo nascer e pôr do sol. O melhor é mesmo contemplarmos o elevado grau de pureza que possuem as vozes sarauis (Tartit,Aziza Brahim), os ritmos do wassolou (Nahawa Doumbia) e as cordas acústicas de guitarra e cora dessa meca musical denominada Mali (Boubacar Traoré, Rokia Traoré, Habib Koite, Djelimadi Tounkará), se possível acompanhado de um chá de hortelã e menta, num qualquer terraço com vista para o areal de perder de vista. Mas esta sequela (“Desert Blues”) da mais bem sucedida compilação da editora alemã Network, não esquece a contaminação ocidental fusionista. Apesar de se poder pensar o pior do rai, Cheb Mami e Kadda Cherif Hadria apanharam as ondas jazzísticas do melhor que a tradição da cidade argelina e costeira de Oran. O lado da contaminação ocidental é ainda reforçado pela voz da etíope Netsanet Mellessé, que brota das profundezas da África negra, para um ambiente de obscuridade inimista tão característico na música que imortalizou Mahmoud Ahmed.  


&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-94584120?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/94584120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/94584120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#94584120' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-94584092</id><published>2003-05-19T16:20:00.000+01:00</published><updated>2003-05-25T01:18:20.000+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=4&gt;/// POSTO DE ESCUTA ///&lt;/font&gt;

&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;DRUM'N'BRASS&lt;/font&gt;&lt;br&gt;
&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=4&gt;BOBAN MARKOVIC ORKESTAR&lt;/font&gt;
&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;LIVE IN BELGRADE&lt;/font&gt;
&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=1&gt;PIRANHA / MEGAMÚSICA&lt;/font&gt;&lt;/center&gt;&lt;br&gt;

&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=4&gt;KING NAAT VELIOV &amp; THE ORIGINAL KOCANI ORKESTAR&lt;/font&gt;
&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;GYPSY FOLIES&lt;/font&gt;
&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=1&gt;PLANE / MEGAMÚSICA&lt;/font&gt;&lt;/center&gt;&lt;br&gt;

&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=4&gt;KOCANI ORKESTAR&lt;/font&gt;
&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;ALONE AT MY WEDDING&lt;/font&gt;
&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=1&gt;CRAMMED / MEGAMÚSICA&lt;/font&gt;&lt;/center&gt;&lt;br&gt;

&lt;HR WIDTH="90%" COLOR="#993300" SIZE="3"&gt;

&lt;IMG BORDER="0" ALIGN="right" SRC="http://images-eu.amazon.com/images/P/B00006I9FS.03.MZZZZZZZ.jpg"&gt;Omnipresentes em qualquer celebração cigana de origem balcânica,  conforme é possível constatar nos filmes do realizador Servo-croata  Emir Kusturica, as &lt;i&gt;brass bands&lt;/i&gt; são mais um espelho que reflecte a forma como os músicos desta etnia andarilha tornam extremamente flexível um formato simples (metais e percussões) que remonta às herméticas bandas militares turcas do Século XIX. Como é possível verificar em outro tipo de ensembles ou tarafs, os ciganos que cresceram sob a influência das memórias do Império Otomano são exímios a absorver melodias e ritmos de todos os quadrantes da "pangeia" balcânica, mediterrânica e asiática: Egipto, Turquia, Bulgária, Roménia, Macedónia, Grécia, Kosovo, Rajastão, Azerbaijão e Geórgia. 

Boban Markovic é uma espécie de Mohamed Ali do trompete. "Live In Belgrade", gravado ao vivo no festival sérvio de brass bands da localidade Guca, revela porque é que Markovic tem sido imbatível nos duelos de pesos pesados de brass bands que o evento anualmente promove há já mais de 40 anos, forçando a organização a impedi-lo de voltar a participar, depois de ter conquistado por diversas vezes o trompete de ouro (principal galardão). Entre ritmos cocek, danças &lt;i&gt;ora&lt;/i&gt;, uma composição de origem &lt;i&gt;klezmer &lt;/i&gt;e a revisitação dos inevitáveis clássicos "Mesecina" e "Ederlezi", a música encorpada deste cigano Sérvio extravasa todas as fronteiras estilísticas. Além da notável técnica de Markovic que ora se perde em improvisos jazzísticos, ora em exímio controlo do fôlego, mantendo por mais de trinta segundos constante uma nota do seu trompete, de acrescentar ainda a atitude de banda indomável que nada deve à rudeza do rock e à crueza do funk, repescando por vezes ritmos de samba.
 
&lt;IMG BORDER="0" ALIGN="left" SRC="http://images-eu.amazon.com/images/P/B00006RJ2I.03.MZZZZZZZ.jpg"&gt;King Naat Veliov, outro exímio do trompete, abandonou o anterior projecto que liderava (a Kocani Orkestar), mas não conseguiu levar o nome da banda consigo. Facto que não o impediu mesmo assim de formar a Original Kocani Orkestar com familiares seus. O clã Veliov, ciganos de origem turca, prosseguem a matriz de "L'orient Est Rouge" (terceiro álbum da KO), introduzem a darbouka e deixam-se influenciar melodicamente cada vez mais pelo vento que sopra do continente Vermelho. Naat Veliov mantém o seu instinto mortífero de brincar com as constantes variações rítmicas numa melodia de, por exemplo, um 5/8 para um 11/8, conferindo-lhe um estatuto de um dos mais virtuosos músicos ciganos a par de Markovic e Ferus Mustafov.
  
&lt;IMG BORDER="0" ALIGN="right" SRC="http://images-eu.amazon.com/images/P/B00006F1ND.03.MZZZZZZZ.jpg"&gt;Além das habituais brass bands de fanfarra que se ocupam nas  principais celebrações ciganas de andar pelas ruas a conduzir os  noivos e respectivas famílias aos devidos locais da cerimónia (no  caso de um casamento), existe ainda na Macedónia a banda de banquete.  Esta distingue-se da primeira pela inclusão de darbouka, clarinete,  banjo (tocado como um oud), acordião e um cantor à estrutura inicial  (bombo, tambor e trompete e tuba). Além da base brass, a Kocani  Orkestar de origem ganha uma dimensão melódica e rítmica turca /  búlgara mais acentuada, através de uma estrutura pop. No entanto, com a saída de Naat Veliov, esta formação perdeu uma certa capacidade explosiva e de improviso. &lt;b&gt;LR&lt;/b&gt;

&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-94584092?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/94584092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/94584092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#94584092' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-94384884</id><published>2003-05-15T13:12:00.000+01:00</published><updated>2003-05-15T16:26:42.000+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=4&gt;/// RÁDIO ///&lt;/font&gt;

&lt;b&gt;Playlist do programa Crónicas da Terra. Domingo, 11 Maio, 22h-24h - 
Rádio Clube de Alcoutim. Emissão inaugural e experimental&lt;/b&gt;

Destaque óbvio a Rádio Tarifa pela sua participação no &lt;a href="http://www.cm-mertola.pt/fislam/index.html/"TARGET="_blank"&gt;Festival 
Islâmico de Mértola&lt;/A&gt;, neste fim de semana. 

Afrocelts -  Deep Channel
Afrocelts  - Nevermore
Afrocelts - Seed
Bill Frisell - Procissao 
Celso Fonseca - Bom Sinal
Radio Tarifa - El Quinto
Radio Tarifa - Patas Negras
Radio Tarifa - Si J'ai Perdu Mon Ami
Ibrahim Ferrer - Buenos Hermanos
Orchestra Baobab - Gnawe
Teofilo Chantre - Nha Gloria (Ao vivo)
Radka E Fljala V Gradina - Sestri Geo
Aljibe - La Tocatita
Aljibe - Polka de San Lorenzo
Banda D'além - Polcando
Aljibe - El Mulerito
Amélia Muge - A Monte
Amélia Muge - Nª Srª da Azenha
Amélia Muge - A irmandade dos sonhos
Banda D'além - Baile das Meninas
Banda D'além - AAAAA
Cristina Branco - Ca Mi Queria
Cristina Branco - O Meu Amor
Radio Tarifa - Sin Palabras
Radio Tarifa - Ramo Verde
Radio Tarifa - Gujo Bushi
Contradanza - Dos Mudanzas



&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-94384884?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/94384884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/94384884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#94384884' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-94339850</id><published>2003-05-14T19:00:00.000+01:00</published><updated>2003-05-15T16:26:57.000+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=4&gt;/// RÁDIO ///&lt;/font&gt;

&lt;b&gt;MELHOR É IMPOSSÍVEL.&lt;/b&gt; Se há banda nórdica por quem nutro um especial carinho além Hedningarna, o nome dessa paixão é &lt;b&gt;Frifot&lt;/b&gt;, por quem Fiona Talkington do programa &lt;b&gt;“Late Junction”&lt;/b&gt; da BBC Radio 3 também reserva um local reservado no seu coração. O trio Sueco composto pelos sublimes músicos &lt;b&gt;Ale Möller, Lena Willemark e Per Gudmundson&lt;/b&gt;, responsáveis por alguns dos melhores álbuns de folk nórdica como “Hasten Och Tranen” (de Möller a solo), “Järven” do próprio colectivo Frifot, ou “Windogur”, (de Willemark a solo). O trio é exímio em moldar baladas medievais e outras danças ancestrais da folk sueca à própria geometria idiossincrática da banda, onde a tradição é um vasto oceano onde desagua o etno-jazz de pendor experimentalista. Nunca a folk acústica nórdica soou de forma tão medieval e tão contemporânea, numa assimetria que se complementa na perfeição. 

&lt;img src= http://www.cdroots.com/ns-sluring.jpg&gt;

Os &lt;b&gt;Frifot &lt;/b&gt;tem um novo álbum intitulado &lt;b&gt;“Sluring” &lt;/b&gt;(cujo palavra significa um prato gastronómico sueco, semelhante à nossa sopa de pedra) e apresentaram-no recentemente ao vivo em Inglaterra. Fiona Talkington aproveitou a rápida passagem do grupo por Londres para tê-los ao vivo, em estúdio. Além de entrevistados, os &lt;b&gt;Frifot &lt;/b&gt;actuaram de forma informal no &lt;B&gt;“Late Junction”&lt;/B&gt;. E o programa foi tão solto e prático que até deu para se escutar a tentativa frustrada de Fiona passar um tema do novo álbum de Keith Jarrett, “Up For It”. O programa em questão é o &lt;a href= http://www.bbc.co.uk/radio3/world/latejunction.shtml&gt;de esta terça-feira &lt;/a&gt;. Descubram-no.


&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-94339850?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/94339850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/94339850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#94339850' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-94295905</id><published>2003-05-14T01:00:00.000+01:00</published><updated>2003-05-15T15:41:17.000+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=4&gt;/// RÁDIO ///&lt;/font&gt;


&lt;b&gt;DOZE MAGNÍFICOS&lt;/b&gt;. Não me canso de escutar os programas de músicas do mundo da BBC. Na &lt;a href=http://www.bbc.co.uk/radio3/world/worldroutes.shtml&gt;última emissão da World Routes&lt;/a&gt;, Lucy Duran apresenta-se como repórter no Usher Hall de Edimburgo para fazer a reportagem de um concerto da brilhante banda cigana oriunda da Roménia, os &lt;b&gt;Taraf de Haidouks&lt;/b&gt;. Duran vai fazendo as descrições sobre o que está a ver no momento e entrevista Michel Winter nos bastidores, o produtor belga que escolheu os músicos que compõem esta Taraf em Clejani. Ao vivo, os taraf são aquilo que toda a gente que os conhece sabe: fabulosos. 

&lt;b&gt;“Band of the Gypsies” &lt;/b&gt;o último álbum deste colectivo é a prova documental daquilo que eles são capazes:

&lt;img src="http://www.crammed.be/craworld/graphics/crw024a.jpg"&gt;

A &lt;b&gt;Taraf de Haïdouks&lt;/b&gt; e o sublime registo &lt;b&gt;“Band of Gypsies”&lt;/b&gt; acaba por fazer bom uso das palavras mobilidade, espontaneidade, diversidade, cumplicidade e despique que caracterizam cada concerto. O confronto entre gerações (a dos 70/80 anos e dos 20/30 anos) provoca a dualidade entre a balada cantada e sentida com a mesma mágoa do blues e as composições instrumentais tocadas a todo o gás, como se o pendular  pendulasse (a cerca de 300 kmh). O caldeirão culturas consegue fazer aquilo que os diversos chefes de Estado não têm conseguido: unir toda a extensa região das Balcãs através da música - da Jugoslávia, Hungria e Roménia, até à Bulgária, Macedónia, Turquia - com o Norte de África. Todo o seu tecnicismo e improviso põe à prova a capacidade de criar empatia em qualquer palco do mundo. Sente-se que a &lt;b&gt;Taraf de Haïdouks&lt;/b&gt; precisa do calor do público, como uma acendalha numa fogueira, para entrar em combustão e dar toda a energia e virtuosismo selvagem que têm e não têm. Além da capacidade que eles possuem de tocar todo o dia e toda a noite, visível há meia-dúzia de anos em Faro quando se encontravam em rodagem de um documentário sobre a banda, os treze elementos funcionam como uma equipa bem oleada, sem estrelas, cujo cúmulo da coesão é conseguirem mudar de contra-baixista a meio de uma composição, sem prejuízo para o espectáculo. A todas estas características visíveis aos olhos de quem teve a oportunidade de os ver ao vivo em Portugal, de realçar neste disco o duelo que &lt;b&gt;a Taraf perpetua com a Koçani Orkestar, com as cordas dos romenos e os metais dos macedónios a amplificarem ainda mais o tom de êxtase selvático, mas puro das celebrações ciganas. Por tudo isto, a Taraf de Haïdouks tornou-se na principal embaixatriz da cultura musical da Roménia, para desgosto do cidadão comum deste país. &lt;/b&gt;A justiça feita por justiceiros tem destas coisas. 
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-94295905?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/94295905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/94295905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#94295905' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-94276914</id><published>2003-05-13T18:42:00.000+01:00</published><updated>2003-05-15T13:09:36.000+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=4&gt;/// RÁDIO ///&lt;/font&gt;

&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;SEGUNDA A SEXTA-FEIRA, 23H00-00H00, DOMINGOS 22H00, 00H00&lt;/font&gt;
&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=4&gt;CRÓNICAS DA TERRA NA RÁDIO CLUBE DE ALCOUTIM (99.4 MHZ)&lt;/font&gt;


&lt;b&gt;As Crónicas da Terra, além de terem sido um sítio na www, que se converteu em blógue, são o rosto de um programa de rádio que está a nascer na Rádio Clube de Alcoutim. &lt;/b&gt;

Aliás, foi a rádio que esteve na origem do &lt;a href=http://www.terravista.pt/Guincho/8746/&gt;primeiro sítio das Crónicas (esta é já a segunda versão) &lt;/a&gt;conceptualizado pelo Vítor Junqueira (webmaster dos sites dos grupos portugueses &lt;a href=http://www.mao-morta.org&gt;Mão Morta&lt;/a&gt; e &lt;a href=http://www.bypassnaoexiste.com&gt;Bypass&lt;/a&gt;) em 98, de modo a dar expressão escrita às entrevistas e discos que foram divulgados no programa “Terra Pura” da extinta XFM, entre 95 e 97 e das reportagens especiais (entre 97 e 99) editadas no programa “À Noite” da TSF, da autoria de Paulo Alves Guerra. De referir ainda que o sítio das Crónicas da Terra foi o prolongar de um outro sítio da &lt;a href=http://www.terravista.pt/guincho/1452/&gt; “Terra Pura” &lt;/a&gt; onde eram “postadas” as &lt;i&gt;playlists&lt;/i&gt; mensais do programa. Um espaço construído pelo ouvinte António Vítor Sousa, que me chegou a mandar duas broas de Avintes pelo correio. 

Pois é, as Crónicas da Terra já podem ser escutadas na Rádio Clube de Alcoutim (que emite em 99.4 mhz, para os concelhos de Alcoutim, Mértola, Beja, Serpa, Castro Verde, Castro Marim, Vila Real de Santo António, Tavira, Faro e Huelva) de segunda a sexta-feira, entre as onze e a meia-noite e aos domingos entre as 10 e a meia-noite. 

A emissão diária é constituída essencialmente por uma selecção musical dos quatro cantos do mundo com predominância para a música de expressão lusófona e ibérica, com muito pouca palavra. Aos domingos, haverá sessões de esclarecimento (ou se preferirem, “tutorial”), com destaques mais aprofundados a discos, entrevistas e reportagens.   

As Crónicas da Terra encontram-se neste momento em regime de emissão experimental, até ao dia 31 de Maio (data do programa inaugural), podendo ser já escutados os seguintes discos:

&lt;b&gt;Afrocelts&lt;/b&gt; – Seed [2003] (Real World / EMI)
&lt;b&gt;Rádio Tarifa &lt;/b&gt;– Cruzando el Rio [2002] (BMG)
&lt;b&gt;Bill Frisell &lt;/b&gt;– The Intercontinentals [2003] (Nonesuch / Warner)
&lt;b&gt;Ibrahim Ferrer &lt;/b&gt;– Buenos Hermanos [2003] (World Circuit / Megamúsica)
&lt;b&gt;Orchestra Baobab &lt;/b&gt;– Specialist in All Styles [2002] (World Circuit / Megamúsica)
&lt;b&gt;Contradanza&lt;/b&gt; – Mar de Fondo [2003] (Sonifolk)
&lt;b&gt;Aljibe&lt;/b&gt; – Penas e Alegrías [2003] (Sonifolk)
&lt;b&gt;Amélia Muge &lt;/b&gt;– A Monte [2002] (Vachier Produções)
&lt;b&gt;Cristina Branco &lt;/b&gt;– Sensus [2003] (Universal)
&lt;b&gt;Banda D’Além&lt;/b&gt; – [2003] (Almasud)
&lt;b&gt;Besh O Drom &lt;/b&gt;– Can’t Make Me [2003] (Asphalt Tango / Megamúsica)
&lt;b&gt;Celso Fonseca &lt;/b&gt;– [2003] (Crammed / Megamúsica)
&lt;b&gt;Kocani Orkestar&lt;/b&gt; – Alone At My Weeding [2002] (Crammed / Megamúsica)
&lt;b&gt;Naat Veliov and The Real Kokani Orkestar &lt;/b&gt;– Gypsie Folies [2002] ( /Megamúsica)


&lt;b&gt;Crónicas da Terra – Rádio Clube de Alcoutim (99.4mhz) 
Segunda a Sexta-feira, das 23h00 às 00h00 e aos Domingos, das 22h00 às 00h00.&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-94276914?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/94276914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/94276914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#94276914' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-94075316</id><published>2003-05-09T22:46:00.000+01:00</published><updated>2003-05-15T16:27:16.000+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=4&gt;/// RÁDIO ///&lt;/font&gt;


&lt;IMG SRC="http://members.aol.com/drovics/FISTG.JPG"&gt;

&lt;b&gt;DAVID ROVICS E O NOVA (VELHA) CANÇÃO DE PROTESTO.&lt;/b&gt; A democracia tem destas coisas. David Rovics, o mais novo dos malditos songwriters norte-americanos, ainda não foi preso, nem processado judicialmente por difamação. Bebendo um pouco da inspiração de Woodie Guthrie, Pete Seeger e Utah Philips, David Rovics é a um pouco a versão masculina de uma Ani Difranco no formato mais politizado. As suas canções são facas afiadas que apunhalam os senhores da guerra (administração Bush) e as grandes corporações transnacionais (Monsanto, Nike), símbolos da globalização neo-liberal.  
&lt;b&gt;Andy Kershaw da BBC Radio 3&lt;/b&gt; dedica-lhe um &lt;a href=http://www.bbc.co.uk/radio3/world/andykershaw.shtml&gt; programa especial &lt;/a&gt; a não perder. David Rovics aprsenta nos estúdios de Londres alguns temas do seu último álbum &lt;a href=http://members.aol.com/drovics/songbook.htm &gt;“Songbook”&lt;/a&gt;. 
Aqui ficam dois exemplos da sua escrita corrosiva:

&lt;b&gt;From Kabul to Khartoum
David Rovics&lt;/b&gt;

&lt;i&gt;From Guatemala to Korea
To the tunnels beneath Hanoi
From Tulsa to El Chorillo
Fat Man to Little Boy

We fought them in Nicaragua
And upon the Cuban shore
We killed Khaddafi's daughter
See what the fatwa's got in store

(chorus)
We're gonna bomb our way to freedom
With the cruise missiles of justice
And the spent shells of democracy
Oh, say, can you see

From Kabul to Khartoum
Where Allah's martyrs bled
To the Iraqi desert
Two hundred thousand people dead

(chorus)

From the School of the Assassins
To Argentina's dirty war
From Arizona to Nevada
We'll nuke our way to heaven's door

(chorus)&lt;/i&gt;

&lt;b&gt;Minnesota Gestapo
words by David Rovics, music by David Rovics and Rich Caloggero&lt;/b&gt;

&lt;i&gt;The gestapo's on the march in Minnesota
To make the world safe for Monsanto
Goose-stepping down the streets of Minneapolis
Spreading fear and terror as they go
Breaking into homes on false pretenses
Tearing up whatever's in their way
Making threats, swinging clubs and spraying tear gas
Repeating what their corporate masters say

And the gestapo's on the march in Portland
To make the city safe for Nike Town
If you're not wearing the right clothing
The gestapo will pick you out and take you down
With barricades around the city center
Eyes peeled through the cold and damp
They say they're watching for those anarchists from Eugene
So they turn the city to an armored camp

The gestapo's on the march in New York City
And Wall Street's packed with hordes of men in blue
Three thousand miles from Seattle
But that's just where the gestapo takes its cue
From DC to Philly to Los Angeles
The gestapo is following their line
It's a military tactic known as blitzkrieg
Well-known from the Hudson to the Rhine

Some battles will be won and some we'll lose
But all around the globe it's the same fight
From the farmers of Kerala to the landless in Brazil
To the elves pulling crops up in the night
Yes if we will stay and stand together
As our numbers grow in every little town
The machine needs the people to keep running
And it's we the people who can shut it down&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-94075316?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/94075316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/94075316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#94075316' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-94016016</id><published>2003-05-08T23:20:00.000+01:00</published><updated>2003-05-08T23:35:09.000+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=4&gt;/// TELEGRAMA ///&lt;/font&gt;

&lt;IMG WIDTH="400" HEIGHT="50" BORDER="0" SRC="http://club.telepolis.com/mcelta/LuarnaLubre.jpg"&gt;

&lt;b&gt;E VIVA A DESCENTRALIZAÇÃO.&lt;/b&gt;  Um dos projectos mais credenciados galegos, Luar Na Lubre, estão a efectuar uma extensa digressão por toda a Europa. Até aqui nada de novo. Mas se vos disser que eles reservaram três datas para Portugal e nenhuma delas é em Lisboa ou no Porto, então o caso muda de figura.

Então, aqui vai:

&lt;b&gt;21 de Julho&lt;/b&gt; – Santa Maria da Feira
&lt;b&gt;9 de Julho&lt;/b&gt; – Ponte de Sôr
&lt;b&gt;16 de Agosto &lt;/b&gt;– Arcos de Valdevez

De referir que os Luar Na Lubre são autores de alguns dos melhores álbuns de inspiração celta, como “Plenilunio”, “Son do Ar” e “Cabo do Mundo”. Apesar de algo mecânicos ao vivo e, consequentemente, pouco espontâneos, vale a pena assistir a uma das melhores bandas folk oriundas de Espanha. Para mais informações, visitem a página da &lt;a href=http://www.geocities.com/avelainha/&gt; Raquel Gamallo. &lt;/a&gt;

&lt;IMG WIDTH="400" HEIGHT="250" BORDER="0" SRC="http://club.telepolis.com/mcelta/LuarnaLubre/Foto59.jpg"&gt;


&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-94016016?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/94016016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/94016016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#94016016' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-93836866</id><published>2003-05-06T02:51:00.000+01:00</published><updated>2003-05-06T03:29:43.000+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=4&gt;/// ESPECIAL MANGUE///&lt;/font&gt;

&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;CARANGUEJOS NA LAMA&lt;/font&gt;
&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=4&gt;JOBS FOR THE MANGUEBOYS #0&lt;/font&gt;

&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;À DESCOBERTA DO NORDESTE&lt;/font&gt;

A Cristina da &lt;a href=http://www.janela-indiscreta.blogspot.com&gt;Janela Indiscreta &lt;/a&gt;encontrou uma óptima exposição na net, sobre os 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil (sim, porque aquele extenso pedaço de terra já tinha sido descoberto pelos indígenas há pelos menos quatro mil anos), com carta de Pêro Vaz de caminha e tudo, e propôs-me o alinhamento de uma banda sonora. Lembrei-me que por altura das comemorações tinha estado no &lt;a href=www.womex.de&gt;WOMEX &lt;/a&gt;em Berlim e privado com uma série de músicos nordestinos. Deixo-vos um artigo sobre mangue beat publicado na extinta revista City em Abril de 2000, já lá vão três anos. Como três anos é muito tempo, foram inúmeros os projectos interessantes que entretanto surgiram: Cordel do Fogo Encantado à cabeça, Eddie, Veio Mangaba e Suas Pastoras, Cinval Coco Grude, Silvério Pessoa (ex cascabulho) a solo, Siba (Mestre Ambrósio) também a solo, Renata Rosa, Cabruera, Totonho e os Cabras. Fica a promessa de voltarmos em breve “à vaca fria”. LR

&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-93836866?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/93836866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/93836866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#93836866' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-93834812</id><published>2003-05-06T02:14:00.000+01:00</published><updated>2003-05-06T02:14:05.996+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=4&gt;/// ESPECIAL MANGUE///&lt;/font&gt;

&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;CARANGUEJOS NA LAMA&lt;/font&gt;
&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=4&gt;JOBS FOR THE MANGUEBOYS #1&lt;/font&gt;


&lt;b&gt;Chico Science, Suba, Otto, Mundo Livre AS, Jackson do Pandeiro, Lenine, Mestre Ambrósio e Cascabulho. Depois da bossa nova e do tropicalismo, chegou a hora do mangue beat e dos “mangueboys”.&lt;/b&gt;

Quem esteve presente no Womex, a feira de World Music que ocorreu em Berlim em Novembro de 1999, pôde constatar que a língua portuguesa invadiu a Europa. O evento “Os 500 anos da descoberta do Brasil”, além de ter levado à capital alemã directores de festivais e jornalistas de todo o mundo, apresentou cinco nomes da música brasileira – Baden Powell, Silvia Torres, Cascabulho, Lenine e Funk’n’Lata – e nenhum nacional. 
A avaliar pelo facto do português ter sido, a par com o alemão e o inglês, uma das línguas oficiais deste evento, e pela descontracção com que Funk’n’Lata e Silvia Torres dialogavam em palco com a assistência, tal e qual como se exprimem diariamente sem preocupação de se fazerem entender pelo grande público, leva-nos a pensar que na mente destes músicos poderia estar subjacente um sentimento semelhante ao de Tom Zé, quando se apresentou com David Byrne na Expo 98: “- se venho de um país onde mais de 200 milhões de pessoas falam português, para quê falar alemão? inglês?”. 
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-93834812?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/93834812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/93834812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#93834812' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-93834613</id><published>2003-05-06T02:10:00.000+01:00</published><updated>2003-05-06T02:15:19.000+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=4&gt;/// ESPECIAL MANGUE///&lt;/font&gt;

&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;CARANGUEJOS NA LAMA&lt;/font&gt;
&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=4&gt;JOBS FOR THE MANGUEBOYS #2&lt;/font&gt;

&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;ABERTURA A NORDESTE&lt;/font&gt;

Alguns dos nomes da música brasileira que não passam frequentemente nas rádios brasileiras, nem têm um dos seus temas a servir de banda sonora a uma telenovela, depositam em 2000 todas as esperanças de uma definitiva internacionalização. Para nomes pernambucanos como Chico Science e a Nação Zumbi ou Mestre Ambrósio, foi mais fácil ganhar inicialmente projecção fora do Brasil e só depois conquistar o próprio país. Paulo André, manager dos Cascabulho e de Chico Science (até ao dia em que o génio faleceu num acidente de viação, há três anos atrás), anda há cinco anos nos circuitos de festivais de World Music e diz-nos que «o facto do Chico ter sido líder da World Charts Music Europe (WMCE) que engloba DJ’s de rádio de toda a Europa abriu um precedente, não só para as novas bandas brasileiras, como para toda a cena pernambucana. Antes só conheciam Gilberto, Caetano e música baiana em geral. Nos anos 90 veio à tona uma cena musical que não era como o axé, que todo o mundo canta e dança ao mesmo ritmo, um interpreta a música do outro. Cada banda numa praia (área) diferente: forró, maracatu. Pernambuco ganhou mais espaço com isso e a prova é que Cascabulho está indo em Julho para fazer vários festivais, entre eles o Roskilde na Dinamarca».
Cristina Ruiz Kellersmann, jornalista e label manager da BMG Brasil na Alemanha, tem lançado em toda a Europa (Portugal, inexplicavelmente, não incluído) nomes como Lenine (pernambucano que vive no Rio), Patu Fu, Arnaldo Antunes e Daúde, também é da opinião que «a primeira etapa da carreira de um artista internacional na Europa é a de adquirir credibilidade junto do WMCE». Curiosamente, Lenine que participou recentemente no álbum de Maria João e Mário Laginha, “Brasil”, tem estado a fazer uma carreira notável em Espanha, França, Alemanha, Itália e até Eslovénia, fruto «dos quatro meses consecutivos (entre Dezembro e Março) no TOP 10 do WMCE».
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5144340-93834613?l=cronicasdaterra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/93834613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5144340/posts/default/93834613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdaterra.blogspot.com/index.html#93834613' title=''/><author><name>Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01949963766323553109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5144340.post-93834469</id><published>2003-05-06T02:07:00.000+01:00</published><updated>2003-05-06T02:16:35.000+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=4&gt;/// ESPECIAL MANGUE///&lt;/font&gt;

&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;CARANGUEJOS NA LAMA&lt;/font&gt;
&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=4&gt;JOBS FOR THE MANGUEBOYS #3&lt;font&gt;

&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;A CIÊNCIA DO MANGUE&lt;/font&gt;

Se a bossa nova mais pura e o axé são fenómenos do melhor e pior cartão postal turístico, estando simbolicamente para o Brasil como o fado está para Portugal, o mangue beat é a expressão máxima de uma fusão bem sucedida entre a riqueza rítmica da região de Pernambuco (maracatu, coco, forró) e a panóplia de influências exteriores (rock, hip hop, funk); entre o mistério sonoro da mata e a modernidade dos novos azimutes da música electrónica.  Foi através de uma forma de filtrar e cozinhar os dois lados da mesma “moeda” sem se comprometer com nenhum deles, que a genialidade dos percursores Chico Science e a Nação Zumbi se sobrepôs à colagem de uma estética que ficasse presa a influências internas ou externas, sobretudo à música negra norte-americana.    
O mangue beat que já serviu como tema de tese em cursos de comunicação, fez correr muita tinta sobretudo na imprensa local e especializada em música. Renato Lins, um dos mais activos jornalistas, escreveu na sua coluna semanal do webzine pernambucano “A Ponte”, que «o grande talento de Chico Science e Mundo livre SA foi continuar a lição no ponto onde os tropicalistas, mergulhados na auto-indulgência, haviam parado. Certa crítica de São Paulo, nunca nos vai perdoar essa: foi aqui, na quarta pior cidade do mundo (Recife) que melhor se realizou o trabalho de incorporar organicamente o rap, punk / new wave, à música brasileira». 
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&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;CARANGUEJOS NA LAMA&lt;/font&gt;
&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=4&gt;JOBS FOR THE MANGUEBOYS #4&lt;/font&gt;

&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;MOLDAR A LAMA&lt;/font&gt;

Mais que um novo género musical de inovação estética que está para os anos 90, como a bossa nova e o tropicalismo estiveram para as quatro décadas anteriores, o mangue etimologicamente falando é, um estuário. «Nas suas margens encontram-se os manguezais, ou seja, comunidades de plantas tropicais inundadas pelos movimentos dos mares. Pela troca de matéria orgânica entre a água doce e salgada, os mangues estão entre os ecossistemas mais produtivos do mundo e são para os cientistas símbolo de fertilidade, diversidade e riqueza», explica Fred 04, vocalista de Mundo Livre SA, em puro Manifesto Mangue na webzine “Manguenius”. 
Foi na cidade do Recife, cortada por seis rios e urbanizada sobre manguezais que a movida nasceu. Coincidência ou talvez não, este ecossistema extravasou a cadeia de vida marítima e forneceu boa dose de criatividade aos músicos pernambucanos. Ou será que eles foram levados pela correnteza das marés? Sendo os principais protagonistas alcunhados de “caranguejos com cérebro” e o principal percursor, Chico Science, nunca se cansar (enquanto foi vivo) de abordar a temática da terra molhada nos seus temas “Da Lama Ao Caos”, “Corpo de Lama”, não restam dúvidas.  

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&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=3&gt;CARANGUEJOS NA LAMA&lt;/font&gt;
&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#993300"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=4&gt;JOBS FOR THE MANGUEBOYS #5&lt;/font&gt;

&lt;center&gt;&lt;FONT COLOR="#666600"&gt;&lt;FONT FACE="HELVETICA" SIZE=2&gt;CHICO NA CRIAÇÃO, SUBA NA PRODUÇÃO&lt;/font&gt;

Se a morte prematura de Chico Science deitou por terra todas as potencialidades criativas de um músico que apenas editou dois álbuns de originais e um outro remisturado por nomes como Fila Brazilia, Mário caldato Jr, ou Dj Soul Slinger, o incêndio na casa de Suba também foi fatal para este produtor jugoslavo que sucumbiu asfixiado quando tentava salvar as gravações de “Tanto Tempo” de Bebel Gilberto, deixando órfãos todos aqueles (músicos e melómanos) que viam na etiqueta Ziriguiboom (mais) uma nova revolução do música brasileira em toda a sua amplitude: do mangue ao bossa nova, tendo como fio condutor a electrónica ambiental de tonalidades “lounge”. Hélder Vasconcelos dos Mestre Ambrósio, outro grupo de Pernambuco que editou “Fuá Na Casa De Cabral” produzido por Suba, recorda o facto e comenta de forma penosa que «ambos tinham as mesmas ambições com a música brasileira. Ele foi fundamental para uma certa amarração no nosso som. Era como se tivesse dado um nó em alguma coisa que andávamos à procura. Estava totalmente enquadrado com aquilo que fazíamos». As palavras de Hélder revestem-se de todo o sentido quando escutamos “Antropòfagos”, tema que faz parte do álbum “São Paulo Confessions” assinado por Suba e que conta com participação rítmica do grupo.   

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